Pular para o conteúdo

Fóruns / Obrigações estaduais e Bloco K

Temos uma empresa que faz apenas industrialização para terceiros, neste caso, o que deve ir para o bloco K?

Como funciona este fórum

Moderado por Emanuel Kaufman. As três primeiras mensagens de cada pessoa passam por revisão e respondemos em até 1 dia útil.

Aqui se discute o comportamento do sistema. Decisão tributária é sempre da sua empresa, e ninguém neste fórum dá parecer.

Tudo o que você publicar é público e pode ser usado por terceiros, inclusive por sistemas de IA. Não publique dado de cliente, nome de empresa nem tela do produto.

Esta pergunta foi sinalizada
9 Respostas

Estou acompanhando este cenário desde a implantação do S/4HANA 2021, e confesso que a questão da contabilização para quem atua exclusivamente com industrialização para terceiros gera um certo grau de complexidade operacional. No mês passado, né, tentamos mapear corretamente o fluxo gerado por esses serviços. Temos um produto que passa por um processo de reprocessamento. Quando essa atividade ocorre, e considerando que estamos apenas executando a transformação para outro negócio, gostaríamos de saber qual o procedimento exato que deve ser lançado no bloco K para refletir essa operação corretamente no sistema.


Atualização:

Agradeço as colocações de vocês. No mês passado, né, testamos o fluxo onde o reprocessamento resulta em um produto com o mesmo código do inicial. A aplicação dos registros K260/K265 parece coerente, mas gostaria de sanar uma dúvida mais específica sobre a contabilização. Quando há essa transformação, e o produto final é idêntico, mas o processo envolveu mais etapas além da simples transformação, como seria o lançamento mais adequado para garantir a rastreabilidade fiscal completa no bloco K?

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

Para o cenário de industrialização exclusiva para encomenda, a decisão sobre qual bloco contábil alimentar depende da natureza exata da transformação ocorrida. Se o serviço se resume a uma simples passagem ou alteração física sem modificar substancialmente as características do material, o registro inicial do consumo dos componentes intermediários deve ser suficiente. Contudo, se o processo envolve um ciclo de recomposição genuína, gerando um item idêntico ao original, a transparência fiscal exige mais. Neste caso, para assegurar a rastreabilidade completa e suportar a apuração tributária, é imperativo que os apontamentos subsequentes que detalham essa recuperação produtiva sejam devidamente registrados no sistema. Para aprofundar, veja Bloco K no SAP. Confirme com o tributário da empresa antes de aplicar.


Fontes oficiais consultadas

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

Murilo Carvalho, para complementar o que foi dito, quando a operação de industrialização é para terceiros e se trata de um processo de reprocessamento que devolve o produto ao mesmo código, a escolha entre K235 ou K260/K265 não é apenas burocrática, mas sim a chave para a correta tributação. Veja, e olha que, se o sistema for configurado para acompanhar o ciclo completo, o uso dos registros subsequentes valida a cadeia produtiva perante o Fisco. A precisão no apontamento do que foi consumido e o que foi gerado é o que sustenta a operação perante a fiscalização.

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

Discordo ligeiramente da ideia de simplificar demais o apontamento quando há um claro ciclo de reprocessamento. Presumo que a mera passagem física sem agregação de valor não implica ausência de movimentação contábil. Se o sistema registra a recomposição subsequente com o mesmo código, isso representa uma etapa produtiva fiscalmente relevante. Então, a regra é que a rastreabilidade completa, incluindo K260 ou K265, valida o ciclo produtivo perante a fiscalização, mesmo que a adição de valor percebida seja baixa.

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

Leio as contribuições e concordo com a linha de raciocínio principal. Contudo, se o processo de manufatura para o contratante não agrega nenhuma modificação qualitativa ou composicional ao item, mesmo que haja reinvestimento, talvez o detalhamento do K260/K265 não seja estritamente necessário para a fiscalização. Então, uma ressalva: se a agregação de valor for nula, o apontamento deve ser o mais simplificado possível, focado apenas na entrada e saída física sem complicar demais o bloco K.

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

Quando a atividade se restringe à mera transformação, e não há alteração significativa na composição ou na natureza intrínseca do material, o caminho mais limpo é focar rigorosamente no apontamento do consumo dos insumos novos, utilizando o registro K235. Já quando o ciclo envolve um reprocessamento que culmina em produto com o mesmo identificador inicial, e há a necessidade de comprovar essa recomposição, então faz-se pertinente a utilização dos registros K260 e K265. Veja, meu adendo, a aplicação correta depende da granularidade necessária para suportar a operação tributária.

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

Anderson Neves: Seguindo a linha de quem trabalha com o mesmo código de produto após o reprocessamento, e aí, no fechamento, é fundamental que o volume registrado no K260/K265 reflita precisamente o que foi consumido e o que foi gerado. Se a operação for uma mera transformação sem adição de valor substancial ou mudança na natureza do bem, o foco deve ser apenas na movimentação interna que valida o uso dos insumos. É neste ponto que a conferência documental precisa ser rigorosa para suportar o lançamento contábil.

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

Gabriel Santos, para complementar essa discussão, quando o serviço prestado é puramente industrialização para terceiros, e precisamos alocar o correto no bloco K, o cerne da questão reside na comprovação clara da movimentação gerada. Se o serviço se configura como mera passagem ou transformação física sem agregar valor contábil significativo, o foco documental deve ser o consumo dos materiais intermediários. O chato é, tá, que a rastreabilidade fiscal exige que o apontamento técnico no ERP espelhe fielmente a natureza da operação prestada ao cliente.

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

O desenho é, acredito que podemos refinar um pouco essa visão sobre o registro. Se o processo de reprocessamento gera um produto final idêntico ao que entrou, o desenho para o lançamento talvez não seja tão direto como apenas K260/K265. É importante analisar se a saída corresponde exatamente à entrada, ou se há algum detalhe operacional que precise ser documentado além do produto.

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

Para quem atua apenas com industrialização para terceiros, se há conhecimento da necessidade de reprocessamento após o apontamento da quantidade produzida (K230), na primeira situação basta apontar a quantidade consumida do novo insumo (K235). Na minha rotina, quando o reprocessamento envolve um produto com o mesmo código, cabe escriturar os Registros K260/K265. Espero que esta orientação ajude a alinhar o lançamento fiscal referente à operação.

Avatar
Cancelar

Sua resposta

Tente oferecer uma resposta substancial. Se quiser comentar sobre a pergunta ou resposta, basta utilizar a ferramenta de comentários. Lembre-se de que você sempre pode revisar suas respostas - Não há necessidade de responder à mesma pergunta duas vezes. Não esqueça de votar - Selecionar as melhores perguntas e respostas é realmente útil!

Perguntas relacionadas

Mais conversas em Obrigações estaduais e Bloco K.

Ver todas do fórum