Qual solução fiscal combina com o seu SAP? Os critérios que decidem
Para empresas com SAP, a escolha da ferramenta fiscal se resolve por nove perguntas: quanto cobre das obrigações brasileiras, como atualiza a legislação, como se liga ao ERP, quanto custa implantar, quem responde pelo suporte e como prova o que calculou. Esta página mostra as perguntas e compara os tipos de solução, sem expor empresas.
A DFSpro é Canal Autorizado do GUEPARDO, produto da NTT DATA, e por isso tem interesse nesta escolha. Está dito na própria página, e o texto separa o que é fato do que é opinião nossa. A decisão da ferramenta e a decisão tributária são da empresa.
Escolha a entrada que combina com o seu papel
Quatro entradas para a mesma escolha: cada papel vê a escolha da solução fiscal de um jeito.
01Diretoria e CFO
O que está em jogo na escolha e como a DFSpro declara o seu interesse no GUEPARDO.
Ver o trecho do papel02Fiscal e tributário
Os nove critérios, cada um com a pergunta que o fornecedor precisa responder.
Ver o trecho do papel03TI e SAP
Como cada tipo de solução se liga ao ERP e o que isso pede de ABAP e de upgrade.
Ver o trecho do papel04Compras e contratação
Como provar antes de assinar e quando o GUEPARDO pode não ser a escolha.
Ver o trecho do papelAtalhos da escolha da solução fiscal
Primeiro o tipo de solução, depois os critérios
Escolha a solução fiscal pelo encaixe com o seu ambiente: quem usa SAP e precisa de apuração e obrigações brasileiras no mesmo lugar costuma ganhar com um add-on fiscal dentro do SAP, e o GUEPARDO é o que a DFSpro implanta.
Escolha pelo tipo primeiro
Há cinco caminhos: nativo SAP, add-on dentro do SAP, plataforma externa, motor de cálculo e desenvolvimento próprio. Cada um resolve parte do problema.
Depois compare pelos critérios
Nove perguntas iguais para todos os fornecedores deixam a comparação no método e tiram o peso do discurso de venda.
Prove antes de assinar
Um cenário real do seu ambiente, rodado com valor esperado ao lado do obtido, vale mais do que qualquer apresentação.
A DFSpro vende a licença do GUEPARDO como Canal Autorizado, implanta e governa o produto. Isso nos dá interesse na sua escolha, e por isso esta página declara a origem de cada afirmação: o que é da NTT DATA aparece como tal, o que é opinião nossa vem marcado como julgamento, e a escolha é sempre sua.
Para quem já escolheu e quer escolher também quem sustenta, veja como escolher a sustentação fiscal.
Da operação à prova no ambiente
A ordem importa: quem começa pelo fornecedor acaba medindo a necessidade pela oferta.
- 01
Descreva a sua operação
Liste ERP e versão, empresas e CNPJs, estados e municípios, e as obrigações que hoje saem do SAP e as que saem de fora. É o mapa contra o qual qualquer proposta será medida.
- 02
Escolha o tipo de solução
Compare os cinco tipos pela tabela desta página e descarte os que não cobrem a sua operação. Só então olhe fornecedores.
- 03
Faça as nove perguntas
Leve as mesmas perguntas a cada fornecedor. A resposta com exemplo real pesa mais do que a promessa.
- 04
Prove em ambiente de teste
Peça um cenário seu, com documento real e valor esperado, antes de assinar. O resultado vai para a decisão da empresa.
O Diagnóstico Fiscal SAP é uma forma de fazer o primeiro passo com apoio: mostra o que o ambiente tem hoje e o que a ferramenta nova precisa cobrir.
As perguntas que servem para qualquer fornecedor
Cada critério vem com a pergunta que o fornecedor precisa responder por escrito.
1. Aderência ao fiscal brasileiro
Cobertura de apuração, escrituração e obrigações federais, estaduais e municipais. Pergunte: quais obrigações e quais UFs e municípios o produto cobre hoje, e quais ficam fora?
2. Atualização da legislação
Quem acompanha as normas e como a mudança chega ao seu ambiente. Pergunte: qual o prazo entre uma mudança e a atualização liberada, e quem aplica?
3. Ligação com S/4HANA e ECC
Como a solução acessa os dados do SAP e o que acontece num upgrade. Pergunte: roda no mesmo banco, por interface ou por extração, e como se comporta na migração?
4. Esforço de implantação
Quanto da configuração, da carga de dados e dos testes recai sobre a sua equipe. Pergunte: o que a empresa precisa entregar e em que prazo o primeiro resultado aparece?
5. Suporte e responsabilidade
Quem atende o incidente e quem responde pelo resultado do cálculo. Pergunte: o suporte é de quem vendeu, de quem desenvolveu ou de terceiros, e com que evidência?
6. Escopo e licenciamento
O que cada módulo cobre e o que exige contratação adicional. Pergunte: o que está dentro do escopo contratado e o que depende de outro módulo?
7. Dependência de desenvolvimento próprio
O quanto da regra fiscal vive em ABAP e quem a mantém. Pergunte: quantos programas próprios a solução exige e quem os mantém depois da implantação?
8. Trilha de auditoria
Capacidade de reconstituir como um valor foi calculado. Pergunte: dá para ir do número da obrigação ao documento e à regra que o produziu?
9. Tempo até o primeiro resultado
Quando a primeira apuração ou obrigação sai de forma conferida. Pergunte: qual a primeira entrega verificável e como será conferida contra o que o SAP já apura?
Os critérios 3 e 7 se ligam ao Clean Core fiscal e à customização ABAP. Para a parametrização do SAP, veja parametrização fiscal.
Onde a própria SAP diz que o nativo para
Escolher bem começa por saber o que não precisa ser comprado de fora, e onde a documentação oficial admite o limite.
Antes de olhar qualquer produto de terceiro, vale saber o que a SAP já entrega para o Brasil e onde a própria documentação dela marca o limite. A leitura abaixo foi feita nas páginas oficiais em 22/10/2026. A coluna da direita é opinião da DFSpro.
| Tema | O que a SAP documenta | O que pesa na escolha (julgamento da DFSpro) |
|---|---|---|
| Cálculo de imposto | A localização Brasil calcula imposto por condições, e a SAP recomenda o procedimento TAXBRA, que permite adaptar a lógica a exigências legais ou do cliente. | A parametrização e o conhecimento da regra continuam com a empresa e o seu consultor. |
| Documentos eletrônicos | No ECC, o SAP Document and Reporting Compliance (DRC) cobre a saída de NF-e, NFS-e e CT-e. O MDF-e é criado em solução própria do cliente, e o DRC cuida do processamento e do envio. | Quem tem frete próprio precisa saber de onde vem o MDF-e antes de comparar produtos. |
| NFS-e | A documentação da SAP traz NFS-e para São Paulo e Rio de Janeiro, e aponta o Partner Enablement para outras cidades. O padrão nacional é entregue sobre o DRC, edição cloud. | Cobertura por município é pergunta obrigatória, para a SAP e para qualquer fornecedor. |
| SPED | O SAP Tax Declaration Framework (TDF) para o Brasil suporta a criação de relatórios SPED. Os registros suportados constam em uma Nota SAP, e o TDF é um produto à parte, baseado em NetWeaver 7.4. | Cobertura por registro se confere caso a caso. Cobertura de CBS e IBS no TDF: não conferido. |
| Atualização legal | A SAP entrega parte da localização, como mudanças legais, por Notas SAP, com versões mínimas de Support Package listadas na página. | Sistema com Support Package antigo precisa atualizar ou aplicar a Nota. |
| Reforma Tributária | A SAP entrega CBS e IBS na localização de forma gradual, por cenário (na página lida, compras com taxa por NBS). Para o SAP NFE (GRC NFE), a SAP comunicou que a Reforma não será suportada. | Cobertura completa da Reforma na versão de cada empresa: não conferido. Depende de versão e de Nota. |
| Geração do produto | O SAP NFE 10.0 saiu de manutenção ao fim de 2025, segundo o documento da SAP, e a migração para o DRC é descrita como passos de configuração. Também há migração do DRC outbound para a edição cloud, com janela em que o sistema não processa documentos de saída. | O produto nativo muda de nome e arquitetura. Pergunte em qual geração a sua empresa está. |
| Nuvem pública | Na S/4HANA Cloud Public Edition, a documentação diz que não se integra mensageria de terceiros para NF-e e CT-e, e que tipos de condição customizados relevantes para imposto não são suportados. | Quem precisa de regra fiscal própria tem menos liberdade ali. |
| Prazo do ECC | A manutenção mainstream do SAP Business Suite 7 vai até 31/12/2027, com manutenção estendida opcional até 31/12/2030. A SAP reconfirmou as datas em outubro de 2026. | Escolher solução para o ECC é escolher para um sistema com prazo. Pesa a favor de quem acompanha a migração. |
O que não foi conferido: a página própria do SAP ACR para o Brasil, o conteúdo das Notas SAP (exigem login), a prorrogação do SAP NFE na matriz de disponibilidade e quantas prefeituras o Partner Enablement cobre. A tabela traz só o que a SAP escreve nas páginas lidas.
Detalhes de cada produto SAP: SAP TDF, SAP ACR e Clean Core fiscal. Quem está no ECC encontra o caminho em migração para S/4HANA.
Sete normas que mexem na escolha
A solução escolhida precisa acompanhar estas normas. A página não interpreta nenhuma delas.
A lei não escolhe a ferramenta, mas fixa o que ela precisa fazer. As normas abaixo foram lidas nas fontes oficiais em 22/10/2026. A leitura tributária de cada uma é da empresa e dos seus advogados e contadores. A coluna da direita diz só o que a norma pede de qualquer solução.
LC 214/2025, art. 62
Municípios e Distrito Federal ficam obrigados, a partir de 1º/01/2026, a autorizar a NFS-e padrão nacional ou compartilhar os documentos do emissor próprio com o ambiente nacional. Há regra transitória até 31/12/2032 e adoção do leiaute nacional. Pede da solução (julgamento DFSpro): Falar o leiaute nacional da NFS-e e tratar a diferença entre municípios.
EC 132/2023 (ADCT, art. 125) e LC 214/2025 (arts. 343, 344 e 346)
Para 2026 o texto fixa IBS de 0,1% (estadual) e CBS de 0,9%. Para 2027 e 2028, IBS de 0,05% estadual mais 0,05% municipal. Pede da solução (julgamento DFSpro): Calcular e registrar os novos tributos junto dos atuais durante a transição.
LC 227/2026
Lei Complementar de 13/01/2026. O compilado da LC 214 no Planalto marca dispositivos com a redação dada pela LC 227. Pede da solução (julgamento DFSpro): Acompanhar alterações sobre a LC 214. O alcance exato fica com quem decide a tese.
Guia Prático da EFD ICMS/IPI, versão 3.2.4
Publicado em 10/09/2026, nos termos do Ato COTEPE/ICMS 86, de 9/9/2026. Pede da solução (julgamento DFSpro): Gerar o arquivo no leiaute vigente em cada período. O PDF do Guia não foi lido para esta página.
Lei 8.218/1991, art. 11
Manda manter os respectivos arquivos digitais e sistemas à disposição da Receita Federal pelo prazo decadencial. O texto no Planalto traz a nota Vide Mpv 303, e a vigência se confere com o jurídico. Pede da solução (julgamento DFSpro): Saber onde ficam os arquivos e como a empresa os exporta quando precisar.
Lei 8.218/1991, art. 12
Prevê multa para quem omitir ou prestar incorretamente as informações dos arquivos digitais, com percentuais sobre a receita bruta e sobre o valor da operação. Pede da solução (julgamento DFSpro): Permitir achar divergência antes de o arquivo seguir. Os valores se conferem no texto da lei.
CTN, art. 195, parágrafo único
Os livros e comprovantes ficam guardados enquanto não prescrevem os créditos relacionados. Pede da solução (julgamento DFSpro): Manter o registro que explica cada lançamento pelo mesmo prazo.
Para quem quer o efeito da reforma no SAP, veja reforma tributária CBS e IBS. O prazo para corrigir sem autorização na EFD está explicado em como escolher a sustentação fiscal.
O que cada tipo oferece e o que pede de atenção
Dentro de cada tipo há produtos mais e menos completos. A tabela descreve o tipo, e não um fornecedor.
A tabela compara tipos de solução, e não empresas. Cada célula começa com a sua origem: Fonte SAP quando a documentação da SAP lida em 22/10/2026 sustenta, Julgamento DFSpro quando é leitura nossa. Esforço de implantação e tempo até o primeiro resultado ficam fora da tabela, porque nenhuma fonte pública compara os tipos nesses critérios: peça a prova de cada fornecedor.
| Critério | Nativo SAP | Add-on fiscal dentro do SAP | Plataforma externa em nuvem (inclui motor de cálculo) | Desenvolvimento ABAP próprio |
|---|---|---|---|---|
| Aderência ao fiscal brasileiro | Fonte SAP: TDF para SPED e DRC para documentos eletrônicos. O MDF-e é criado em solução do cliente, e a NFS-e fora de SP e RJ depende do Partner Enablement. | Julgamento DFSpro: o escopo é o que cada fornecedor e cada módulo contratado cobrem. Peça a lista escrita de obrigações, UFs e municípios. | Julgamento DFSpro: o escopo é o do fornecedor. Pergunte se o produto cobre só a determinação do tributo ou também a escrituração e as obrigações. | Julgamento DFSpro: a empresa define e responde por cada obrigação e cada exceção. |
| Atualização da legislação | Fonte SAP: mudanças legais chegam por Notas SAP e Support Packages, com versões mínimas listadas. | Julgamento DFSpro: pergunte quem atualiza, em que prazo e quem aplica a atualização no seu ambiente. Peça por escrito. | Julgamento DFSpro: pergunte como a atualização chega e peça o histórico da última mudança de legislação. | Julgamento DFSpro: a empresa acompanha as normas e altera o código. |
| Ligação com S/4HANA e ECC | Fonte SAP: ECC com manutenção mainstream até 31/12/2027. Geração do DRC e conexão com SAP BTP mudam a configuração. | Fonte SAP: na conversão para S/4HANA, add-ons de terceiros precisam ter a compatibilidade conferida (curso da SAP em learning.sap.com). | Julgamento DFSpro: os dados trafegam por interface ou extração. Pergunte como a ligação é mantida a cada upgrade do SAP. | Fonte SAP: a SAP classifica as extensões em níveis A a D de extensibilidade, e código simplificado no S/4HANA exige adaptação. |
| Suporte e responsabilidade | Fonte SAP: casos da localização Brasil passam por Notas SAP. | Julgamento DFSpro: um fornecedor responde pelo produto, e os casos que tocam o SAP passam por dois canais. | Julgamento DFSpro: o fornecedor responde pelo produto, e o ERP é outro canal. | Julgamento DFSpro: a equipe interna ou contratada responde. A continuidade depende de quem escreveu o código. |
| Escopo e licenciamento | Fonte SAP: o DRC reúne em uma licença o que antes eram licenças individuais. | Julgamento DFSpro: contrato por módulo. Confirme o que está dentro e o que pede contratação adicional. | Julgamento DFSpro: contrato do fornecedor. Confirme escopo e volume. | Fonte SAP: o ABAP Cloud, a partir da release 2022, é coberto por licença de desenvolvedor sem custo adicional (FAQ da SAP). |
| Dependência de ABAP próprio | Fonte SAP: na nuvem pública, tipos de condição customizados relevantes para imposto não são suportados. | Julgamento DFSpro: pergunte quantos programas próprios a solução exige e quem os mantém. | Julgamento DFSpro: pergunte o que fica em ABAP dentro do SAP e como é mantido. | Julgamento DFSpro: toda a regra fiscal vive em código próprio. |
| Trilha de auditoria | Julgamento DFSpro: os dados ficam no SAP, e a explicação da regra aparece pela configuração. | Julgamento DFSpro: peça para ir do número de uma obrigação ao documento e à regra que o produziu. | Julgamento DFSpro: peça o mesmo caminho e pergunte onde ficam os dados e como saem ao fim do contrato. | Julgamento DFSpro: a trilha depende da documentação que a equipe mantém. |
Nenhum tipo vence em todas as linhas. Para quem tem SAP como ERP principal e precisa de apuração e obrigações no mesmo ambiente, o add-on fiscal dentro do SAP costuma ser, na nossa leitura, um dos encaixes mais frequentes. É julgamento da DFSpro, e não medição.
Seis pontos para levar à reunião de seleção
O custo de uma solução aparece também na manutenção, nas atualizações e na auditoria.
Nativo SAP
Mudança de geração do produto, como a saída do SAP NFE de manutenção e a migração do DRC para a edição cloud, com janela sem processar documentos de saída. Origem: Fonte SAP, lida em 22/10/2026. Pergunte: Em qual geração do DRC estamos e quando é a próxima mudança?
Nativo SAP
Após um Support Package ou Feature Package Stack, objetos da localização Brasil podem faltar ou ter customizing incorreto, segundo uma nota de base de conhecimento da SAP (KBA 2516353). Origem: Fonte SAP. Pergunte: Qual o plano de teste fiscal a cada atualização do SAP?
Add-on fiscal
Cada conversão de release exige conferir a compatibilidade do add-on, e o relatório de prontidão da SAP lista só o software de terceiros. Origem: Fonte SAP (learning.sap.com). Pergunte: Qual a janela de compatibilidade do add-on com a minha versão e a próxima?
Plataforma externa
A guarda dos arquivos digitais e sistemas à disposição da Receita fica em um ambiente fora do SAP. Origem: Lei 8.218/1991, art. 11, e julgamento DFSpro. Pergunte: Onde ficam os arquivos, por quanto tempo e como saem ao fim do contrato?
Desenvolvimento ABAP
A empresa precisa reescrever o código a cada mudança de lei, e código simplificado no S/4HANA exige adaptação na migração. Origem: Fonte SAP e julgamento DFSpro. Pergunte: Quem mantém o código se a pessoa que o escreveu sair?
Todos os tipos
Informação incorreta nos arquivos digitais sujeita a multa pelo art. 12 da Lei 8.218, e a versão 3.2.4 do Guia da EFD define o leiaute vigente. Origem: Lei 8.218/1991 e Guia Prático. Pergunte: Como a solução me deixa achar a divergência antes do envio?
Os testes que mantêm a prova repetível a cada mudança estão em testes fiscais.
O caso a favor, com a origem de cada afirmação
Em um perfil específico de comprador, o GUEPARDO costuma encaixar bem. A seção diz qual é o perfil e o que cada afirmação sustenta.
O GUEPARDO é da NTT DATA, e a DFSpro, como Canal Autorizado, vende a licença, implanta e governa. Por isso esta seção separa o que a NTT DATA declara, o que a DFSpro mediu e o que é opinião nossa.
O que a NTT DATA declara, módulo por módulo
| Módulo | O que a NTT DATA declara | Limite ou ponto em aberto |
|---|---|---|
| GUEPARDO Tax | Atende obrigações nas esferas municipal, estadual e federal e todas as Unidades da Federação. É instalado como add-on no SAP e complementa as apurações pelo menu standard. Traz pré-validação, agenda e painéis Fiori. Lista EFD Contribuições, EFD, ECD, ECF, eSocial e EFD-Reinf. | A versão certificada é declarada como exclusiva para SAP TDF. Release e EHP do SAP: não conferido. Certificação SAP: não conferida em fonte SAP. |
| e-Invoicing | Automatiza a emissão e a recepção de documentos fiscais eletrônicos e da EFD-Reinf, com mensageria direta com a SEFAZ e cinco meios de entrada de documentos. Parte roda em nuvem. | O recurso de inteligência artificial para entrada de NFS-e está disponível só na oferta em nuvem. Cobertura de municípios e eventos: não conferido. |
| Analytics | Reúne dados de todos os módulos em uma ferramenta analítica baseada no SAP Analytics Cloud. | Depende dos módulos contratados. |
| Global Trade | Automação de comércio exterior de ponta a ponta. É desenvolvido por empresa parceira e ofertado com a NTT DATA. | Quem responde por suporte e versão se confirma com a NTT DATA. |
| Audit e Process Automation | O Audit se integra ao Tax e cruza informações para validar arquivos. O Process Automation usa RPA e aprendizado de máquina em tarefas repetitivas. | Disponibilidade em nuvem e contratação à parte: não conferido. |
| Payments, Cash Application e Credit & Collections | Payments é serviço em nuvem, com requisito mínimo SAP ECC EHP4. O Credit & Collections é declarado como integrado a S/4HANA e ECC 6. Cash Application e Credit & Collections são aplicativos da Serrala. | A DFSpro não atua nos aplicativos da Serrala. |
Fonte: apresentações dos módulos publicadas pela NTT DATA para parceiros e descrições já publicadas nas páginas de módulos do GUEPARDO, lidas em 22/10/2026. A DFSpro não mediu cobertura, número de clientes nem certificação. Condições e prazos ficam com a NTT DATA.
O que a DFSpro tem de evidência própria
Método e manuais
A DFSpro mantém manuais próprios por obrigação (PIS/COFINS e EFD Contribuições, ECD, ECF, EFD-Reinf, ISS e Reforma Tributária), com versão para o cliente e para o consultor.
O que foi medido
Os manuais de Reforma Tributária (05/10/2026), ISS (23/09/2026), ECD, ECF e EFD-Reinf de consultor têm consulta somente de leitura a tabelas de ambiente atendido, que confirma a existência de objetos.
O que não foi medido
Existência de objeto não é prova de comportamento em produção. Os manuais de PIS/COFINS e de EFD-Reinf para o cliente declaram que nenhuma execução foi feita. Por isso a DFSpro não diz comprovado em produção.
O que a DFSpro opina, como Canal Autorizado
Encaixe mais comum
Empresa com SAP como ERP principal, obrigações nas três esferas e vontade de ter apuração e SPED no mesmo ambiente. Nesse perfil, o GUEPARDO costuma ser, na nossa leitura, um dos encaixes mais frequentes.
O que pesa na prática
Pesa menos a lista de funções e mais a evidência: a causa de cada incidente demonstrada, o cenário testado com valor esperado ao lado do obtido e o que ficou documentado.
Papel da DFSpro
O papel da DFSpro é montar e testar o sistema para ele agir como a empresa decidiu. O tratamento tributário é decisão da empresa.
Os casos em que vale olhar para outro caminho
Uma recomendação só é confiável se disser também onde ela não se aplica.
O GUEPARDO foi desenhado para empresas com SAP. Se esse não é o seu caso, ou se o seu critério dominante é outro, vale olhar para outro tipo de solução.
Outro tipo tende a servir melhor se
- A empresa não usa SAP como ERP principal ou opera vários ERPs com o mesmo conjunto de obrigações. Nenhuma fonte lida cita suporte do GUEPARDO a ERP fora do SAP.
- O que falta é só o cálculo de tributos em tempo real, sem apuração nem obrigações.
- A política de arquitetura exige solução fiscal totalmente em nuvem, com mínimo de componentes dentro do SAP. As fontes lidas descrevem o Tax como add-on instalado no SAP, e a ausência de oferta em nuvem para o Tax se confirma com a NTT DATA.
- O cenário é S/4HANA Public Cloud com clean core estrito: confira com a NTT DATA se um add-on cabe na política de extensão do ambiente.
- A operação é pequena, com poucas obrigações e sem exceções: compare o custo de uma ferramenta a mais com o que o padrão do SAP já cobre.
O que conferir mesmo assim
- Se a ferramenta atende a versão do seu SAP hoje e na migração para o S/4HANA.
- Quem responde quando o resultado do cálculo diverge do documento.
- Se a trilha de auditoria permite explicar o valor de uma obrigação.
- Se o primeiro resultado conferido cabe no seu calendário fiscal.
O GUEPARDO também não define a estratégia tributária da empresa, como regime, tese ou uso de incentivos. Dizer onde ele não é a escolha faz parte da transparência: a DFSpro prefere que a empresa escolha a solução certa a vender a que tem.
Quatro provas que mostram o produto em uso
A prova no seu ambiente pesa mais do que qualquer comparativo, inclusive este.
- 01
Um documento real
Peça para rodar uma nota sua, com valor esperado ao lado do valor obtido, e guarde o resultado junto da decisão.
- 02
Uma obrigação ponta a ponta
Escolha uma obrigação do seu calendário e peça o caminho do documento até o arquivo gerado.
- 03
Uma mudança de legislação
Peça o último exemplo: como a mudança foi identificada, aplicada e testada no ambiente de um cliente, sem nome.
- 04
Um incidente com causa
Peça um caso resolvido, com a causa demonstrada e o teste que prova o resultado.
Trate todos os fornecedores do mesmo jeito, inclusive a DFSpro. Se a resposta não trouxer exemplo real, a promessa continua sem prova.
Fornecedores conhecidos, com o site oficial
Cada card traz o que a própria empresa publica, sem juízo da DFSpro.

ONESOURCE Tax One
Thomson Reuters
Software tributário em nuvem para escrituração fiscal, apuração, obrigações acessórias, conciliação e contabilização em uma base única. A empresa descreve a oferta sem instalação no ERP e mantém uma página própria da versão para SAP.

Synchro Solução Fiscal
Synchro
Provedora de soluções fiscais que se apresenta com mais de 30 anos de atuação, em nuvem e em instalação própria, integrada aos principais ERPs. O portfólio inclui SPED Fiscal, SPED Contábil, EFD-Reinf e governança.
Avalara Brasil
Avalara
Soluções fiscais em nuvem para as áreas fiscal e tributária. O site da empresa tem uma página dedicada à preparação para a Reforma Tributária.

4Tax-Fiscal
Seidor
Solução fiscal da Seidor listada no catálogo de parceiros da SAP. Segundo o catálogo, roda de forma nativa no SAP S/4HANA para calcular tributos, gerar ECD, ECF e EFD e conciliar guias, com trilha de auditoria.

Total Compliance
SOLUTIO
Solução fiscal desenvolvida para SAP ECC, SAP S/4HANA e DRC. A empresa a descreve como nativa e embarcada no SAP, sem integrações e sem duplicação de dados, para obrigações federais, estaduais e municipais.

AddTax
Addvisor
Plataforma de automação de processos fiscais. Segundo a empresa, tem integração nativa com SAP ECC e S/4HANA, integração por API com outros ERPs e mais de 5 mil municípios parametrizados em NFS-e.
Sovos Brasil
Sovos
Empresa de compliance fiscal que apresenta, no Brasil, soluções de compliance fiscal, inteligência fiscal e sustentação da operação.
Vertex
Vertex Inc.
Empresa de tecnologia tributária que se apresenta como fornecedora de soluções de tributos indiretos, de determinação a e-invoicing, declarações e preparação para auditoria, e informa atuar desde 1978.
Estas soluções são apresentadas apenas para o leitor conhecer o mercado. As comparações por critério acima valem para tipos de solução, e não para empresas. As descrições vêm das páginas oficiais de cada produto, lidas em 22/10/2026, e a ordem dos cards não indica preferência.
A lista não é completa: há outros fornecedores no mercado. Confira sempre no site de cada fornecedor o escopo, a versão e as condições atuais.
Onde conferir cada afirmação desta página
As descrições dos fornecedores nos cards vêm das páginas deles. As demais afirmações vêm destas fontes.
SAP, lidas em 22/10/2026
Perguntas frequentes sobre a escolha da solução fiscal
Como decidir4 perguntas, 01 a 04
01Como escolher uma solução fiscal para quem usa SAP?+
Comece pela operação: ERP e versão, empresas, estados e municípios e obrigações. Depois escolha o tipo de solução, compare fornecedores pelas nove perguntas e peça uma prova com documento seu antes de assinar.
02Qual a diferença entre add-on fiscal, plataforma externa e solução nativa do SAP?+
O nativo vem da própria SAP, com escopo que varia por produto e release. O add-on roda dentro do SAP e acessa os dados do ERP. A plataforma externa roda fora e se liga por interface. Cada um resolve parte da operação.
03O GUEPARDO serve para o meu caso?+
Depende do perfil. Para empresa que usa SAP como ERP principal e quer apuração, SPED e obrigações no mesmo ambiente, a DFSpro vê o GUEPARDO como um dos encaixes mais frequentes. É julgamento nosso, e a DFSpro tem interesse por ser Canal Autorizado.
04Por que a DFSpro compara soluções sendo Canal Autorizado do GUEPARDO?+
Porque a empresa precisa de critérios para decidir, e esconder o interesse tiraria a credibilidade da comparação. A página declara o interesse e marca a origem de cada afirmação. A escolha da ferramenta e a decisão tributária são da empresa.
Critérios e prova4 perguntas, 05 a 08
05Que perguntas fazer a um fornecedor de solução fiscal?+
As nove da página: cobertura, atualização da legislação, ligação com o SAP, esforço de implantação, suporte, escopo, dependência de ABAP, trilha de auditoria e prazo até o primeiro resultado. A resposta com exemplo real pesa mais do que a promessa.
06Como saber se a solução cobre os meus estados e municípios?+
Peça a lista de obrigações, UFs e municípios cobertos hoje e rode um documento seu de cada estado relevante em ambiente de teste. O que não está na lista escrita não deve ser tratado como coberto.
07O que muda na escolha com a migração para o S/4HANA?+
A migração reabre a decisão. A SAP informa manutenção mainstream do ECC até 31/12/2027, e exige conferir a compatibilidade dos add-ons de terceiros na conversão. Confira se a solução atende a versão nova e o que acontece com o ABAP próprio.
08Quando uma solução fora do SAP faz mais sentido?+
Quando a empresa opera vários ERPs com as mesmas obrigações, quer só o cálculo em tempo real, ou tem política de manter o ERP o mais enxuto possível. Nesses casos a plataforma externa ou o motor de cálculo pode encaixar melhor.
O que a SAP e a lei pedem4 perguntas, 09 a 12
09O que o SAP já entrega de fiscal no Brasil?+
Segundo a documentação da SAP lida em 22/10/2026, cálculo de imposto por condições (TAXBRA), documentos eletrônicos pelo DRC, relatórios SPED pelo TDF e atualização legal por Notas. A SAP também registra limites, como o MDF-e criado em solução do cliente e a NFS-e fora de SP e RJ via parceiro.
10O que aconteceu com o SAP NFE (GRC NFE)?+
O documento da SAP diz que o SAP NFE 10.0 sai de manutenção ao fim de 2025 e que a Reforma Tributária não será suportada nele. A migração para o DRC é descrita como passos de configuração. Se houve prorrogação, não foi conferido.
11Existe obrigatoriedade da NFS-e nacional?+
A LC 214/2025, art. 62, obriga municípios e o Distrito Federal, a partir de 1º/01/2026, a autorizar a NFS-e padrão nacional ou compartilhar os documentos do emissor próprio com o ambiente nacional. Para optantes do Simples, o portal da NFS-e noticiou prazo de 1º/11/2026. Confirme o prazo do seu município.
12Como a reforma tributária afeta a escolha da solução?+
A solução precisa tratar CBS e IBS junto dos tributos atuais durante a transição. Em 2026 a LC 214 e a EC 132 trazem IBS de 0,1% estadual e CBS de 0,9%, e em 2027 e 2028 o IBS de 0,05% estadual e 0,05% municipal. Pergunte ao fornecedor o que já está entregue e o que está em desenvolvimento.
Traga o mapa da sua operação e a lista de fornecedores que você avalia, e montamos a prova juntos
A conversa trata dos critérios, do que cada tipo de solução cobre no seu ambiente e de como provar antes de decidir, sem preço e sem compromisso de prazo. A DFSpro declara o interesse no GUEPARDO desde o início.
Para aprofundar: Diagnóstico Fiscal SAP, SPED Fiscal no SAP e NFS-e por município.