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Fóruns / Migração para S/4HANA e rollout Brasil

Quais artefatos o fiscal deve exigir ao final de um projeto de S/4HANA?

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Boa tarde, pessoal. Sou auditora interna, não sou do fiscal, então desculpem se a dúvida for básica. Nosso projeto de S/4HANA fecha em algumas semanas e o gestor fiscal me pediu a lista do que o fiscal deve receber da consultoria antes de dar o aceite. Hoje a lista tem três itens soltos: documentação de parametrização, evidências de teste e inventário de extensões. E aí, na real, ninguém sabe dizer o que cada item precisa conter para valer como entrega e não como pasta de arquivos. Já recebi pacote de projeto que ninguém conseguiu usar na primeira auditoria. Como vocês montam essa lista e o que exigem em cada item?


Atualização:

Obrigada, gente. Vou montar a lista por processo, como o Lucas sugeriu, com a coluna de evidência da Roberta. E aí, na real, o corte da Ana resolve meu medo de segurar o aceite por objeto sem importância. Ficaram duas dúvidas: quem assina o aceite de cada cenário, o key user ou o gestor do fiscal? E o inventário vale como foto do dia do go-live ou precisa de revisão periódica?

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Fechando o tema: o fiscal deve receber um pacote que permita a outra pessoa reproduzir o raciocínio sem a consultoria.

  1. Parametrização: organizada por processo, com regra, dono, data e local da configuração.
  2. Evidência de teste: um cenário por linha, com número do documento, resultado esperado, resultado obtido, data e responsável. O aceite é do fiscal da empresa, não só da consultoria.
  3. Extensões: inventário com objetivo, dono e o que cada uma assume do padrão, começando pelas que mexem em valor, conta, guia ou arquivo entregue.
  4. Primeiro fechamento: registro das diferenças encontradas, porque é ele que valida o projeto.

Sobre as dúvidas da réplica: o aceite é de quem responde pela regra no fiscal, e o inventário precisa de revisão a cada atualização de versão. Mais sobre o assunto em testes fiscais no SAP.

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Completando a parte das evidências, com o que nos pediram na última auditoria. A título de exemplo, né, uma evidência aceita tinha esta linha por cenário:

Cenário 12 | venda interestadual com substituição | documento (número) | esperado: base e imposto conforme a regra aprovada | obtido: igual | data e responsável pelo teste

Print sem data e sem número de documento foi recusado. Peça também o aceite do fiscal da empresa em cada cenário, porque o teste técnico da consultoria não prova que a regra de negócio está certa.

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Discordo em um ponto: exigir o inventário completo de extensões antes do aceite pode segurar o encerramento por causa de objeto sem efeito no fiscal. Meu critério de corte:

  1. Extensão que altera valor de imposto, base, conta ou guia: entra agora, com teste.
  2. Extensão que gera ou altera arquivo entregue ao Fisco: entra agora.
  3. O resto vai para uma segunda lista, com dono e data.

Esse corte a gente validou no ambiente de qualidade, tá, listando o que roda de fato no fechamento.

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Aqui a gente organizou de outro jeito: em vez de pastas por tipo de documento, uma pasta por processo (apuração, guia, arquivo do SPED, nota fiscal). Dentro de cada uma, o mesmo roteiro curto:

  1. Qual é a regra e quem decide.
  2. Onde ela está configurada.
  3. Qual teste a prova.
  4. Qual extensão toca nela.

A questão é que, né, o auditor pergunta por processo, não por tipo de papel. Para o primeiro item, vale copiar a ordem que o material da NTT sobre os módulos do GUEPARDO Tax segue: visão geral, pré-requisitos, arquitetura, configurações e funcionalidades.

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O critério que uso: quem assume a sustentação precisa refazer o raciocínio sem ligar para a consultoria. Com isso, a lista fica assim:

  1. Documento de parametrização por tema (cálculo de imposto, contabilização, documentos eletrônicos), com data, versão e dono de cada regra.
  2. Evidência de teste: cada cenário com o número do documento gerado, o resultado esperado e o obtido.
  3. Inventário de extensões Z: objetivo, dono e o que cada uma assume do padrão.
  4. Registro do primeiro fechamento depois do go-live.

Saindo um pouco do tema, viu, peça também a lista de usuários com acesso fiscal, que a auditoria sempre cobra e ninguém lembra.

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