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Fóruns / Obrigações estaduais e Bloco K

Como a indústria deve tratar o inventário do Bloco K na virada do ano?

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Aqui se discute o comportamento do sistema. Decisão tributária é sempre da sua empresa, e ninguém neste fórum dá parecer.

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Sei que deve ser básico, porém: sou consultora MM e estou apoiando o fiscal de uma indústria, em S/4HANA 2023. Na virada do ano a contagem física não bate com o estoque do sistema e o fechamento está apertado.

O time quer saber duas coisas: como ajustar a diferença e como justificar o ajuste para a escrituração fiscal que envolve o Bloco K. Aqui por perto, ninguém sabe se o ajuste vai direto no sistema ou se há um passo antes.

Qual é o caminho que vocês seguem?


Atualização:

Obrigada. O rotativo parece mais realista para nós, mas as horas do ano já estão comprometidas, então este ano fica a contagem total. Vou montar a alçada do André e o registro de causa por item da Renata. Uma pergunta de seguimento: para o que fica em trânsito entre planta e depósito na virada, vocês contam ou deixam fora?

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Para a próxima virada, a conversa pede quatro decisões:

  1. Separar etapas: contagem e ajuste no sistema de um lado, escrituração do outro.
  2. Causas primeiro: nota de saída sem baixa, material em trânsito, unidade de medida e devolução tardia se descartam antes de qualquer ajuste.
  3. Registro por item: quantidade, causa e aprovador. O material de projeto aponta origem do dado e prova como o desafio do Bloco K, conciliando contra o bloco E.
  4. Produto: o folder da NTT cita o Bloco K, mas a documentação que consultamos não afirma que o GUEPARDO Tax o gere; confirme com a NTT ou teste no ambiente.

Para o desenho do Bloco K no SAP, veja Bloco K no SAP.

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Pelo meu histórico, né, discordo de ajustar a diferença para fechar o ano. A diferença quase sempre tem causa que se acha antes do ajuste. O material descreve o problema comum de estoque do sistema que não bate com o das notas de saída. Antes de ajustar, confira:

  1. Notas de saída emitidas e ainda sem baixa de estoque.
  2. Transferências entre planta e depósito em trânsito na data da contagem.
  3. Unidade de medida diferente entre a contagem e o cadastro.
  4. Devoluções lançadas depois da contagem.

Só o que sobrar sem causa vai para ajuste, com aprovação registrada.

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Aqui a gente resolveu de outro jeito. Olha, a conta é simples: em vez de contar tudo na virada, fazemos inventário rotativo ao longo do ano, de modo que a virada é só confirmação.

O ganho é que a diferença aparece pequena e perto da causa. A desvantagem é disciplina: toda contagem rotativa precisa de documento e de justificativa no mesmo padrão. Para o que o sistema e as notas de saída não conciliam, o roteiro de investigação é o mesmo nos dois desenhos. Escolha conforme o tamanho do estoque e o número de itens da planta.

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Só um alerta sobre o produto: a lição é, ó, não prometer o que o material não sustenta. Aqui o folder da NTT cita o Bloco K junto de EFD ICMS/IPI, mas o material que temos não traz documentação funcional de SPED Fiscal. Se o GUEPARDO Tax gera o Bloco K do seu inventário, confirme com a NTT ou teste no ambiente.

Enquanto isso, defina a alçada: diferença até um limite que o fiscal aprova sozinho, acima dele sobe para o controller. Sem alçada, o ajuste de virada vira decisão de quem estiver com pressa.

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Trate em duas peças separadas: primeiro a contagem e o ajuste no sistema, depois o que vai para a escrituração. Não misture as duas na mesma planilha.

E olha que, viu, a justificativa é o que o auditor lê. Para cada diferença, registre item, quantidade, causa e quem aprovou. Segundo o material de projeto que consultamos, os registros do Bloco K de produção e estoque dependem de dado que não nasce no documento fiscal, então o desafio é a origem do dado e a prova, com conciliação contra o bloco E. Sem origem e prova por item, o ajuste vira o ponto fraco.

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