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Especialidade · NFC-e no varejo

NFC-e no varejo com SAP: emissão, contingência e rejeição sob controle

A NFC-e é a nota do balcão: sai em segundos, na frente do cliente, e uma falha vira fila no caixa. Este serviço cuida do que o SAP precisa fazer para que cada venda de loja chegue à nota autorizada e à apuração com o mesmo valor.

A DFSpro configura e prova a camada fiscal: dados mestres, regra de imposto por item, retorno do status ao SAP, contingência e conciliação com o caixa e o SPED. O emissor ou o PDV continua sendo o do seu ambiente. A decisão tributária é do cliente.

Índice

Vá direto ao ponto da NFC-e que o seu papel exige

Quatro entradas para a mesma nota: cada papel enxerga um trecho diferente do caminho entre o caixa e a escrituração.

01Fiscal do varejo

As regras por UF, o CFOP e o CST do item, o consumidor identificado e o que a reforma tributária muda na nota do balcão.

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02TI de loja e PDV

Os três arranjos de emissão, a contingência offline, o que fazer depois da queda e a leitura de cada rejeição.

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03Operação de loja

Cancelar, substituir e inutilizar: prazos, condições e o que o caixa pode fazer sem abrir um problema fiscal.

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04Controladoria e contabilidade

A NFC-e no SPED Fiscal e na apuração, a conciliação do caixa com a nota e o que muda a cada loja aberta.

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Atalhos da NFC-e
A resposta curta

O que a NFC-e do balcão exige do SAP

A resposta direta

A NFC-e (modelo 65) é a nota eletrônica da venda ao consumidor final, autorizada pela SEFAZ antes do fato gerador. O SAP precisa entregar, a cada venda, os dados fiscais certos e receber de volta o status.

Autorizada antes de a venda terminar

O Ajuste SINIEF 19/16 dá validade jurídica à NFC-e pela assinatura eletrônica qualificada e pela autorização de uso da UF, antes da ocorrência do fato gerador.

Resposta na hora, uma nota por vez

A NFC-e segue em lote de uma nota, com resposta imediata. O MOC rejeita lote com mais de uma, e a nota técnica 2023.002 elimina a denegação e o lote na NFC-e.

Parte das regras é de cada UF

A UF decide se aceita a NFC-e, que contingências valem, se o DANFE pode ser resumido e qual o limite de venda sem identificar o consumidor.

Para NF-e, CT-e e os demais documentos, o assunto tem dono: documentos fiscais eletrônicos no SAP. As normas e as datas estão em legislação dos documentos fiscais eletrônicos.

Quem manda na NFC-e

Norma nacional, mais uma decisão por UF

O Ajuste SINIEF 19/16 e o MOC fixam o padrão. Cada UF escolhe o que o padrão deixa em aberto.

PontoO que a norma nacional dizO que a UF decide
Adoção e credenciamentoA NFC-e pode substituir a nota de venda a consumidor, o cupom de ECF, o CF-e-SAT e a nota modelo 4, a critério das unidades federadas. O contribuinte precisa estar credenciado na UF, a pedido ou de ofício.Se aceita a NFC-e e quem credencia. Sem aceite, o MOC rejeita com o código 702.
ContingênciaHá três alternativas: geração prévia com autorização posterior, ECF ou SAT, e o evento prévio de emissão em contingência (EPEC).Quais alternativas valem. Se a UF não aceita a contingência offline, a nota é rejeitada com o código 712.
DANFE NFC-eImpresso em impressora comum, com QR Code e a chave de acesso.Se aceita o DANFE resumido e o envio eletrônico no lugar do papel, quando o consumidor concorda.
Consumidor identificadoCPF ou CNPJ em venda de R$ 10.000,00 ou mais, a pedido do consumidor e em operação não presencial.O limite de venda sem identificação. Sem definição da UF, vale R$ 10.000,00.
CancelamentoO prazo base é de meia hora a partir da autorização de uso.A UF pode encurtar essa janela.
InutilizaçãoO pedido de números não usados vai até o 10º dia do mês seguinte.Acre, Bahia e São Paulo ficam fora desse pedido a partir de 01/11/2026.
Entrega a domicílioExige o endereço do consumidor e os dados do transportador.Se permite a NFC-e nessa operação. Sem permissão, a rejeição é a 785.
Na prática

Uma rede em vários estados mantém uma matriz de regras por UF, e a configuração do SAP do cliente carrega a diferença por estabelecimento, desenhada e provada pela DFSpro.

Onde o SAP entra

Três arranjos de emissão em loja, e o papel da DFSpro em cada um

A posição do SAP na emissão define quem monta o XML, quem guarda o certificado e onde nasce cada rejeição.

Emissor ou PDV fora do SAP

O emissor monta, assina e transmite a NFC-e, e o SAP recebe a venda e o status. A DFSpro cuida do dado e da regra que o SAP entrega ao emissor, e do retorno.

PDV integrado ao SAP

Quando a regra de imposto do item vem do ambiente SAP do cliente, o emissor só monta o documento. A DFSpro configura a regra e prova que o item chega à nota como a empresa definiu.

Camada de integração no meio

Um serviço liga o PDV ao SAP. A DFSpro trata o fiscal dos dados que atravessam a ponte e o retorno, com o desenho de integração fiscal.

Quem faz o quê em cada etapa

Dados do item

Quem cuida: o dado mestre do ambiente do cliente. DFSpro: desenha o saneamento de NCM, CEST, GTIN e unidade, configura e prova a carga.

Regra de imposto

Quem cuida: a determinação de imposto do ambiente ou do emissor. DFSpro: configura a regra no SAP e confere item a item contra o que o emissor transmite.

XML, assinatura e transmissão

Quem cuida: o emissor ou o PDV, com o certificado ICP-Brasil do cliente. DFSpro: não substitui o emissor, e testa o retorno e as rejeições com ele.

Status da nota no SAP

Quem cuida: a integração entre emissor e SAP. DFSpro: configura o tratamento de cada status e a fila de pendência.

Conciliação e escrituração

Quem cuida: controladoria e fiscal do cliente. DFSpro: desenha o relatório de conciliação e prova a escrituração.

O caminho da nota

Do cupom no caixa à nota autorizada em oito passos

Cada passo entrega ao seguinte um dado que a SEFAZ valida. A rejeição quase sempre nasce nos primeiros.

  1. 01

    Venda registrada

    Itens, quantidades, forma de pagamento e, se o consumidor pedir, o CPF.

  2. 02

    Dados fiscais do item

    NCM, CEST quando houver, GTIN, unidade, CFOP de venda a consumidor final e CST ou CSOSN.

  3. 03

    XML montado

    Modelo 65, consumidor final e operação presencial, com o grupo de IBS e CBS no item, na etapa de implantação vigente.

  4. 04

    Assinatura e chave

    Assinatura com certificado ICP-Brasil e chave de acesso de 44 posições.

  5. 05

    Transmissão

    Uma NFC-e por lote, com resposta imediata da SEFAZ da UF do emitente.

  6. 06

    Autorização

    A SEFAZ devolve o protocolo de autorização. Na rejeição, devolve o código e a mensagem.

  7. 07

    DANFE NFC-e

    Impresso ou enviado por meio eletrônico, com QR Code, conforme a UF e o consumidor.

  8. 08

    Status no SAP

    Autorizada, rejeitada, em contingência, cancelada ou inutilizada, para a conciliação do caixa.

O nível de serviço acordado para os autorizadores da NFC-e é de resposta em menos de 30 segundos em 85% do tempo. Quando a resposta não vem, o caixa não pode esperar, e é nesse ponto que a contingência entra.

Anatomia da NFC-e

Chave, QR Code, CSC e consulta

Quatro elementos fazem a nota ser conferível pelo consumidor, e três deles dependem de parâmetros da loja.

Chave de acesso

Tem 44 caracteres e vai impressa no DANFE em 11 blocos de quatro. O consumidor pode consultar a nota digitando a chave no site da SEFAZ.

QR Code

Mede no mínimo 25 mm por 25 mm, com margem segura. Leva à consulta pública da SEFAZ, e a URL de consulta também vai no XML, nas informações suplementares.

CSC

Código de segurança alfanumérico de 16 a 36 caracteres, conhecido só pela SEFAZ e pelo emitente. A empresa tem até 2 CSC válidos por UF, e o hash do QR Code, em SHA-1, usa o CSC.

Consulta pública

A UF mantém a consulta por pelo menos 180 dias, por chave ou QR Code. Depois, pode oferecer só as informações parciais da nota.

Na prática

O CSC é parâmetro por estabelecimento, com dono e data de troca. Erro no CSC ou na URL de consulta aparece como QR Code que não abre ou como nota rejeitada.

As nove divisões do DANFE NFC-e

DivisãoO que trazO que a loja precisa cuidar
I. CabeçalhoCNPJ, razão social, endereço do emitente e o texto “Documento Auxiliar da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica”.Cadastro do estabelecimento igual ao da SEFAZ.
II. Detalhe dos itensCódigo, descrição, quantidade, unidade, valor unitário e valor total de cada item.A UF pode permitir o DANFE sem esta divisão, se o consumidor concordar.
III. TotaisQuantidade de itens, valor total, acréscimos e descontos, valor a pagar, forma de pagamento, valor pago e troco.Os totais do caixa e os da nota precisam coincidir.
IV. Consulta por chaveO endereço de consulta da UF e a chave de acesso em 11 blocos de quatro dígitos.Endereço certo por UF, igual ao do XML.
V. QR CodeA imagem do QR Code, de no mínimo 25 mm por 25 mm.CSC e URL de consulta válidos para o ambiente.
VI. ConsumidorCPF, CNPJ ou identificação de estrangeiro, ou “CONSUMIDOR NÃO IDENTIFICADO”.Só imprime a identificação que consta do XML.
VII. Identificação e protocoloNúmero, série, data e hora de emissão no horário local e o protocolo de autorização.Na contingência, o protocolo não é impresso.
VIII. Mensagem fiscalTexto de interesse do Fisco, o aviso de contingência e o aviso de homologação.Nota em contingência leva o texto em duas linhas, em dois lugares.
IX. Mensagem do contribuinteInformações complementares do emitente, como a lei da transparência de tributos.Mensagem institucional vai só depois do fim do DANFE.

O DANFE NFC-e é só a representação simplificada da venda. O emitente fica dispensado de enviar o XML ao consumidor, exceto se ele pedir antes da emissão, e a legibilidade do papel precisa durar pelo menos seis meses.

Contingência

Quando a nota não pode esperar a SEFAZ

O caixa não para, e a nota precisa ser regularizada depois. O que muda é o que o SAP guarda durante a queda.

A regra do MOC

Contingência é exceção, não rotina. Quem decide entrar é o contribuinte, sem pedir autorização ao Fisco, e só quando um problema técnico impede autorizar a nota em tempo real.

Três origens de problema técnico, segundo o MOC

Rede ou servidor da loja

Falha nos servidores ou na rede interna do contribuinte, que impede montar, assinar ou enviar a nota.

Sistema de autorização da SEFAZ

A SEFAZ da UF fora do ar ou lenta, e o emissor sem resposta ao pedido de autorização.

Meio de comunicação

A Internet da loja indisponível, ou com um tempo de resposta que deixa de ser adequado ao atendimento no caixa.

As três alternativas do Ajuste SINIEF 19/16

Offline, com tpEmis 9

Gera, assina e imprime o DANFE sem autorização prévia. A transmissão vai até o fim do primeiro dia útil seguinte à emissão.

EPEC, com tpEmis 4

Registra na SEFAZ um resumo da nota antes de imprimir. A nota é transmitida em até 168 horas, e a UF decide se aceita o EPEC.

ECF ou SAT

Equipamento fiscal alternativo, nas UFs que mantêm essa opção. O MOC trata a contingência offline como o modelo operacional atual.

O que a nota em contingência precisa ter

  • Data e hora de entrada em contingência e a justificativa preenchidas. A rejeição 556 barra esses campos na emissão normal, e a 557 exige que existam na contingência.
  • No DANFE, o texto “EMITIDA EM CONTINGÊNCIA Pendente de autorização”, abaixo do cabeçalho e abaixo da identificação da nota.
  • No QR Code, a data e a hora de emissão, para que a consulta do consumidor informe que é nota em contingência.
  • Numeração nova, avançando um número, porque é vedado reutilizar em contingência o número de uma nota transmitida como normal.
  • Via do estabelecimento: segunda via do DANFE ou guarda eletrônica do XML, com termo no livro modelo 6 ou declaração conforme a UF.
O aviso do MOC

O MOC avisa que a nota em contingência só aparece na consulta pública depois de autorizada, e que o emitente assume o risco de perder a informação até ela constar da base do Fisco. O Fisco pode restringir a contingência a quem a usa em excesso.

Depois da queda

Transmitir, tratar a rejeição e limpar o que ficou pendente

A contingência só termina quando todas as notas estão autorizadas ou resolvidas e o SAP sabe o status de cada venda.

  1. 01

    Transmitir no prazo

    Offline: até o fim do primeiro dia útil seguinte. EPEC: até 168 horas. Com a mesma chave de acesso e o mesmo código numérico original.

  2. 02

    Tratar a rejeição

    Gere de novo com a mesma numeração e série, corrigindo a irregularidade, sem alterar o que determina o valor do imposto.

  3. 03

    Resolver as pendentes

    A nota transmitida na queda sem resposta fica pendente: cancele se foi autorizada, inutilize a numeração se não foi.

  4. 04

    Conferir as vendas

    Nenhuma venda do SAP pode ficar sem nota, e nenhuma pode ter duas notas autorizadas.

  5. 05

    Registrar o episódio

    Guarde o motivo, o início e o fim da contingência por estabelecimento, com os números das notas envolvidas.

Um exemplo do próprio MOC

A nota 20 é transmitida e a SEFAZ não responde. O emissor entra em contingência e emite a nota 21. Superado o problema, a 21 é transmitida. Se a 20 tiver sido autorizada, é cancelada. Se não, a numeração é inutilizada.

Como é testado

A DFSpro prova esse caminho em homologação: interrompe a transmissão, emite em contingência, transmite depois e confere o que o SAP mostra em cada etapa, inclusive a venda que ficou sem nota.

Cancelamento e inutilização

Cancelar, substituir ou inutilizar: cada caso tem prazo

O prazo é curto e a escolha do caminho depende de a nota ter sido autorizada e de a mercadoria ter saído.

Venda desfeita logo depois de autorizar

Evento de cancelamento, tipo 110111, dentro de meia hora da autorização de uso e com a mercadoria ainda na loja. A UF pode encurtar a janela, e fora dela vem a rejeição 501. Base: Ajuste SINIEF 19/16, cláusula 15, e MOC.

Operação coberta por outra NFC-e em contingência

Cancela-se a nota original com referência à emitida em contingência, em até 168 horas da autorização de uso, podendo a UF reduzir. Base: Ajuste SINIEF 19/16, cláusula 15-A.

Nota errada, com substituta

Cancelamento por substituição, tipo 110112, evento próprio da NFC-e: informa a chave da nota substituta. O MOC fixa 168 horas, com a exceção da legislação estadual.

Numeração pulada, sem nota emitida

Pedido de inutilização de uma faixa de números, com justificativa de 15 a 255 caracteres, até o 10º dia do mês seguinte. Acre, Bahia e São Paulo ficam fora a partir de 01/11/2026. Base: cláusula 16 e MOC.

Antes de cancelar ou inutilizar, três perguntas

A mercadoria saiu?

O cancelamento só vale se a mercadoria não saiu. Depois disso, o caminho é outro processo, definido pela UF e pela política da loja.

A nota foi autorizada?

Número que nunca foi autorizado se inutiliza. Nota autorizada se cancela. Transmitir a nota depois cancela o pedido de inutilização já feito.

O prazo da UF é o mesmo?

A UF pode reduzir o prazo de cancelamento. A loja precisa do prazo vigente do estado onde está, e não do prazo padrão.

No balcão, o risco é a ordem das ações: o operador cancela depois do prazo, ou inutiliza uma numeração que a contingência ainda vai transmitir. A DFSpro desenha, no ambiente do cliente, o status da nota visível e a regra que impede a ação fora da janela.

Rejeições

As rejeições mais comuns, e como ler cada uma

Os códigos abaixo vêm das regras de validação do MOC. A coluna do meio mostra a causa que mais se repete em loja.

Uma rejeição traz um código e uma mensagem. O código aponta a regra do MOC que falhou, e a causa quase sempre está no dado que o PDV ou o SAP mandou.

Dados do item

CódigoO que o MOC rejeitaCausa comum no balcãoComo tratar
779NFC-e com NCM incompatívelNCM do cadastro do material que a NFC-e não aceita.Corrigir o NCM no dado mestre e reenviar.
734Unidade de comercialização fora da tabelaUnidade interna do SAP sem correspondência com a tabela do MOC.Manter a correspondência de unidade por material.
611 e 883GTIN inválido ou sem informaçãoDígito do código de barras errado, ou item sem GTIN sem a expressão “SEM GTIN”.Validar o dígito e usar “SEM GTIN” onde não há código.
725CFOP inválido para a NFC-eCFOP de operação que o MOC não aceita em venda a consumidor final.Usar o CFOP de venda ao consumidor, começado por 5.

Valor, consumidor e entrega

CódigoO que o MOC rejeitaCausa comum no balcãoComo tratar
750Valor acima do limite sem identificar o destinatárioVenda de valor alto sem CPF. O limite é da UF, e vale R$ 10.000,00 se a UF não definiu outro.Exigir a identificação no caixa e manter o limite por UF.
789Destinatário contribuinte de ICMSVenda a contribuinte lançada como NFC-e, com indicador de IE diferente de 9.Tratar a venda a contribuinte no fluxo de NF-e.
785 e 788Entrega a domicílio não permitida pela UF, ou sem endereço do destinatárioPedido de entrega sem o endereço no cadastro da venda.Tornar o endereço obrigatório e conferir a permissão da UF.

Emissão, data e contingência

CódigoO que o MOC rejeitaCausa comum no balcãoComo tratar
703Data e hora de emissão posteriores ao recebimentoRelógio do PDV adiantado.Sincronizar o relógio de todos os PDV.
704Data e hora de emissão atrasadas em relação à transmissãoPDV que emite e envia depois, sem entrar em contingência. A tolerância na emissão normal é de 5 minutos.Emitir em tempo real ou entrar formalmente em contingência.
556 e 557Justificativa de contingência informada na emissão normal, ou ausente na contingênciaO emissor trata o modo de emissão como texto livre.Tratar o modo de emissão como parâmetro do emissor.
712 e 714Contingência offline não aceita pela UF, ou contingência inválida para a NFC-eO emissor entra em uma modalidade que a UF não aceita.Parametrizar por UF a modalidade aceita.
783NFC-e não é autorizada pela SVCEmissor tenta o ambiente de contingência da NF-e.Usar a contingência offline ou o EPEC, conforme a UF.
539Duplicidade com diferença na chave de acessoNúmero reaproveitado depois de uma falha.Avançar a numeração ao entrar em contingência.
126 e 453Lote com mais de uma NFC-e, ou resposta assíncrona para lote de umaEmissor configurado com o padrão da NF-e.Enviar uma NFC-e por lote, com resposta síncrona.

Reforma tributária no item

CódigoO que o MOC rejeitaCausa comum no balcãoComo tratar
1115Grupo IBS e CBS não informadoItem montado sem o grupo IBSCBS.Incluir o grupo no item, com CST e classificação.
1020 e 1023CST ou classificação do IBS e da CBS inexistenteCódigo digitado ou herdado de tabela antiga.Carregar as tabelas oficiais de CST e classificação.
1024 e 1025Classificação incompatível com o CST, ou não permitida para o modelo da notaCódigo aceito na NF-e e proibido na nota do balcão.Conferir o indicador de uso por modelo.

Infraestrutura e certificado

CódigoO que o MOC rejeitaCausa comum no balcãoComo tratar
281, 291 e 293Certificado vencido, ou com erro na cadeia de certificaçãoCertificado do estabelecimento vencido ou instalado sem a cadeia.Monitorar a validade de cada certificado.
108 e 109Serviço paralisado momentaneamente, ou sem previsãoSEFAZ da UF fora do ar.Consultar o status do serviço e acionar a contingência.
702NFC-e não aceita pela UF do emitenteEstabelecimento sem credenciamento na UF.Concluir o credenciamento antes da primeira venda.
ICMS no item

CFOP, CST e CEST na venda ao consumidor

O item da NFC-e carrega menos grupos que o da NF-e, e o MOC rejeita o que não cabe na nota do varejo.

CFOP de venda ao consumidor

Na escrituração, a NFC-e só leva CFOP iniciado por 5. A rejeição 725 barra o CFOP que o MOC não aceita na nota.

CST e CSOSN

A regra de ICMS do item vem do regime do emitente. Para o CSOSN 500, o MOC só aceita os CFOP 5.405, 5.656, 5.667 e 5.910.

CEST e substituição tributária

Item com ICMS-ST sem CEST é rejeitado (806). A regra de ST do item precisa estar no cadastro antes de chegar ao caixa.

Grupos que a NFC-e não leva

O MOC rejeita na NFC-e os grupos de IPI, de imposto de importação, de partilha do ICMS entre UF e de PIS-ST e COFINS-ST.

O cálculo do imposto do item segue o desenho da parametrização fiscal e do cálculo de impostos no SAP. A tese tributária de cada produto é do cliente, e a DFSpro prova que a regra escolhida chega à nota sem mudança.

Na prática

Quando o cliente pede o CPF e toma crédito de ICMS no balcão, a nota precisa carregar a identificação certa. O artigo NFC-e no balcão traz um caso concreto.

IBS e CBS na NFC-e

CST e classificação por item, e o que o varejo não usa

O grupo novo entra no item da nota do balcão com as mesmas notas técnicas da NF-e, e algumas regras são só do modelo 65.

O que muda no item

O item da NFC-e passa a levar o grupo IBSCBS, com o CST de três dígitos e a classificação tributária de seis, e a regra 1115 do MOC, implantada por etapas, rejeita o item sem esse grupo.

CST do IBS e da CBS

Código de três dígitos, da tabela de CST do IBS e da CBS. A rejeição 1020 vale para o código que não existe.

Classificação tributária

Código de seis dígitos, da tabela cClassTrib, compatível com o CST (rejeição 1024). A tabela traz o indicador de uso por modelo de documento, e a 1025 barra o código não permitido na NFC-e.

Versão do leiaute

A nota técnica 2025.002, na versão 1.52 publicada em 01/10/2026, é a vigente no Portal da NF-e. A regra de validação da 1115 é implantada por etapas no MOC.

O que a NFC-e não aceita no grupo de IBS e CBS

  • Crédito presumido na nota do varejo, barrado pela rejeição 1049.
  • Classificação de subapuração do IBS da Zona Franca de Manaus, barrada pela 1165.
  • Grupo de devolução da CBS, barrado pela 1187.
  • Código indicador do local da operação de fornecimento, barrado pela 1099.
  • Grupo de ICMS previsto no pagamento antecipado, barrado pela 1280.
  • Emissão por contribuinte exclusivo do IBS e da CBS, e por contribuinte sem inscrição estadual, barrada pela 156.

As datas e a leitura de cada ato estão na legislação dos documentos fiscais eletrônicos, e o cálculo e a apuração, em CBS e IBS no SAP.

O CNPJ alfanumérico também muda o leiaute da NFC-e, assunto de CNPJ alfanumérico no SAP.

Consumidor identificado

CPF na nota, limite por UF e venda não presencial

A identificação é obrigatória em três situações. O resto é escolha do consumidor.

SituaçãoIdentificação do consumidorO que sai no DANFE
Venda de R$ 10.000,00 ou maisObrigatória, por CPF, CNPJ ou documento de estrangeiro. A UF pode fixar outro limite, e a nota técnica 2026.002 prevê uma tabela com o limite por UF.“CONSUMIDOR CPF” ou “CNPJ”, com o número.
Pedido do consumidorObrigatória, em qualquer valor.A identificação pedida, com o número.
Operação não presencialObrigatória, com o endereço do consumidor.A identificação e o endereço de entrega.
Venda abaixo do limite, sem pedidoFacultativa.“CONSUMIDOR NÃO IDENTIFICADO”.
O que o SAP precisa

A DFSpro desenha com o cliente o campo de CPF validado no caixa, o limite de venda sem identificação por UF e por loja e o endereço obrigatório na entrega a domicílio.

A NFC-e aceita identificar o consumidor por CNPJ, mas o MOC rejeita destinatário contribuinte de ICMS (789). A venda a contribuinte segue o fluxo de NF-e, que tem página própria em documentos fiscais eletrônicos.

Pagamento e NFC-e

Forma de pagamento, troco e o vínculo com a liquidação

A nota do balcão registra como a venda foi paga, e a reforma liga essa informação à apuração.

Grupo de pagamento obrigatório

O leiaute exige o grupo de informações de pagamento na NF-e e na NFC-e. Em nota de ajuste ou devolução, o meio de pagamento é “sem pagamento”.

Forma, valor e troco

O DANFE imprime a forma de pagamento, o valor pago e o troco. O troco é obrigatório desde a nota técnica 2016.002, e o SAP precisa receber os três valores do caixa.

Vínculo com o split payment

A nota técnica 2026.006 criou o grupo YC e o evento 110300 para ligar a nota à transação de pagamento. O assunto é de split payment no SAP.

NFC-e no SPED e na apuração

Do caixa ao arquivo: o que a escrituração exige da NFC-e

A NFC-e entra na escrituração do ICMS com regras próprias, mais enxutas que as da NF-e.

OndeO que a regra oficial dizPergunta de conferência
EFD ICMS/IPI, registro C100A NFC-e (código 65) entra só nas saídas e nunca nas entradas. O CFOP é iniciado por 5.Toda NFC-e autorizada do período está no C100, e só as de saída?
EFD ICMS/IPI, registros C190, C195 e C197Em regra, a NFC-e leva só C100 e C190. Os registros C195 e C197 entram se a legislação estadual exigir ajuste. O C185 é a critério da UF.O total por CFOP, CST e alíquota do C190 bate com as notas da loja?
EFD ICMS/IPI, campos do C100Não se informa o código do participante, o ICMS-ST, o IPI, o PIS e a COFINS na NFC-e.O arquivo sai sem esses campos, e o participante não é criado para o CPF do consumidor?
Reforma tributáriaNão se escrituram documentos que tragam só os tributos novos e não versem sobre ICMS ou IPI.A nota do balcão com ICMS e IBS e CBS entra normalmente?

A apuração do ICMS parte da escrituração, e a diferença que nasce na nota aparece depois, na guia. Os dois temas têm serviço próprio: SPED Fiscal e apuração de impostos.

Na prática

A conciliação do balcão compara, por loja e por dia, o total das NFC-e autorizadas com o fechamento do caixa e com o lançamento no razão. Para conciliar outros documentos do mesmo jeito, veja conciliação fiscal e contábil no SAP.

Rede de lojas

O que se multiplica a cada loja aberta

Série, CSC, certificado e credenciamento são por estabelecimento ou por UF. Esquecer um deles é a causa da primeira rejeição da loja nova.

Numeração e série por estabelecimento

Cada loja numera as suas notas em sequência, de 1 a 999.999.999, dentro de uma série. A loja nova pede a sua série.

Certificado ICP-Brasil

A assinatura usa certificado com o CPF ou o CNPJ de qualquer estabelecimento do contribuinte. A validade de cada certificado entra no calendário da rede.

CSC por empresa e por UF

Até 2 CSC válidos por empresa em cada UF. Um terceiro CSC exige revogar um dos dois, e o estabelecimento novo usa o CSC já vigente.

Credenciamento por UF

A loja só emite depois de credenciada na UF onde está inscrita, e cada UF traz as suas decisões de contingência, de limite e de DANFE.

Checklist de abertura de loja

  • Credenciamento da NFC-e na UF e inscrição estadual do estabelecimento.
  • Série, CSC e certificado do estabelecimento, com data de troca.
  • Parâmetros da UF: modalidade de contingência, limite de identificação e permissão de entrega a domicílio.
  • Teste de ponta a ponta em homologação: autorizar, rejeitar, contingenciar, cancelar e conferir o status no SAP.
  • Conciliação do primeiro dia de venda contra o caixa.

Quem abre loja em rede repete os mesmos problemas, descritos em rede em expansão e NFC-e. O assunto também aparece em rollout fiscal no SAP.

Teste antes da loja

Homologação: o que provar antes da venda real

A rejeição mais barata é a que acontece em homologação.

Aviso no DANFE

Toda NFC-e emitida em homologação leva o texto “EMITIDA EM AMBIENTE DE HOMOLOGAÇÃO, SEM VALOR FISCAL”, em caixa alta e centralizado. Papel sem esse aviso em loja é sinal de ambiente errado.

CSC do ambiente de teste

A empresa solicita à Secretaria da Fazenda da UF um CSC próprio para homologar. O CSC de produção não serve ao teste, e o de teste não serve à loja.

Janela entre homologação e produção

Cada nota técnica traz a data de implantação em homologação e a de produção. O intervalo entre as duas é o tempo de provar o item, a regra e o retorno no SAP.

Cenários mínimos antes de abrir uma loja ou aplicar uma nota técnica

  • Autorizar uma venda simples e conferir o status no SAP.
  • Provocar uma rejeição por dado do item e tratá-la até a autorização.
  • Entrar em contingência, emitir, transmitir depois e resolver a nota pendente.
  • Cancelar dentro do prazo e tentar cancelar fora dele.
  • Vender acima do limite de identificação, com e sem CPF.
  • Emitir um item com o grupo de IBS e CBS e com a classificação não permitida.

O método de cada cenário, com o valor esperado escrito antes, está em testes fiscais no SAP.

Erros comuns

Dez erros que se repetem no varejo, e como evitar

Cada erro tem um sintoma no caixa e uma prevenção no cadastro ou no processo.

Erro comumEfeitoComo evitar
Reaproveitar o número de uma nota transmitida como normal ao entrar em contingênciaDuplicidade (539) ou duas notas para a mesma venda.Avançar a numeração na entrada em contingência.
Relógio de PDV fora de horaRejeição 703, com a venda parada no caixa.Sincronizar o relógio de todos os PDV com a mesma fonte.
CSC vencido, revogado ou do ambiente de testeQR Code que não confere com a SEFAZ.CSC por estabelecimento e por ambiente, com data de troca.
Item sem NCM ou GTIN corretosRejeições 779, 611 e 883.Sanear o dado mestre antes da carga na loja.
CFOP e CST copiados da NF-e para a NFC-eRejeição 725 e grupos que a NFC-e não aceita.Regra de imposto própria para a venda ao consumidor.
Mesmo limite de identificação em todas as UFsRejeição 750, ou identificação pedida sem necessidade.Tabela de limite por UF, aplicada por loja.
Contingência sem controle da fila de transmissãoNota presa, com risco de passar do prazo de transmissão e da regra da UF.Painel de notas pendentes por loja e por idade.
Cancelar fora do prazo ou depois de a mercadoria sairRejeição 501 e venda sem tratamento fiscal.Bloquear o cancelamento fora da janela e orientar o caixa.
Inutilizar uma numeração que a contingência ainda transmiteO pedido de inutilização é cancelado pela transmissão da nota.Conferir o status da faixa antes de inutilizar.
Venda no SAP sem nota, ou com duas notasDiferença entre o caixa, a nota e o razão.Gravar a chave de acesso na venda e conciliar por loja e por dia.
Acompanhamento

Cinco números para olhar toda semana

A NFC-e falha em silêncio quando ninguém olha o painel, e cinco indicadores cobrem a maior parte do risco.

Rejeições por código e por loja

Mostram se a causa é do dado do item, do emissor ou de uma UF. Agir quando um código novo aparece, ou um código antigo cresce em uma loja só.

Notas em contingência, por idade

Mostram quanto tempo a nota está presa e quanto falta para o limite da UF. Agir quando a idade se aproxima do prazo de transmissão.

Tempo de resposta da SEFAZ, por UF

Mostra se a resposta está dentro do nível de serviço de 30 segundos em 85% do tempo. Agir quando a lentidão se repete e a contingência vira rotina.

Validade de certificado e de CSC

Mostra o calendário de troca de cada estabelecimento. Agir com antecedência, antes de a rejeição 281 parar a loja.

Diferença entre caixa, nota e razão

Mostra venda sem nota, nota sem venda e nota duplicada, por loja e por dia. Agir no fechamento do dia, antes de o erro chegar ao SPED.

Na prática

O MOC avisa que o Fisco pode restringir a contingência a quem a usa em excesso. Um painel por loja mostra o uso antes de o Fisco mostrar.

Como a DFSpro atua

Seis entregas, da cadeia atual à conciliação do caixa

As entregas seguem a ordem do problema: primeiro o dado, depois a regra, o retorno, o teste e a prova.

  1. 01

    Diagnóstico da cadeia

    Lojas, estados, emissor, integração e as últimas rejeições, a partir do diagnóstico fiscal.

  2. 02

    Dados mestres do item

    NCM, CEST, GTIN, unidade e origem, saneados e provados em dados mestres fiscais.

  3. 03

    Regra de imposto

    ICMS, CST e CSOSN, e o grupo de IBS e CBS, configurados por item e por UF.

  4. 04

    Retorno do status

    Cada status da nota tratado no ambiente do cliente, com fila de pendência e dono para cada caso.

  5. 05

    Contingência e rejeição testadas

    Cenários em homologação, com o método de testes fiscais.

  6. 06

    Conciliação e escrituração

    Relatório de diferença entre caixa, nota e razão, e a prova do arquivo do ICMS.

Depois da entrega, o mesmo roteiro volta a cada nota técnica nova e a cada loja aberta, dentro do AMS Fiscal. Se o ambiente usa o GUEPARDO Tax, a DFSpro o implanta e faz a governança dele. A licença é da NTT DATA, dona do produto, e a DFSpro a vende como Canal Autorizado.

O varejo é um setor atendido pela DFSpro, e a visão por setor está em distribuição e varejo.

Limite do nosso papel

Quem prova e quem decide

O sistema mostra o que acontece em cada venda. Escolher como operar dentro da regra de cada UF cabe a quem responde pela empresa.

Limite do nosso papel

A DFSpro configura a camada fiscal no SAP e prova, com os dados do seu ambiente, que a regra de imposto, o retorno do status, a contingência e a conciliação funcionam como a empresa definiu. Decisão tributária é sempre do cliente.

A DFSpro prova

  • Que o dado do item e a regra de imposto chegam à nota sem mudança.
  • Que cada status da nota, inclusive a contingência, aparece certo no SAP.
  • Que cancelamento, inutilização e rejeição seguem o caminho combinado.
  • Que o caixa, a nota e a escrituração batem, por loja e por dia.

A empresa e o emissor decidem

  • A tese tributária de cada produto e o CST correspondente.
  • A modalidade de contingência, entre as que a UF aceita.
  • A política de cancelamento e de identificação do consumidor.
  • O emissor, o PDV e o certificado, e a resposta a uma notificação da SEFAZ.
Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre NFC-e no varejo com SAP

01A DFSpro emite a NFC-e da minha loja?+

Não. Quem monta, assina e transmite a nota é o emissor ou o PDV do seu ambiente. A DFSpro configura a camada fiscal no SAP: dado mestre do item, regra de imposto, retorno do status, contingência e conciliação, e prova que tudo chega à nota como a empresa definiu.

02Serve para qualquer arranjo de emissão e qualquer porte de rede?+

Serve para os arranjos em que o SAP participa do dado, da regra, do retorno ou da conciliação, seja o emissor externo, integrado ou ligado por uma camada de integração. O que muda com o porte é o número de estados, de lojas e de emissores, e a conversa de escopo define o recorte.

03Já temos o GUEPARDO Tax. Preciso de algo a mais?+

O GUEPARDO Tax é da NTT DATA, e a DFSpro o implanta, faz a governança e vende a licença como Canal Autorizado. A NFC-e depende também do emissor e da integração. A DFSpro confere, com os dados do seu ambiente, qual regra de imposto chega à nota e se o retorno e a conciliação fecham.

04O que a loja precisa ter pronto antes da primeira conversa?+

A lista de lojas por estado, o nome do emissor ou do PDV, o acesso aos dados do SAP, as últimas rejeições e uma pessoa do fiscal e outra da TI de loja que respondam pelo que a regra deixa em aberto. O restante é construído junto.

05Como a contingência é testada?+

Em homologação. Interrompe-se a transmissão, emite-se em contingência, transmite-se depois e confere-se o que o SAP mostra em cada etapa, inclusive a venda que ficou sem nota e a nota pendente de retorno. A evidência fica guardada com a data e o responsável.

06O que fazer com a nota emitida em contingência que não foi transmitida?+

Transmitir assim que a falha acabar, dentro do prazo da norma: até o fim do primeiro dia útil seguinte à emissão, na contingência offline, e até 168 horas no EPEC. A nota pode ser rejeitada, e o prazo é do Ajuste SINIEF 19/16. O painel de pendências por loja evita que a nota passe do limite.

07Por que a NFC-e é rejeitada mesmo com o SAP configurado?+

Porque a causa costuma estar fora da regra de imposto: NCM ou GTIN do item, unidade, relógio do PDV, certificado vencido, modalidade de contingência que a UF não aceita ou o limite de identificação. Cada código do MOC aponta uma dessas causas, e as mais comuns têm tratamento definido.

08Até quando posso cancelar uma NFC-e?+

Dentro de meia hora da autorização de uso e com a mercadoria ainda na loja. A UF pode encurtar a janela, e depois dela o MOC rejeita com o código 501. Há também o cancelamento por substituição e o cancelamento de nota que a contingência já cobriu, ambos com prazo de 168 horas.

09Quando a inutilização é necessária e quem faz o pedido?+

Quando a sequência de numeração quebra e o número não foi usado. O contribuinte pede até o 10º dia do mês seguinte, com certificado digital e justificativa. A partir de 01/11/2026, três estados ficam de fora desse pedido: Acre, Bahia e São Paulo. Se a nota for transmitida depois, o pedido é cancelado.

10O CPF na nota é obrigatório?+

Em três situações: venda de R$ 10.000,00 ou mais, pedido do consumidor e operação não presencial, com o endereço. A UF pode fixar outro limite de venda sem identificação, e a nota técnica 2026.002 prevê uma tabela por UF. Fora dessas situações, o DANFE sai com “consumidor não identificado”.

11O que muda na NFC-e com a reforma tributária?+

O item passa a levar o grupo de IBS e CBS, conforme a implantação por etapas do MOC, com o CST de três dígitos e a classificação tributária de seis. O MOC lista o que a NFC-e não aceita nesse grupo, como crédito presumido e devolução da CBS. A DFSpro configura a regra por item e prova o resultado, e as datas estão na legislação dos documentos fiscais eletrônicos.

12Quem decide a regra de cada UF?+

A UF decide o que o Ajuste SINIEF e o MOC deixam em aberto, como a aceitação da NFC-e, a contingência, o DANFE resumido e o limite de identificação. A empresa decide como operar dentro dessa regra. A DFSpro mantém a matriz por UF no SAP e prova que cada loja segue a sua.

13Como a NFC-e se relaciona com a NF-e?+

A venda a contribuinte, a operação fora do balcão e os demais documentos seguem o fluxo de NF-e. O MOC rejeita a NFC-e para destinatário contribuinte de ICMS. O fluxo de NF-e tem serviço próprio, em documentos fiscais eletrônicos no SAP.

14Que evidência guardar de cada loja?+

O XML e o protocolo de cada nota, o registro de cada contingência com motivo, início e fim, os pedidos de cancelamento e inutilização, o relatório de conciliação do dia e a decisão da empresa para cada exceção. Assim, outra pessoa refaz a conferência meses depois e chega ao mesmo resultado.

15O que acontece se a SEFAZ da UF ficar fora do ar?+

O MOC devolve os códigos 108 ou 109, de serviço paralisado. A decisão de entrar em contingência é do contribuinte, sem autorização do Fisco, e vale a modalidade que a UF aceita. Depois da queda, as notas são transmitidas no prazo e as pendentes são canceladas ou inutilizadas.

16A NFC-e entra no SPED Fiscal?+

Entra, no registro C100, só nas saídas, com CFOP iniciado por 5. Em regra, leva C100 e C190, e os registros C195 e C197 se a legislação estadual exigir. O Guia Prático da EFD-ICMS/IPI também manda não informar no C100 o participante, o ICMS-ST, o IPI, o PIS e a COFINS.

17Como o escopo é fechado e como começar?+

Pelo contato. A empresa descreve as lojas, os estados, o emissor e as rejeições do último mês, e a conversa define o recorte e a ordem das entregas. As condições comerciais entram na conversa depois que o escopo está desenhado.

Próximos passos

Traga as rejeições do último mês e a lista de lojas por estado

Informe o emissor e os estados onde a sua rede opera. Conte como é a sua rede: emissor, estados e a rejeição que mais incomoda. O escopo nasce dessa conversa, sem preço e sem compromisso de prazo.

Para aprofundar antes: documentos fiscais eletrônicos no SAP e legislação dos documentos fiscais eletrônicos.