SAP Notes da Reforma Tributária: como acompanhar, decidir e provar a aplicação
Cada nota que entra no SAP pode mudar um cálculo, um documento ou uma apuração. O trabalho é saber quais notas existem, decidir se e quando aplicar, e provar depois que o sistema continua calculando o que a empresa decidiu.
É um processo com dono, ambiente, sequência, teste e registro, e ele precisa existir antes de a primeira nota da reforma chegar à produção.
Seis passos entre a publicação da nota e a prova
A nota é o começo do trabalho, não o fim. O ciclo vale para qualquer nota com efeito fiscal, da reforma ou não.
Monitorar
Saber que a nota existe, por canal e rotina fixos, antes que alguém a aplique sem avisar o fiscal.
Triar
Classificar a nota pelo efeito: cálculo, documento eletrônico, apuração ou nenhum efeito fiscal direto.
Decidir
Aplicar agora, aplicar na janela, adiar ou não aplicar, com o critério e o responsável escritos.
Aplicar
Implementar na ordem das dependências, ambiente por ambiente, até a produção.
Testar
Comparar o comportamento fiscal antes e depois, com os casos que a nota pode tocar.
Provar e registrar
Guardar a evidência da aplicação e do efeito na ficha da nota, com data e assinatura.
Vá direto à parte das SAP Notes que cabe ao seu papel
01Fiscal e tributário
Triagem, critério de decisão, efeito esperado e a assinatura do resultado.
Ir para a seção02TI e Basis
Ordem das dependências, Note Assistant, esteira de transporte e retorno.
Ir para a seção03Controladoria e auditoria
Fotografia, regressão, prova da aplicação e do efeito e a ficha de registro.
Ir para a seção04Gestão e projeto
Janela, responsáveis, falhas de processo e como o serviço funciona.
Ir para a seçãoLinks diretos
Acompanhar uma nota é uma decisão com dono e prova
A SAP entrega a correção. A empresa decide se ela entra, quando entra e como se prova que o cálculo continua certo. A matéria da reforma, tributo por tributo, tem página própria em Reforma Tributária: IBS e CBS no SAP, e o processo das notas começa onde ela termina.
Acompanhar SAP Notes da reforma é responder, nota a nota e por escrito: ela toca o fiscal, entra agora ou depois, e que prova mostra que entrou e que o efeito é o esperado.
O que se acompanha
As notas da reforma e as demais que mudam cálculo, documento ou apuração, a partir da nota líder que lista as entregas e a ordem.
Quem decide
O fiscal decide o impacto e a tese. A TI decide o risco técnico e a janela. Nenhuma das duas decide pela outra.
O que fica provado
A aplicação, com versão, status, transporte e data, e o efeito, com caso, esperado, obtido e aprovação.
As notas e os guias da reforma que organizam o trabalho
A SAP mantém, para a reforma do Brasil, notas de referência que dizem o que foi entregue e em que ordem implementar. O rito parte delas.
Nota líder da reforma
Descreve a estratégia de entrega e suporte, lista as entregas conforme são liberadas e traz anexo um arquivo XML para o Note Analyzer.
Nota 3561376
Note Analyzer
Ferramenta que importa o XML da nota líder e mostra a ordem de implementação das notas do conjunto.
Nota 3200109
Processos ainda não suportados
Lista, atualizada ao longo do tempo, dos processos da reforma que a SAP ainda não suporta. Entra na triagem de lacunas.
Nota 3637842
Guia de solução de problemas
Guia de resolução de problemas da implementação das notas da reforma, atualizado de forma contínua.
Artigo da base de conhecimento 3642384
SAP Work Zone da localização
Espaço de colaboração entre clientes e parceiros sobre a localização Brasil da reforma, com atualização diária.
Brazil Tax Reform Localization
A leitura da nota é na origem
O texto de cada nota é lido na origem, no SAP for Me, por quem implementa. Resumo de terceiros não substitui essa leitura, e o rito parte sempre do texto da SAP.
Fonte: SAP Community, publicação da SAP sobre o impacto da reforma tributária do Brasil nos usuários SAP.
Seis canais e uma rotina para a nota não chegar sem aviso
Monitorar é ter canais definidos e um horário fixo para lê-los. Sem isso, a nota chega pela aplicação técnica e o fiscal descobre depois.
Nota líder da reforma
Reler a lista de entregas e o XML a cada atualização. É o mapa do que existe e da ordem em que entra.
Rotina sugerida: a cada atualização publicada.
SAP for Me
Notas novas e atualizadas dos componentes em uso e as notas de segurança, lidas por um responsável da TI.
Rotina sugerida: semanal.
Patch Day
As notas de segurança do mês, que mudam o mesmo sistema onde roda o cálculo fiscal.
Rotina: segunda terça-feira de cada mês.
SAP Work Zone da localização
Achados de outros clientes e parceiros. Serve de alerta antecipado, não de fonte para decidir.
Rotina sugerida: semanal.
Atos do fisco
Leiaute, tabela de CST e cClassTrib e prazos publicados pela Receita e pelo Confaz. É o gatilho legal que dá data à nota.
Rotina sugerida: a cada publicação.
Entregas do GUEPARDO Tax
Quando o cálculo roda no produto da NTT DATA, as entregas dele entram na mesma lista.
Rotina: a cada entrega.
Um responsável nomeado lê os seis canais em horário fixo e abre uma linha na lista única de notas. Todo o resto do rito parte dessa lista.
Doze datas fixas para ler as notas do mês
A SAP publica as notas de segurança novas na segunda terça-feira de cada mês. As datas de 2026 estão abaixo.
| Trimestre | Patch Day de 2026 |
|---|---|
| 1º trimestre | 13 de janeiro, 10 de fevereiro e 10 de março |
| 2º trimestre | 14 de abril, 12 de maio e 9 de junho |
| 3º trimestre | 14 de julho, 11 de agosto e 8 de setembro |
| 4º trimestre | 13 de outubro, 10 de novembro e 8 de dezembro |
Por que o fiscal olha
Nota de segurança não é nota fiscal, mas muda componentes do mesmo sistema, entra na mesma janela de aplicação e pode tocar uma área que o cálculo usa.
O alcance da correção
A SAP entrega correção de severidade alta ou muito alta só para Support Packages liberados nos últimos 24 meses, enquanto a versão estiver em manutenção padrão ou estendida.
Os clientes localizam as notas no SAP for Me, na área de notas de segurança, escolhendo a lista completa. O nível de Support Package do ambiente decide se a correção do mês chega até ele.
Fonte: SAP Support Portal, SAP Security Notes e News. Política de manutenção na nota 3053725.
O passivo de notas: o que já entrou e ninguém avaliou
Antes de o rito valer para as notas novas, é preciso saber o que já foi aplicado no ambiente. Esse passivo é o primeiro resultado do trabalho.
Levantar
Listar as notas implementadas, parcialmente implementadas e pendentes, com a lista que o Note Assistant fornece do próprio ambiente.
Cruzar com a nota líder
Comparar a lista com as entregas da reforma e apontar o que falta e o que está fora da ordem.
Classificar
Passar cada nota relevante pelas quatro categorias da triagem, ainda que já esteja em produção.
Testar o que já entrou
Rodar a regressão nos casos que as notas das categorias A, B e C tocam e registrar o resultado.
Nota implementada de forma incompleta merece atenção especial: o sistema continua funcionando e pode calcular diferente do esperado sem emitir aviso. Por isso o levantamento separa a implementação completa da parcial.
O resultado é a primeira ficha de cada nota relevante e uma lista de pendências, cada uma com dono e data. O checklist de prontidão fiscal ajuda a medir o restante do ambiente.
Quatro categorias para dizer se a nota toca o fiscal
A triagem separa a nota que exige o fiscal da que não exige. O critério é o efeito da nota, não o componente que ela altera.
A. Cálculo e determinação
Altera como o imposto, a base, a alíquota ou a situação tributária é determinada, inclusive os campos novos de IBS e CBS.
Vai para: avaliação do fiscal antes de qualquer aplicação.
B. Documento eletrônico
Altera o que sai no XML, o leiaute, a regra de validação ou a comunicação com a SEFAZ e com a Receita.
Vai para: fiscal e TI juntos, com o calendário do leiaute à vista.
C. Apuração e obrigações
Altera o resultado da apuração, a escrituração ou o arquivo de uma obrigação acessória.
Vai para: fiscal e contabilidade, com teste de fechamento.
D. Sem efeito fiscal direto
Correção visual, de desempenho ou de componente que não toca imposto, documento nem escrituração.
Vai para: rito técnico normal da TI, com a triagem registrada.
Na dúvida, a nota sobe de categoria
Quando a leitura não permite afirmar que a nota não toca o fiscal, ela é tratada como A, B ou C até o responsável decidir. Classificar como D também é uma decisão, com data e autor.
O ponto cego entre TI e fiscal, que esse filtro fecha, está descrito no artigo do blog sobre SAP Notes com impacto fiscal.
Oito perguntas que o responsável faz a cada nota
As quatro primeiras perguntas decidem se o fiscal entra. As quatro últimas decidem a ordem e a janela.
- A nota fala de imposto, base, alíquota, classificação ou situação tributária?
- Ela muda campo, tabela ou configuração do cadastro fiscal de produto, parceiro ou operação?
- Ela altera o conteúdo do XML do documento fiscal ou uma regra de validação?
- Ela toca a integração com a apuração, com o SPED ou com a escrituração?
- Exige atividade manual depois da implementação, como parametrização ou ajuste de tabela?
- Depende de outra nota, de Support Package ou de versão de componente que o ambiente ainda não tem?
- Há objeto próprio do cliente no mesmo ponto, como exit, BAdI ou programa Z?
- Existe data legal que obriga o comportamento novo?
Qualquer resposta sim nas perguntas 1 a 4 leva a nota para o fiscal. As perguntas 5 a 8 não mudam a categoria: definem a ordem, a janela e o esforço de teste.
Aplicar, adiar ou não aplicar: a decisão com critério escrito
Toda nota com efeito fiscal termina em uma de quatro decisões. A de não aplicar também vale, desde que tenha dono e justificativa.
Aplicar com prioridade
Há data legal próxima, ou a falta da nota faz o sistema calcular errado hoje. Entra na primeira janela possível.
Aplicar na janela regular
Há correção ou ganho sem data legal. Entra no ciclo normal de manutenção, depois do teste.
Adiar com registro
A nota depende de pré-requisito, colide com código próprio ou cai em período de fechamento. A nova data e o motivo ficam escritos.
Não aplicar com registro
A nota não se aplica ao uso do cliente, ou o risco supera o ganho. Fiscal e TI assinam a decisão e a data de revisão.
Cinco fatores que pesam
- A data legal que obriga o comportamento novo.
- O que acontece no cálculo se a nota não entrar.
- O que a nota exige do ambiente: pacote, versão e notas anteriores.
- A distância entre a nota e as customizações do cliente.
- O momento do mês e do ano em que a produção está.
O que a decisão registra
- A categoria da triagem e quem a definiu.
- A alternativa escolhida e o motivo.
- O responsável e a data da decisão.
- A janela prevista e a data de revisão, quando a nota é adiada ou dispensada.
- A pessoa do cliente que aceita o risco residual.
A data da nota vem do fisco, a janela vem do calendário da operação
Duas datas decidem quando a nota entra: a que a lei impõe e a que a operação tolera. A primeira é fixa, a segunda se planeja.
Data legal
Se a nota entrega um comportamento obrigatório a partir de uma data, essa data é o prazo final, e o teste precisa caber antes dela. O calendário está na página de legislação da reforma.
Fechamento
Evitar os dias de fechamento fiscal e contábil, de apuração e de envio de arquivos. Nota aplicada no meio da apuração mistura dois comportamentos no mesmo período.
Virada de ano
Alíquota, leiaute e tabela mudam na virada. Nota que mexe nessas regras pede teste antes do congelamento de mudanças que muitas empresas adotam no fim do ano.
Pico de emissão
Campanhas, safras e datas de pico pedem janela fora do pico, para que um retorno seja possível sem parar o faturamento.
Janela é calendário compartilhado. O fiscal marca os períodos sensíveis, a TI marca as janelas técnicas, e a interseção livre vira a agenda de aplicação.
Com a agenda pronta, a pergunta do dia da decisão deixa de ser quando dá e passa a ser qual janela serve a esta nota.
Nota por nota, na ordem certa
As notas da reforma dependem umas das outras. A ordem não é escolha de quem implementa: ela vem das dependências.
Importar o XML
O arquivo anexo à nota líder entra no Note Analyzer, que organiza as notas do conjunto.
Ler a ordem
A ordem de implementação aparece na coluna de comentários, depois que o XML é importado.
Conferir pré-requisitos
Pacote de suporte, versão do componente e notas anteriores que a nota exige, ambiente por ambiente.
Implementar completa
Uma nota por vez, até o fim, inclusive as atividades manuais que ela pede.
Só então a seguinte
Nenhuma nota avança sobre outra que ficou incompleta.
Registrar o ponto
O status de cada nota e o que falta ficam na ficha, para retomar sem perder a ordem.
O XML é atualizado com frequência, então a ordem é reimportada a cada rodada de aplicação.
O alerta da SAP
Seguir para as notas seguintes com notas anteriores implementadas pela metade deixa o sistema corrompido e obriga a refazer o trabalho. Cada nota deve ser implementada de forma correta e completa.
Fonte: SAP Community, publicação da SAP sobre a reforma tributária do Brasil.
O que a ferramenta da SAP faz e o que continua sendo trabalho humano
A ferramenta reduz o erro de execução, mas não decide nada. Separar o que ela faz do que fica com a equipe evita a ilusão de que a nota aplicada é a nota avaliada.
A ferramenta faz
- Busca e baixa as notas válidas para o sistema.
- Implementa automaticamente as instruções de correção.
- Reconhece dependências de outras notas, de Support Packages e de modificações já feitas.
- Registra os passos e mostra o status de cada nota.
- Identifica o que já veio por Support Package ou atualização de versão.
Continua com a equipe
- Decidir se a nota tem efeito fiscal e se ela entra.
- Escolher o ambiente, a janela e a sequência de transporte.
- Executar as atividades manuais que a nota pede.
- Testar o efeito fiscal e aprovar o resultado.
- Arquivar a evidência na ficha da nota.
O Note Assistant, transação SNOTE, é a ferramenta padrão da SAP para essa tarefa. Sua lista de trabalho separa as notas atribuídas ao usuário, as inconsistentes e as novas ainda não processadas.
Notas assinadas digitalmente só podem ser baixadas e enviadas com o SNOTE habilitado para isso, e os passos estão reunidos na nota 2836302. A versão aprimorada da ferramenta exige SAP_BASIS 7.40 SP02 ou a nota 3051466.
Fonte: SAP Support Portal, Note Assistant, e documentação do Note Assistant no SAP Help.
Quatro ambientes, uma sequência
A nota percorre os ambientes na ordem das demais mudanças do cliente e só avança com a aprovação do ambiente anterior.
| Ambiente | O que se faz | Quem aprova | Evidência |
|---|---|---|---|
| Sandbox ou cópia de teste | Leitura da nota, implementação de ensaio, descoberta de pré-requisitos e de colisões | TI | Lista de pré-requisitos e de objetos em colisão |
| Desenvolvimento | Implementação oficial, ajustes de código próprio, ordem de transporte | TI e desenvolvimento | Status da nota, número da ordem e log |
| Qualidade | Regressão fiscal com dados que preservam o que determina o imposto | Fiscal | Caso, esperado, obtido e aprovação |
| Produção | Importação pela esteira, na janela, com plano de retorno | Fiscal e TI | Ordem importada, data e hora e verificação posterior |
O rito da DFSpro prevê implementar a nota no desenvolvimento e mover a mesma ordem pela esteira. Implementar direto em produção rompe a sequência e tira a prova de que o teste olhou o mesmo código que vai rodar.
A qualidade só serve de prova com dados que preservem o que determina o imposto, como NCM, UF, regime e perfil do parceiro. O método está em testes e validação fiscais.
Seis regras para a nota não chegar à produção fora de ordem
O transporte é onde a ordem das dependências se perde com mais facilidade. Estas regras protegem a sequência.
Uma ordem por conjunto fechado
Ordem que mistura notas da reforma com outras mudanças impede o retorno individual.
Mesma sequência em todos os ambientes
Se a nota B depende da A, a ordem da A é importada primeiro em cada ambiente, sem exceção.
Importar só depois do teste assinado
A produção recebe o que a qualidade aprovou, nada além disso.
Congelar a fila na janela
Durante a importação das notas da reforma, nenhuma outra ordem entra na mesma fila.
Verificar depois de importar
Conferir que a ordem chegou completa e o status da nota no ambiente de destino.
Retorno pronto
A forma de voltar ao estado anterior é definida antes da importação, não depois do problema.
Antes, durante e depois da importação em produção
O dia da importação é curto e tem pouca margem. Por isso cada passo já está escrito antes e tem responsável.
Antes
- Teste assinado pelo fiscal e ficha completa.
- Plano de retorno confirmado com a TI.
- Janela comunicada à operação de emissão.
- Fila de transporte congelada e plantão definido.
Durante
- Importação na sequência definida na ficha.
- Acompanhamento do log da importação.
- Nenhuma mudança fora do plano.
- Decisão de continuar ou recuar com quem tem poder para isso.
Depois
- Verificação da ordem e do status no destino.
- Conferência dos casos críticos em produção.
- Acompanhamento das primeiras emissões reais.
- Hora de término e resultado registrados na ficha.
A nota só é dada como concluída depois que o fiscal acompanha as primeiras emissões reais e confirma que o resultado bate com o esperado.
Onde a nota encontra o que o cliente já mudou
Quando o ambiente fiscal tem código próprio em volta do cálculo, a nota padrão pode colidir com ele, e a colisão não aparece no teste de tela.
Programas e includes Z
Cópias de programas padrão que a nota também altera ficam desatualizadas e passam a ignorar a correção.
Exits e BAdIs
Pontos de extensão do cálculo e do documento cuja assinatura ou momento de execução a nota pode mudar.
Campos e tabelas próprios
Campo do cliente que alimenta o cálculo e passa a concorrer com o campo novo que a nota traz.
Relatórios e interfaces
Relatórios e integrações que leem o resultado fiscal em um formato que a nota pode alterar.
Antes de aplicar, a TI lista os objetos próprios e os pontos de extensão no trecho que a nota toca, e o fiscal diz qual regra de negócio cada um carrega. Colisão encontrada vira item de decisão, não ajuste silencioso.
Quanto menos código próprio no cálculo, menor a colisão, e esse é o argumento do Clean Core fiscal. O desenho e a revisão do código que fica estão em ABAP e customização fiscal.
Fotografar o comportamento fiscal antes da nota
Sem fotografia do antes, o depois não prova nada. A linha de base é montada na qualidade, antes de a nota entrar.
- Um documento de referência por operação, com o imposto de cada tributo.
- O resultado do cálculo dos casos críticos, com base, alíquota e situação tributária.
- O XML gerado nos tipos de documento eletrônico mais usados.
- O relatório de apuração de um período fechado, para comparação.
- Data, versão da nota e do componente em que a fotografia foi tirada.
- O autor da fotografia e o fiscal que reconhece os valores como corretos.
A fotografia não precisa ser grande. Ela cobre os casos que a nota pode tocar, escolhidos na triagem, e reaproveita a matriz de cenários que a empresa já usa em teste fiscal.
Quando a nota traz campo novo, como os de IBS e CBS, a fotografia registra que o campo estava vazio antes. O efeito esperado inclui o campo passar a existir.
O que rodar depois da nota, por categoria
A regressão da nota é menor que um teste de projeto. Ela roda só o que a categoria da triagem pode ter alterado e compara com a fotografia.
| Categoria | Casos mínimos | Comparação |
|---|---|---|
| A. Cálculo e determinação | Um caso por operação e por regra de classificação que a nota toca, mais os casos de borda | Imposto por tributo, base, alíquota e situação tributária, contra a fotografia e contra o esperado novo |
| B. Documento eletrônico | Emissão e retorno de autorização dos tipos de documento afetados, mais um evento | XML contra o leiaute vigente, rejeições e status de retorno |
| C. Apuração e obrigações | Fechamento de um período de teste e geração do arquivo | Apuração e arquivo contra o período de referência |
| D. Sem efeito fiscal direto | Execução dos processos técnicos ligados ao componente | Execução sem erro e conferência de que o resultado fiscal não mudou |
Matriz de cenários, massa de dados e níveis de teste têm página própria: testes e validação fiscais. Para a nota, vale só o recorte que a categoria pede.
A regressão roda na qualidade, com a nota já implementada na ordem correta, e termina com a assinatura do fiscal.
Escrever o efeito esperado antes do teste
Uma nota da reforma muda o resultado de propósito. Por isso o teste não procura nenhuma diferença: procura a diferença certa.
Diferença esperada
- Campo novo preenchido no documento ou no cadastro.
- Novo tributo calculado na operação.
- Novo leiaute no XML, com os grupos que a regra pede.
- Nova linha ou nova coluna em relatório de apuração.
Diferença inesperada
- Valor de tributo existente que mudou sem motivo.
- Rejeição nova na autorização do documento.
- Relatório que deixou de fechar com a contabilidade.
- Documento que deixou de ser emitido ou escriturado.
O efeito esperado é escrito pelo fiscal antes da implementação, com a norma que o sustenta. A tabela de CST e cClassTrib é o ponto de partida do esperado para classificação.
A comparação do depois com o esperado e com a fotografia dá três resultados: bate, diferença justificada ou diferença sem explicação. Os dois primeiros passam. O terceiro volta para a TI e para o fiscal.
Seis registros que provam que a nota entrou
Aplicada é o que o sistema mostra, não o que a equipe lembra. A prova da aplicação é técnica e vem do próprio ambiente.
Status da nota
O estado de implementação mostrado pelo Note Assistant no ambiente, com a captura de tela ou o relatório.
Log de implementação
O registro dos passos que a ferramenta processou, com usuário, data e hora.
Ordem de transporte
Número da ordem, ambiente de origem, sequência de importação e retorno da importação em cada destino.
Versão do componente
Pacote de suporte e nível do componente de localização, antes e depois.
Atividades manuais
Cada atividade manual que a nota exigiu, com quem fez, quando e o resultado.
Dependências
Lista das notas anteriores e se estavam completas, conforme a ordem do Note Analyzer.
O conjunto fica anexo à ficha da nota. Quem audita reconstrói, só com ele, o que mudou, onde, quando e por ordem de quem.
O que prova que o cálculo continua o que a empresa decidiu
A aplicação correta não garante o efeito correto. A prova do efeito compara o resultado com o que o fiscal escreveu antes.
Caso
Operação, UF, produto, perfil da parte e documento, com a data da regra que o caso verifica.
Esperado
Valor e documento esperados, com o autor e a norma que os sustenta.
Obtido
Resultado do sistema depois da nota, com o número do documento de teste.
Aprovação
Assinatura do fiscal, com data, e a conclusão: bate, justificada ou reprovada.
Cada caso reprovado abre um item com dono e prazo, e a nota só segue para a produção com todos os casos críticos aprovados. Seguir com uma diferença conhecida é decisão do cliente e fica escrita, com a justificativa.
Em produção, a primeira apuração depois da nota recebe conferência reforçada: o fiscal compara o resultado com o período anterior e registra as diferenças explicadas.
Quem decide, quem executa e quem assina
Cada etapa do rito tem um papel que decide, um que executa e um que assina. Quando o mesmo papel faz os três, a prova perde valor.
| Papel | Decide | Executa | Assina |
|---|---|---|---|
| Fiscal e tributário | Se a nota toca o fiscal, o efeito esperado e a tese | Triagem, escrita do esperado e teste de aceite | Aprovação do efeito |
| TI e Basis | Janela técnica, risco de sistema e ordem de transporte | Implementação, importação e retorno | Evidência da aplicação |
| Desenvolvimento ABAP | Tratamento da colisão com código próprio | Ajuste de exits e programas Z | Parecer técnico da colisão |
| Controladoria e contabilidade | Janela de fechamento e conciliação | Teste de apuração e de fechamento | Aceite da apuração |
| Auditoria interna | Nada sobre a nota | Revisão da ficha por amostra | Parecer, quando houver |
| Gestão da mudança | Calendário e prioridade entre notas | Agenda, reunião de decisão e ficha | Ata da reunião |
O responsável pela lista de notas é uma pessoa nomeada, com substituto. A reunião de decisão é curta e periódica, e o fiscal e a TI sentam à mesma mesa.
A ficha da nota: oito campos que ficam no sistema do cliente
A ficha é um registro único por nota, mantido onde o cliente já controla mudanças. Um arquivo solto não serve de prova.
Identificação
Número, título público, data da publicação e componente.
Triagem
Categoria, perguntas respondidas, data e autor.
Decisão
Aplicar, adiar ou não aplicar, com motivo e responsável.
Janela
Ambiente, data planejada e data realizada.
Dependências
Notas anteriores, pacote, versão e atividades manuais.
Testes
Fotografia, casos, esperado e obtido.
Evidência
Status, log, ordem de transporte e capturas.
Encerramento
Aprovação do fiscal, retorno se houve e data de revisão.
Onde o cliente já usa um sistema de gestão de mudanças, a ficha vira um formulário dele, com os mesmos campos. A pergunta de auditoria sobre quem avaliou a nota e por quê se responde abrindo a ficha.
O prazo de guarda é definido pelo jurídico e pelo fiscal do cliente.
O plano de retorno vem antes da importação
Nem toda nota volta com facilidade. Por isso a forma de recuar é definida antes, e o critério de recuar também.
Ponto de retorno
O que será usado para voltar, como ordem de retorno ou cópia do ambiente, conforme a prática da TI. A escolha consta na ficha.
Critério de parada
Os sinais que fazem fiscal e TI recuarem: rejeição em massa, valor fora da faixa esperada, apuração que não fecha.
Comunicação
Quem avisa quem, em que canal, e como a operação de emissão trabalha enquanto o retorno acontece.
O retorno precisa de um responsável com poder de acioná-lo. Ele também tem um relógio: documentos fiscais já autorizados seguem regras próprias de cancelamento e de correção, e o plano considera isso.
Oito falhas que fazem a nota virar problema fiscal
Oito padrões se repetem quando o processo falha, e cada um tem uma resposta no rito.
| Falha | O que acontece | O que o rito faz |
|---|---|---|
| Aplicar em lote sem triagem | A nota fiscal sai na mesma fila das de segurança e ninguém do fiscal a vê. | Toda nota passa pela triagem antes de entrar na fila de aplicação. |
| Esperar o fim do ano | As notas se acumulam e entram juntas, sem teste por nota. | Janela regular e agenda por nota, com o fiscal marcando os períodos sensíveis. |
| Nota fora de ordem | Uma nota nova sobre uma anterior incompleta deixa o ambiente inconsistente. | A ordem do Note Analyzer é refeita e checada em cada ambiente. |
| Teste só técnico | A tela abre e o job roda, mas ninguém compara o imposto. | Regressão que compara imposto, documento e apuração. |
| Esperado copiado do sistema | O teste concorda com o erro, porque o valor esperado veio do próprio cálculo. | Esperado escrito pelo fiscal antes, com a norma ao lado. |
| Código próprio esquecido | O programa Z ignora a correção, e a nota aplicada não muda o resultado. | Levantamento dos objetos próprios no ponto que a nota toca. |
| Lista sem dono | A lista de notas é de todos e, portanto, de ninguém. | Responsável nomeado, com substituto. |
| Registro só no log | O log mostra a aplicação, mas não mostra quem avaliou o efeito. | Ficha com decisão, teste e assinatura do fiscal. |
Seis sinais de que o rito está funcionando
Um processo só melhora quando alguém o mede. Estes seis sinais cabem em uma página de acompanhamento mensal.
Notas triadas
Parcela das notas publicadas que passou pela triagem no ciclo. A meta é definida pelo cliente.
Tempo de decisão
Intervalo entre a publicação de uma nota com efeito fiscal e a decisão registrada.
Fichas completas
Notas aplicadas com ficha preenchida e evidência anexa.
Notas fora de ordem
Ocorrências de nota implementada antes da anterior. O alvo é zero.
Retornos
Importações que precisaram de retorno e a causa de cada uma.
Diferenças sem explicação
Casos de regressão fechados como diferença sem explicação, por ciclo.
Os indicadores alimentam a conversa mensal de gestão. Metas e limites são definidos pelo cliente, e nenhum valor deve ser copiado de outro ambiente.
Quando o cálculo fiscal roda no GUEPARDO Tax
A licença do GUEPARDO Tax é da NTT DATA, e a DFSpro a vende como Canal Autorizado, além de implantar e governar o produto.
O que muda
As entregas do produto, publicadas pela NTT DATA, também podem alterar cálculo e documento. Elas entram na lista como itens do mesmo rito, com triagem, janela, regressão e ficha.
O que continua igual
A decisão de aplicar, o ambiente e a sequência, o teste e a prova. Notas SAP e entregas do produto podem depender umas das outras, e a ordem considera as duas.
Quem usa o GUEPARDO Tax em parte das operações e o cálculo padrão do SAP em outras mantém uma lista única, com a origem de cada item.
As quatro frentes do trabalho com as notas
A DFSpro estrutura o rito e o conduz ao lado da equipe do cliente. Para quem ainda não sabe o que já entrou no ambiente, a porta de entrada é o Diagnóstico Fiscal SAP.
Desenho do rito
Papéis, canais, categorias de triagem, critério de decisão e ficha, no formato que o cliente já usa.
Fotografia e regressão
Casos por categoria, fotografia antes da nota e comparação depois, com o fiscal do cliente assinando.
Colisão com código próprio
Levantamento dos exits, BAdIs e programas Z no ponto da nota e, quando o cliente decide ajustar, o ajuste em ABAP.
Operação contínua
Rotina mensal de leitura, triagem e registro, dentro do AMS Fiscal de Governança.
Quem decide cada nota e o que a DFSpro entrega ao cliente
A decisão sobre cada nota é do cliente. A DFSpro entrega o desenho do processo, a configuração do que o sistema permite e a prova de como ele se comporta depois da nota.
É decisão do cliente
- Se uma nota com efeito fiscal entra, quando entra e se não entra.
- O efeito esperado e a tese tributária por trás de cada regra.
- A aprovação do teste e a aceitação de qualquer diferença conhecida.
- A janela de produção e o risco de negócio aceito.
A DFSpro entrega
- O desenho do rito de triagem, decisão, aplicação e registro.
- O apoio à configuração da esteira e da ficha, ao lado da TI do cliente.
- A fotografia e a regressão do comportamento fiscal, com evidência.
- O desenvolvimento ABAP do que o cliente decidir ajustar.
Documentação e publicações de referência
Perguntas frequentes sobre SAP Notes da reforma tributária
01O que a DFSpro faz no acompanhamento das SAP Notes da reforma?+
A DFSpro desenha o rito que liga monitoramento, triagem fiscal, decisão, transporte, teste e registro. Prepara a fotografia do comportamento antes da nota, roda a regressão depois e organiza a evidência da aplicação e do efeito. A decisão tributária continua sendo do cliente.
02A DFSpro implementa as notas no meu SAP?+
Quem implementa é a equipe com autorização para mudar o sistema, em geral a TI ou o integrador, e isso consta no escopo combinado. Seja quem for o executor, a DFSpro desenha, testa e prova, e trabalha com a TI do cliente ou com o integrador.
03Já temos integrador e equipe de Basis. Por que precisamos disso?+
Porque avaliar o risco de sistema e avaliar o efeito no imposto são competências diferentes. A TI sabe se a nota quebra uma integração. Saber se ela muda um cálculo fiscal exige conhecimento da operação tributária, e o rito coloca essa leitura antes da aplicação.
04Toda SAP Note precisa passar pelo fiscal?+
Não. A triagem separa as notas em quatro categorias. As de cálculo, documento eletrônico e apuração vão para o fiscal. As sem efeito fiscal seguem o rito técnico normal, com a triagem registrada, e o que chega ao fiscal fica restrito ao que de fato toca imposto.
05Por onde começa o acompanhamento das notas da reforma?+
Pela nota líder da reforma, que lista as entregas e traz o arquivo XML para o Note Analyzer, que mostra a ordem de implementação. A lista é atualizada pela SAP, por isso a rotina inclui reler a nota líder a cada atualização.
06E se a nota da reforma chegar perto da data legal?+
A triagem marca a nota com prioridade, a agenda abre a primeira janela possível e o teste precisa caber antes da data. Nesse caso a regressão é reduzida aos casos críticos da categoria, com plano de retorno pronto. Assumir esse risco é decisão do cliente.
07Podemos aplicar direto em produção para ganhar tempo?+
Não é o caminho que recomendamos. Sem a qualidade não há prova de que o teste olhou o mesmo código que roda em produção, e a nota fica sem evidência de efeito. Havendo urgência legal, o rito prevê janela acelerada, nunca a supressão do teste e do registro.
08Como provamos a uma auditoria que a nota foi aplicada e qual foi o efeito?+
Pela ficha da nota. Ela reúne o status e o log do Note Assistant, a ordem de transporte, a versão do componente e as atividades manuais, mais os casos com esperado, obtido e aprovação do fiscal. Com esse conjunto o auditor reconstrói o que mudou, onde, quando e por decisão de quem.
09O que o cliente precisa ter pronto para iniciar o acompanhamento?+
A relação das notas aplicadas até hoje, que o Note Assistant fornece, a versão e o pacote dos componentes fiscais, os nomes de quem decide e de quem executa, o calendário de fechamento e, se existir, a matriz de cenários de teste. O que faltar é montado no início.
10E se a nota colidir com um programa nosso?+
A colisão vira item de decisão, e não ajuste silencioso. O cliente escolhe entre ajustar o código próprio, adiar a nota ou dispensá-la, com registro. A DFSpro levanta os pontos de extensão afetados, desenha o ajuste e, quando o cliente decide ajustar, desenvolve em ABAP.
11Isso vale também para o GUEPARDO Tax?+
Sim. As entregas do GUEPARDO Tax, publicadas pela NTT DATA, também podem alterar cálculo e documento e entram na mesma lista, com triagem, janela, regressão e ficha. Quando há notas SAP e entregas do produto em dependência uma da outra, a ordem considera as duas.
12O rito vale para notas que não são da reforma?+
Vale. O filtro é o efeito fiscal da nota, não o assunto. Correções de cálculo, atualizações de leiaute e notas de legislação anterior passam pelas mesmas quatro categorias. A reforma é o caso em que o rito mais pesa, porque as notas tocam cálculo, documento e apuração ao mesmo tempo.
13Como esse acompanhamento se encaixa no AMS Fiscal?+
A leitura periódica, a triagem e a ficha viram rotina do AMS Fiscal de Governança, com uma reunião de decisão entre fiscal e TI. O escopo, os canais e a frequência são combinados na conversa inicial, de acordo com o ambiente e com o que o cliente já tem de gestão de mudança.
14Quanto tempo leva para montar esse processo?+
O prazo e o escopo dependem do ambiente, da quantidade de componentes fiscais e do que o cliente já tem de gestão de mudança. A conversa inicial mede isso. Nada é estimado antes de conhecer o ambiente, e preço e prazo vão em proposta própria.
Comece pela lista de notas que o fiscal ainda não leu
O primeiro passo é levantar o que já foi aplicado, em que ordem e sem avaliação fiscal.
Para aprofundar: Reforma Tributária: IBS e CBS no SAP e testes e validação fiscais.