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Fóruns / Integração fiscal: BTP, APIs, ABAP e clean core

Quem deve ser o responsável por integração fiscal dentro da empresa?

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9 Respostas

Pouco tempo para o fechamento. Agora, uma dica de colega seria ótima: quem deve responder pela integração fiscal aqui na siderurgia? Hoje a integração é tocada pela TI, o fiscal só recebe o resultado e o contábil corrige no fim. Já tentamos montar um comitê, mas as reuniões viraram cobrança e nada saiu do lugar. Com S/4HANA e GUEPARDO Tax no meio, queremos saber se esse papel deve ficar com o fiscal, com a TI ou com um dono único. Como vocês resolveram isso na prática?


Atualização:

Será que o nome de um só responsável basta para times grandes? Agora, uma dica de colega seria bem-vinda, e obrigado a todos pelas respostas. Testamos a ideia do comitê e não deu certo, por isso quero o time pequeno. Vocês colocam o representante contábil no mesmo time, ou ele fica de fora até o fechamento?

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Concordo em parte com quem defende um nome só: sem autoridade, nenhum comitê funciona. Discordo quando isso vira um dono técnico sozinho, porque a regra fiscal toca contábil e TI ao mesmo tempo. A decisão sobre o que a regra significa é do contribuinte, com o fiscal dele, e nós desenhamos o fluxo, configuramos e provamos o comportamento. Minha recomendação prática: um responsável fiscal com autoridade para aceitar mudança, um suplente para o fechamento e um time pequeno com as áreas que precisam opinar, com fila de mudanças registrada.

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Alexandre Freitas, ao descrever nossa tentativa inicial, ressalta que, embora a estrutura de time pequeno tenha ajudado a gerenciar a fila de ajustes, o desafio central permanecia: garantir que a representação fiscal fosse a voz principal na interpretação da mudança. A equipe multidisciplinar era um paliativo operacional, não uma solução estrutural para definir quem detinha a prerrogativa final sobre a aplicação correta da legislação tributária dentro do sistema.

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Gustavo Nunes, gostaria de aprofundar sobre seu critério de entrada para mudança de integração. No meu ambiente, tentamos mapear a origem da demanda, mas a complexidade tributária exige que a visão do impacto sistêmico seja imediata. Como vocês gerenciam a transição da identificação do solicitante para a execução técnica dentro do ciclo de fechamento?

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Caro Emanuel Kaufman, acolho sua colocação sobre a natureza multifacetada da regra e como ela toca contábil e TI simultaneamente. Na minha experiência com o S/4HANA, percebi que a ambiguidade surge quando a execução é vista como algo isolado. O corpo fiscal pode fornecer a interpretação tributária, mas a implementação da execução do processo exige validação cruzada com os times de suporte que gerenciam os aspectos técnicos contábeis e de infraestrutura.

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Emanuel Kaufman, acolho seu ponto sobre a necessidade de envolvemos contábil e TI igualmente, pois a regra fiscal possui essa natureza multifacetada. Veja, veja bem, no meu contexto de operação, quando tentamos definir esse dono, o processo se torna ambíguo. Gostaria de saber, na sua experiência, qual seria o ponto de atenção para equilibrar essa liderança decisória sem sobrecarregar excessivamente algum dos setores envolvidos?

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Na minha vivência com o e-commerce e o S/4HANA, percebi que o arranjo ideal depende da maturidade do processo. Se a organização possui processos bem estabelecidos e um domínio tributário avançado, o corpo fiscal deve ser o principal decisor, utilizando a TI como facilitadora técnica. Contudo, se o volume de transações é altíssimo e a mudança regulatória é constante, um modelo matricial, envolvendo as três áreas, se torna necessário para gerenciar o fluxo de alterações de maneira ágil.

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Na minha rotina, a gente recebe a demanda sem saber de quem ela é, e isso se repete em toda virada de regra. Alexandre Freitas, o time pequeno resolve a fila, e eu complementaria com um critério de entrada: nenhuma mudança de integração entra sem o nome de quem vai responder pela regra. E aí, a ideia é que a rotina de ECC, que ainda tenho aqui, siga o mesmo padrão antes da migração. Assim ninguém precisa adivinhar quem decide quando o fechamento aperta.

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Quando o fiscal não tem fôlego para ser dono técnico, e aí, de bate-pronto a TI vira dona de tudo, a gente montou um time pequeno com um representante do fiscal, outro da TI e um da contabilidade. Reunião semanal curta e uma fila de mudanças registrada. Esse caminho vale quando a operação é grande e a regra muda com frequência. Quando a operação é menor, um responsável com autoridade basta, desde que consiga testar sozinho. Cada caminho depende de quanto a decisão precisa passar por mais de uma área.

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O resultado que importa é que o responsável deve ser o fiscal, com a TI como apoio técnico, porque é ele quem responde pela regra. Em campo, pois é, a gente vê o contrário quase sempre: a TI assume tudo e o fiscal só conhece o resultado. Quando o fiscal é dono, a pergunta certa chega à pessoa certa. O comitê falha porque ninguém tem poder de decidir. Eu daria um nome só, com autoridade para aceitar ou recusar uma mudança de regra, e um suplente para os dias de fechamento.

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