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Fóruns / Apuração, cálculo e parametrização fiscal no SAP

Como se prova que um cálculo de imposto no SAP reproduz a decisão fiscal da empresa?

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Pessoal, bom dia. O fiscal da empresa definiu por escrito o tratamento de um cenário de venda e agora a diretoria pergunta: como demonstramos, com documento de teste e resultado, que o SAP reproduz exatamente essa decisão? Hoje a nossa prova é um print da nota. E aí, no nosso caso, o auditor já disse que print não basta. Como se monta essa prova e o que a torna aceitável?


Atualização:

Boa, o ponto da tolerância eu não tinha pensado. Vou refazer a tabela com valor esperado calculado fora do SAP e a coluna de tolerância. Pergunta: se a decisão do fiscal mudar daqui a seis meses, o que fazemos com a prova antiga, arquivamos como está ou refazemos o cenário? E quem assina a tabela, o fiscal ou a TI?

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Fechando: a prova de que o cálculo reproduz a decisão da empresa é uma tabela, não um print.

  1. Decisão escrita: texto, data e responsável no fiscal.
  2. Cenário: dados de entrada, incluindo casos de borda.
  3. Esperado: calculado fora do sistema, com a fórmula guardada.
  4. Obtido: número do documento, valor, ambiente, versão da configuração e extensões envolvidas.
  5. Diferença e tolerância: definidas antes, com a regra de arredondamento.
  6. Assinatura: do fiscal pela decisão, da TI pela execução.

A cadeia vai do documento à contabilidade, e o validador oficial aceitar o arquivo não é prova. Simulação não substitui a apuração oficial. Veja testes fiscais no SAP. Confirme com o tributário da empresa.

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Agora, minha opinião: a prova antiga fica arquivada com a data da decisão antiga, e o cenário é refeito em nova linha com a decisão nova. Quem assina é o fiscal, porque a decisão é dele; a TI assina que executou. Se vocês usam a ferramenta de simulação do GUEPARDO Tax, a documentação da NTT diz que valores simulados são estimativas da ferramenta e não substituem a apuração oficial. Então não use essa saída como prova de que o cálculo oficial está certo.

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Discordo de exigir diferença zero em todo cenário. E aí, meu ponto: arredondamento e casas decimais podem gerar diferença de centavos sem que a regra esteja errada.

  1. Defina antes, com o fiscal, a tolerância e a regra de arredondamento.
  2. Registre as duas na tabela.
  3. Diferença acima da tolerância abre investigação; abaixo, passa com justificativa.

Sem isso você reprova teste correto ou aprova teste errado.

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Na real, o que falta quase sempre é rastreabilidade técnica. Anote junto da evidência o ambiente, a versão do objeto ou da configuração testada e a data. Se há extensão Z no cálculo, registre qual era. Quando o resultado mudar depois de uma atualização, essa linha mostra se foi a configuração, a extensão ou o dado de cadastro. Sem ela, o teste de hoje não serve para a regressão de amanhã.

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Bem, olhando o número, o valor esperado não pode ser calculado pelo mesmo programa que está sendo testado. Calcule fora, em planilha revisada pelo fiscal, e guarde a fórmula. Inclua também cenários de borda: valor zero, quantidade fracionada, cliente de outro estado, item sem classificação. Prova só com o caso feliz não cobre o que o auditor vai sortear.

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A prova aceitável liga quatro coisas: a decisão escrita, o cenário de teste, o documento gerado e o resultado comparado. Então, como dizem, sem a decisão escrita com data e responsável o teste não tem contra o quê comparar. Monte uma tabela com uma linha por cenário: texto da decisão, dados de entrada (material, cliente, UF, operação), valor esperado calculado fora do sistema, número do documento gerado, valor obtido e diferença. Diferença zero, com data e responsável, é a prova. Print isolado é só ilustração.

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