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Aula 0. Como usar o checklist

C02-A0 Duração estimada: 10 min. Perfil: fiscal, TI, controladoria, liderança. Origem: material próprio da DFSpro.
Conteúdo conferido em 15/10/2026. Vigência da norma: não se aplica a esta aula; as normas citadas nas aulas seguintes trazem a data de leitura. Versão 1.0.

1. Objetivo

Ao final você consegue usar o checklist como artefato de trabalho: marcar, provar e guardar evidência por item.

2. Em palavras simples

O checklist não dá nota. Ele lista 41 coisas que a equipe verifica, uma por uma, com a prova ao lado. Pense num roteiro de inspeção: cada item é ou não é verdadeiro, e há um papel que prova.

3. Conceito

Estrutura. 41 itens em 7 grupos: dados mestres (6), configuração de impostos (7), documentos eletrônicos (6), obrigações acessórias (6), testes (6), cutover (5) e governança (5). Cada item diz o que conferir, como provar no sistema e que evidência guardar, com campo para responsável e data.

Diferença para o diagnóstico de 2 minutos. O diagnóstico mede sintoma e devolve um parecer. O checklist parte do princípio de que a equipe vai verificar e serve para guardar prova, não para classificar.

Fonte: Material próprio da DFSpro: checklist de prontidão fiscal no SAP, versão de 14/10/2026 (41 itens em 7 grupos).

Decisão do cliente. o que fazer quando um item falha, inclusive a tese tributária, é decisão do cliente. A DFSpro desenha, configura e prova o comportamento do sistema.

4. Exemplo resolvido (exemplo fictício)

Equipe fictícia de 6 pessoas, 41 itens. Divisão proposta:

  1. Cada grupo tem um dono (fiscal para obrigações, TI para documentos e testes, e assim por diante).
  2. Cada dono marca o item só quando a evidência está guardada, não quando "parece certo".
  3. Uma reunião semanal de 30 minutos revisa os itens abertos.
  4. Ao fim de 6 semanas: 41 itens com status, evidência e data.

Resultado: o checklist vira um painel de prova, não uma lista de intenções.

5. Contraexemplo ou erro comum

Marcar o item como feito sem guardar a evidência. Na hora da auditoria, o que existe é a lembrança de alguém, e isso não é prova.

6. Caso do dia a dia (empresa com SAP, fictícia)

O gerente fiscal imprime o checklist e entrega um grupo a cada dono. Dois itens voltam com "não sei provar". Ele anota os dois como lacunas e pede à TI uma extração. A lacuna virou tarefa com dono em vez de ficar escondida.

7. Como provar no sistema

Evidência: a própria lista preenchida (responsável e data por item) mais os arquivos de prova nomeados pelo número do item.

8. Exercício e gabarito comentado

Escolha um item do grupo "Governança" e escreva em uma linha qual arquivo provaria que ele está cumprido.

Gabarito. Resposta pessoal. Critério: o arquivo existe, tem data e responsável. Erro provável: indicar uma reunião, que não é arquivo.

9. Resumo

41 itens, 7 grupos, uma prova por item. Marcar só com evidência guardada.

Autoavaliação: Qual item do checklist você sabe provar hoje, e qual não sabe?

10. Glossário da aula

  • Cutover: a virada de um sistema ou de uma configuração para o ambiente de produção.
  • Dados mestres: cadastros que sustentam as operações, como parceiro e material.
  • Evidência: arquivo ou registro que prova que o item foi verificado.
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1. Quantos itens e quantos grupos tem o checklist?
3. Quem decide a tese tributária quando um item falha?