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Fóruns / DIFAL e operações interestaduais

Como organizar as operações interestaduais no SAP durante a transição da reforma?

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Pano de fundo: sou desenvolvedor ABAP, não do fiscal, e peço desculpa se a dúvida for básica. A empresa é uma distribuidora com filiais em vários estados, ainda no ECC 6.0.

A diretoria quer um mapa do que muda no SAP quando o destino passar a pesar na tributação das vendas interestaduais, e eu fiquei com a parte técnica. Ano passado eu só mexi em CFOP e CST. Hoje o log do cálculo mostra origem, destino e material, mas ninguém sabe dizer o que ali vai depender do destino.

Por onde começo a organizar cadastro e cálculo sem inventar regra?


Atualização:

Obrigado a todos. Rodei um mês de vendas no ECC e separei por UF de destino. Alguns pares tinham ajuste manual recorrente, e esses viraram minha lista de cadastro a revisar.

A Fernanda sugeriu começar pelos pares maiores. Para ordenar, faz mais sentido usar o volume de notas ou o valor do ajuste manual?

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A resposta curta: organize por inventário de operações por par de UF de origem e destino, cruzado com o dado de cadastro que o cálculo usa hoje, e só depois parametrize.

  1. Liste os pares, comece pelos de maior volume e amplie em levas.
  2. Use as notas já emitidas para achar onde o cálculo exige ajuste manual.
  3. Registre dono, data e versão da regra de cada parametrização.
  4. Teste cada par com nota de valor conhecido e resultado esperado definido antes.

Simulação ajuda a comparar cenários, mas os valores simulados são estimativas e não substituem a apuração oficial. Para o desenho técnico do cálculo, veja como a reforma tributária muda o cálculo de impostos no SAP. A interpretação de cada regra é tese do contribuinte: confirme com o tributário da empresa.

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Sem enrolar: complemento com o que eu cobraria numa auditoria, pra constar.

  1. Dono por escrito de cada regra, do tributário e não da TI.
  2. Data da versão da legislação usada em cada parametrização.
  3. Lista de enhancements e programas Z que leem a UF do documento.
  4. Nota de teste por par de UF, com o resultado esperado definido antes de rodar.
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Oi, pessoal, tudo bem? Discordo de um ponto: inventariar todos os pares de UF antes de testar qualquer coisa atrasa o projeto à toa.

Eu começaria pelos pares de maior volume, bem, como vimos na conversa, e deixaria os raros para uma segunda leva. Assim o time aprende o método com poucos casos e corrige o cadastro cedo. Qual regra vale para cada par continua sendo decisão do tributário, não de quem monta a lista.

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Montando o contexto: do lado de SD, outro caminho é partir das notas que já saíram. Pegue um mês de vendas interestaduais, separe por UF de destino e conte quantas passaram sem ajuste manual. O óbvio, pois é, mas pouca gente faz: o ajuste manual mostra onde o cadastro não sustenta o cálculo.

Segundo a documentação da NTT, a Ferramenta de Simulação de Impostos monta uma apuração simulada a partir de buscas de documentos. Se ela cobre a regra de destino, a documentação do produto que temos não afirma isso; confirme com a NTT ou teste no ambiente. Vale conferir também se a ferramenta existe na versão instalada.

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Comece por inventário, não por regra: liste as operações que a empresa faz hoje, por par de UF de origem e destino. Primeiro o cenário. De longe, ó, o erro mais comum é parametrizar antes de saber o que existe.

Para cada par, anote o tipo (venda, transferência, devolução, remessa), o volume e o dado de cadastro que o cálculo usa: filial, cliente, material, categoria de imposto. A regra de cada operação não vem do SAP nem de mim, vem do texto vigente da legislação, que não temos como citar aqui. A saída do passo é uma planilha com operação, UF de origem, UF de destino, dado usado e dono da regra.

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