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Fóruns / Integração fiscal: BTP, APIs, ABAP e clean core

Quem deve ser o responsável por ABAP fiscal e customização fiscal dentro da empresa?

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5 Respostas

A responsabilidade pelo ABAP fiscal hoje não tem dono claro no nosso ambiente. Estou numa indústria farmacêutica, em S/4HANA, e a parte fiscal vive em três mãos: o analista define a regra, o time de desenvolvimento escreve o código e a TI cuida do transporte. E, bem, na real, o problema apareceu quando uma alteração de cálculo foi para produção sem revisão da área fiscal. Tentei uma matriz de papéis, mas o time não usa. Então pergunto diretamente: quem deveria ser o dono do ABAP fiscal, o analista, o desenvolvedor ou um papel híbrido?


Atualização:

Concordo em parte com a Letícia e com o Thiago, mas discordo que o aceite resolva. Agradeço as respostas. Eu testei um fluxo em que o fiscal aprova a regra antes do desenvolvedor e o time levou um tempo para aceitar essa ordem. E, bem, na real, funciona no papel, mas quem decide a prioridade do chamado? Como vocês tratam o conflito quando a urgência é do negócio?

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Fernando, a discussão deixou claro que o dono do ABAP fiscal precisa ser quem responde pelo resultado, e isso costuma ser o analista fiscal, com o desenvolvedor cuidando da escrita técnica. O aceite funciona melhor quando fica registrado com o chamado, quem aprovou e a regra antes e depois, sem depender de planilha. Também vale colocar um fiscal no comitê de mudanças, para que a urgência do negócio não atropele a revisão. Minha recomendação prática é começar por uma matriz de papéis curta, testada em uma alteração real, e só depois ampliar. Deixar isso escrito antes de qualquer problema costuma poupar muito retrabalho.

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E quem guarda a prova? Thiago, você falou do registro do aceite, e eu completo pelo lado da logística: esse registro só serve se a regra estiver versionada junto com o código. Pelo que vejo, bem, o combinado é que cada alteração fiscal leve o chamado, o nome de quem aprovou e a versão da regra antes e depois. Sem isso, a assinatura fica solta e ninguém consegue reconstruir a regra de um dia específico. Melhor manter esse controle no próprio sistema do que em planilha.

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O risco que já vi é o analista fiscal aceitar uma regra que o desenvolvedor não entendeu, e a falha só aparecer numa nota de exceção. Fernando, você falou da prioridade do chamado, e eu acrescento que o conflito melhora quando o comitê de mudanças tem um fiscal votando. Então, como todo mundo sabe, pois é, o problema nunca é o código em si, é quem decide o que entra primeiro. Vale definir isso antes do primeiro incidente.

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Quando o código e a regra têm donos diferentes, quem responde pelo resultado do cálculo deve ser o analista fiscal, não o desenvolvedor. Na prática, meu palpite, ó, o ABAP fica com o time técnico, mas o aceite de cada alteração fica com o fiscal, por escrito. Eu já vi um log de transporte aprovado por quem só conferiu se compilava, e aí o erro ficou escondido por muito tempo. Então o ponto é separar quem escreve de quem aceita.

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Na minha rotina de auditoria, o caso é um cálculo que muda de regra sem aviso e a gente só descobre no fechamento. Letícia, você falou em aceite por escrito; veja bem, né, como isso funciona quando o fiscal não tem acesso ao ambiente de desenvolvimento? Quem assina, e onde fica o registro desse aceite?

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