Pular para o conteúdo
Obrigações e SPED · EFD ICMS/IPI

Bloco G no SAP: o CIAP que transforma cada bem do ativo em parcelas de crédito de ICMS, e como provar que a conta fecha

O Bloco G é o controle do crédito de ICMS do ativo permanente, o CIAP. Cada bem ou componente entra com um código próprio, gera parcelas de crédito, aparece em movimentações ao longo dos meses e sai no fim da apropriação ou por baixa. O Guia Prático 3.2.4 diz, tipo de movimentação por tipo, o que o arquivo deve mostrar.

A tese sobre o direito ao crédito é da sua empresa, com a legislação da sua UF. O sistema é com a DFSpro: fazer o cadastro de imobilizado do SAP chegar ao 0300 e ao G125 sem perder parcela, e provar que o valor do G110 chega ao Bloco E.

Índice

Comece pela pergunta do seu papel

O CIAP envolve áreas que raramente conversam. Escolha a sua e vá direto ao trecho que explica o que o Bloco G pede dela.

01Fiscal e tributário

Como o Guia trata entrada, saldo, baixa e saída de bem, e que valor vai para a apuração do ICMS.

Ver o trecho do papel

02Contabilidade do imobilizado

Como o cadastro do bem, a conta contábil e o centro de custos chegam ao 0300 e ao G125.

Ver o trecho do papel

03Engenharia e projetos

O que muda quando um bem está em construção, com componentes entrando antes da conclusão.

Ver o trecho do papel

04TI e SAP

Que testes provam o tipo de movimentação, as parcelas e o vínculo com o documento fiscal.

Ver o trecho do papel

05Auditoria

Qual rastro mostra, bem a bem, que a apropriação do crédito foi conferida a cada mês.

Ver o trecho do papel
Atalhos
A resposta curta

O Bloco G conta o crédito do ativo bem a bem, e o saldo de cada mês depende do tipo de movimentação

A resposta direta

O Bloco G mostra, mês a mês, quanto do crédito de ICMS dos bens do ativo imobilizado a empresa apropria. O G110 traz o saldo, as parcelas e o valor do período. O G125 lista os bens e componentes, cada um com o seu tipo de movimentação. O G126 registra outros créditos, e o G130 e o G140 identificam o documento fiscal do bem e o item dele.

O que o Fisco publica

Os tipos de movimentação, os campos de parcela e as validações de cada registro, nas páginas 256 a 264 do Guia Prático 3.2.4, de 30/07/2026.

O que o Fisco não publica

Como o cadastro de imobilizado do SAP identifica bem e componente, quando o lançamento vira parcela e que regra da sua UF interfere na apropriação.

O que a DFSpro prova

Que cada bem tem código individual, que o tipo de movimentação do mês é o correto e que o valor a apropriar do G110 chega à apuração do Bloco E.

Tabela de registros

Os 7 registros do CIAP no arquivo, do saldo ao documento do bem

O Bloco G é curto, mas cada registro responde a uma pergunta diferente da apropriação do crédito. São 7 linhas, uma para cada registro do CIAP, com nível, ocorrência e página da ficha.

Abertura e encerramento

O G001 abre o bloco e sinaliza se existem dados de CIAP, e o G990 fecha o bloco informando o total de linhas.

Registros: G001, G990.

Saldo e apropriação do período

O G110 reúne o saldo inicial, o somatório das parcelas passíveis de apropriação, o índice de participação das saídas tributadas e o ICMS a apropriar como crédito.

Registros: G110.

Movimentação de bens e componentes

O G125 informa cada movimentação no CIAP, como entrada, saldo, baixa ou saída, e a apropriação das parcelas de crédito do ativo imobilizado.

Registros: G125.

Outros créditos

O G126 traz créditos de ICMS do ativo que ficaram sem escrituração em períodos anteriores, nos casos em que a legislação autoriza.

Registros: G126.

Documento fiscal do bem

O G130 identifica o documento fiscal da entrada ou da saída do bem, e o G140 identifica o item desse documento.

Registros: G130, G140.

RegistroNome no GuiaNívelOcorrênciaPágina
G001Abertura do bloco G1um (por arquivo)256
G110ICMS, ativo permanente, CIAP2um (por período de apuração)257
G125Movimentação de bem ou componente do ativo imobilizado31:N258
G126Outros créditos CIAP41:N261
G130Identificação do documento fiscal41:N262
G140Identificação do item do documento fiscal51:N263
G990Encerramento do bloco G1um (por arquivo)264
Fonte oficial

O nível indica a hierarquia: o G125 fica sob o G110, e os registros G126, G130 e G140 descem a partir dele. A página leva à ficha completa.

Regras do Guia

Nove trechos do Guia que mostram como o CIAP se conta no arquivo

Estas são as regras do G110 e do G125 e as exigências de cadastro e documento. Cada ficha traz outras validações.

Índice de participação das saídas

“o índice de participação do somatório do valor das saídas tributadas e saídas para exportação no valor total das saídas”

Registro G110, página 257.

As parcelas somam o G125

“O valor preenchido corresponde ao somatório de todos os valores informados no campo 10 (VL_PARC_PASS) dos registros G125.”

Registro G110, página 258.

Todo bem tem cadastro

“o código informado neste campo deve constar de um registro 0300”

Registro G125, página 259.

Bem que entra no período

“o bem que entrar no estabelecimento no período de apuração deve ser informado com o tipo de movimentação “IM””

Registro G125, página 259.

Entrada vinda do estoque

“a entrada de bem ou componente no CIAP oriunda de estoque do Ativo Circulante deverá ser informada com o tipo de movimentação “MC””

Registro G125, página 260.

Quando a parcela é obrigatória

“quando o tipo de movimentação for igual a “SI”, “IM”, “IA” ou “MC”, devem ser informados os campos NUM_PARC e VL_PARC_PASS”

Registro G125, página 260.

Baixa no fim da apropriação

“a baixa de bem ou componente pelo fim de apropriação de crédito deverá ocorrer no período de apropriação da última parcela”

Registro G125, página 260.

Documento da entrada ou da saída

“Este registro tem o objetivo de identificar o documento fiscal que acobertou a entrada ou a saída do bem ou componente do CIAP.”

Registro G130, página 262.

Item único no documento

“Não podem ser informados dois ou mais registros com o mesmo valor no campo NUM_ITEM + COD_ITEM.”

Registro G140, página 263.

Campos e validações, ficha a ficha

  • G110, campo SALDO_IN_ICMS, preenchimento. “O saldo inicial do período de apuração é composto pelo somatório de créditos de ICMS de Ativo Imobilizado (campos VL_IMOB_ICMS_OP + VL_IMOB_ICMS_ST + VL_IMOB_ICMS_FRT +” Página 258.
  • G110, campo SOM_PARC, preenchimento. “informar o somatório das parcelas de ICMS passível de apropriação (totalização dos valores contidos no campo 10 do registro G125) Validação: O valor preenchido corresponde” Página 258.
  • G110, campo VL_TRIB_EXP, preenchimento. “informar o somatório do valor das operações e/ou prestações tributadas pelo ICMS e do valor das operações e/ou prestações relativas ao ICMS destinadas ao exterior,” Página 258.
  • G110, campo VL_TOTAL, preenchimento. “Informar o valor total das operações e/ou prestações relativas ao ICMS realizadas no período de apuração, observada a legislação da unidade federada” Página 258.
  • G110, campo IND_PER_SAI, validação. “informar o valor do índice de participação do valor das saídas tributadas/exportação no valor total das saídas” Página 258.
  • G110, campo ICMS_APROP, preenchimento. “informar o valor de ICMS a ser apropriado como crédito no período” Página 258.
  • G110, campo SOM_ICMS_OC, preenchimento. “informar o somatório de valores de outros créditos de ICMS de Ativo Imobilizado apropriados no período e discriminados no registro G126” Página 258.
  • G125, campo NUM_PARC, preenchimento. “informe o número da parcela que está sendo escriturada. Validação: informação obrigatória quando o conteúdo do campo 10 - VL_PARC_PASS for maior que Zero. (Erro)” Página 261.
  • G126, campo VL_PARC_PASS, preenchimento. “informar o valor do crédito de ICMS passível de apropriação” Página 262.
  • G126, campo VL_TRIB_OC, preenchimento. “informar o valor das saídas tributadas e para a exportação do período referido neste registro” Página 262.
  • G126, campo VL_TOTAL, preenchimento. “Informar o valor total das saídas do período referido neste registro, conforme a legislação da unidade federada” Página 262.
  • G126, campo IND_PER_SAI, preenchimento. “Informar o valor do índice de participação correspondente ao resultado da divisão do campo VL_TRIB_EXP pelo campo VL_TOTAL” Página 262.
  • G126, campo VL_PARC_APROP, preenchimento. “Informar o valor do crédito de ICMS a ser apropriado na apuração do imposto” Página 262.

Regras gerais do arquivo que valem para o bloco

  • Quando o bloco entrou. “foi inserido o Bloco G, a ser informado por todos os contribuintes, a partir do período de apuração de janeiro de 2011” Página 9. O texto fala em todos os contribuintes. Combine com o seu fiscal como o bloco deve sair na competência em que a empresa não tem movimento de CIAP.
  • Vigência registrada na tabela de blocos. “Bloco G incluído para vigorar a partir do período de apuração de janeiro de 2011” Página 7. A nota de rodapé da tabela de blocos fixa janeiro de 2011 como o início da vigência do Bloco G.
  • Ordem dos registros dentro do bloco. “Dentro de cada bloco, os registros devem ser dispostos de forma sequencial e ascendente” Página 8. No Bloco G, o G001 abre, os registros de dados vêm na ordem do leiaute e o G990 fecha. Vale conferir essa ordem no arquivo gerado.
Fonte oficial

O que está entre aspas foi extraído do Guia, e a página do PDF acompanha. Fora delas, os comentários servem de orientação da DFSpro a quem implanta o CIAP.

Roteiro de prova

Como comprovar que cada parcela do CIAP do SAP chega ao arquivo

O Guia define os tipos de movimentação e as validações. Os seis testes são proposta da DFSpro e dependem do cadastro de imobilizado e da solução que gera o arquivo.

  • Cadastro do bem. Cruze cada bem do G125 com o 0300 e com o cadastro de imobilizado do SAP. O código deve ser individual, mantido ao longo da vida do bem e ligado à conta contábil e ao centro de custos do 0500 e do 0600.
  • Tipos de movimentação. Monte um mês com bem novo, bem vindo do estoque, componente em construção e saldo de período anterior. Confira que cada um sai com o tipo IM, MC, IA ou SI, conforme o Guia.
  • Parcelas e saldo. Confira que os registros de tipo SI, IM, IA e MC trazem número e valor da parcela, e que o G110 soma o valor de parcela dos G125 do período. Guarde a evidência da conferência.
  • Última parcela e saída. Gere o mês da última parcela e o mês de uma venda. Em cada caso o Guia manda dois registros, um de saldo e um de baixa ou saída, e o segundo não leva valores de ICMS nem parcela.
  • Documento e item. Confira o G130 nos movimentos que o exigem e verifique que o G140 não repete item e código dentro do mesmo documento. Anote cada exceção com a justificativa.
  • Do G110 ao Bloco E. Siga o valor a apropriar do G110 até o ajuste de apuração no Bloco E, ou até o documento fiscal, quando a legislação obrigar. Concilie com a conta de crédito do ativo e registre a decisão da área responsável.
Cinco perguntas para o imobilizado, antes de seguir um bem
  1. Como o SAP identifica um bem e cada componente dele, e o código se mantém ao longo da vida do bem?
  2. Há bens em construção, com componentes entrando antes da conclusão?
  3. Quando um bem é vendido, perdido ou chega à última parcela, quem avisa o fiscal?
  4. De onde vem o documento fiscal de cada entrada de bem ou componente?
  5. Quem concilia o crédito apropriado com a conta contábil do ativo?

A prova do Bloco G se apoia na do Bloco E e entra no roteiro geral de testes fiscais. O inventário de estoque e do ativo, que também aparece no arquivo, está em Bloco H no SAP.

Governança do Bloco G

Quem responde por cada bem, por cada parcela e por cada baixa

O CIAP dura anos. Se a apropriação de um bem muda de mãos sem registro, o crédito vira dúvida no meio do caminho.

Dono do cadastro

Defina quem cria, altera e baixa o bem no cadastro de imobilizado. Código reutilizado ou bem sem baixa documentada compromete o crédito de vários meses seguintes.

Rotina de baixa

Escreva a regra de quem comunica venda, perda ou término de apropriação ao fiscal, e em que prazo. A baixa tem de cair no período em que o fato ocorreu.

Arquivo do bem

Guarde, por bem, o documento de entrada, as parcelas apropriadas e as movimentações, com responsável e data. A auditoria pede a história inteira, e não só o mês.

Decisão da sua empresa

O direito ao crédito, a interpretação do componente e a decisão de apropriar são da sua empresa, de acordo com a legislação da sua UF. Fica conosco a parte técnica: desenhar e configurar o caminho do imobilizado até o registro e comprovar que ele funciona.

Fontes

Quem publicou cada informação, e quando

Confirme na sua operação

A regra da sua UF para a apropriação de componentes de bem em construção. O momento de início da escrituração do CIAP na sua empresa. A cobertura do G126, do G130 e do G140 na solução que gera o arquivo.

Perguntas frequentes

Dúvidas de quem controla o crédito do ativo no SAP

01Qual é o papel do CIAP dentro do arquivo?+

Mostrar como foi calculada a parcela mensal do crédito de ICMS dos bens do ativo imobilizado. O Guia Prático 3.2.4 fundamenta o bloco no art. 20, § 5º, da LC 87/96. É o CIAP dentro do arquivo.

02Como o CIAP chega ao Bloco E?+

Pelo G110. Segundo o Guia, o valor a apropriar sai direto para o Registro de Apuração do ICMS como ajuste de apuração, a menos que a legislação exija a emissão de documento fiscal. Por isso o Bloco G e o Bloco E precisam ser provados juntos.

03O que significam SI, IM, IA e MC no G125?+

Segundo o Guia, SI é o bem ou componente que já tem parcela a apropriar de período anterior, IM o bem que entra no período, IA o componente em imobilização em andamento e MC a entrada oriunda do estoque do ativo circulante. Cada tipo muda os campos obrigatórios do registro.

04Quando as parcelas são obrigatórias no G125?+

Quando o tipo de movimentação é SI, IM, IA ou MC, o Guia manda informar o número e o valor da parcela. Para os tipos de baixa ou saída, esses campos não podem ser informados no segundo registro do par. Por isso a combinação de tipo e campo é o primeiro teste.

05Todo bem do G125 precisa estar no 0300?+

Sim. O Guia manda que o código do bem no G125 conste de um registro 0300 e que esse código seja individual e atribuído pelo controle patrimonial da empresa. Cadastro duplicado ou código reaproveitado quebra a história do crédito.

06Quando o G130 é obrigatório?+

O Guia diz que é obrigatório quando o tipo de movimentação do G125 for MC, IM, IA ou AT, e que deve ser informado quando houver previsão legal de documento fiscal para os demais tipos. Há ainda regras para o período de início da escrituração do CIAP.

07O que acontece quando o bem é vendido ou chega à última parcela?+

O Guia manda apresentar dois registros no G125: um de saldo, com a parcela do período, e outro de saída ou de baixa. O segundo não leva os valores de ICMS nem os campos de parcela. A baixa deve cair no período da última parcela, e a saída no período do fato.

08O que é o G126?+

É o registro dos demais valores de crédito de ICMS do ativo que não foram escriturados em períodos anteriores, quando a legislação permitir. Se a sua UF permite e se a sua empresa o usa é decisão da sua empresa.

09O cadastro de imobilizado do SAP alimenta o G125 sem retrabalho?+

Depende da solução que monta o arquivo e do quanto o cadastro guarda de informação fiscal por bem e por componente. O Guia define o conteúdo do arquivo, e como o sistema chega a ele fica por conta de cada implantação. A resposta do seu ambiente sai da conferência bem a bem.

10De que depende o custo de provar o CIAP?+

Não há valor oficial nem preço público. O esforço cresce com o número de bens em apropriação, a idade da base e a quantidade de componentes e baixas. A DFSpro só propõe depois de ver uma amostra de bens e o arquivo da última competência.

11Quanto tempo leva até o CIAP ficar provado?+

Prazo sem amostra seria palpite. O tempo depende da qualidade do cadastro do bem e do histórico de parcelas. Só assumimos prazo depois de seguir alguns bens do documento de entrada até a última parcela.

12Quem decide se um componente do bem gera crédito?+

A empresa titular do bem, com a orientação da Secretaria de Fazenda estadual. O papel da DFSpro é deixar o sistema registrar a decisão e mostrar, no arquivo, que ela foi seguida.

Próximos passos

Leve uma amostra de bens do ativo e a gente segue cada um até a última parcela

A conversa começa por alguns bens reais: o documento de entrada, a conta contábil, as parcelas apropriadas e o que o último arquivo mostrou. Também ajuda trazer um caso de venda ou baixa.

Leia também: CIAP e ativo imobilizado, obrigações acessórias no SAP, apuração de impostos e Bloco H no SAP.