Pular para o conteúdo
Especialidade · Fiscal na migração para a nuvem da SAP

O fiscal está no escopo do seu RISE ou GROW with SAP?

RISE e GROW mudam o modelo de nuvem, a operação e o ritmo de atualização. A regra fiscal brasileira continua a mesma, e alguém precisa provar que o sistema novo a cumpre.

A decisão tributária é da sua empresa. O nosso papel é desenhar, configurar e provar o comportamento do fiscal no SAP ao longo da migração.

Índice

Vá direto ao trecho que o seu papel precisa ler

Quatro entradas para o mesmo assunto: cada papel enxerga um trecho diferente do fiscal no RISE e no GROW.

01Fiscal e tributário

O que fica com a empresa e como a localização Brasil aparece em cada oferta.

Ver o trecho do papel

02TI e arquitetura

Modelo de extensão, clean core e o destino do código fiscal próprio.

Ver o trecho do papel

03Contabilidade e controladoria

A janela de atualização e a prova fiscal de cada release.

Ver o trecho do papel

04Diretoria e comitê

As perguntas para o integrador e para a SAP antes de fechar o escopo.

Ver o trecho do papel
Atalhos do fiscal no RISE e no GROW
A resposta curta

O que muda no fiscal ao ir para RISE with SAP ou GROW with SAP

A resposta direta

Mudam o modelo de nuvem, o jeito de estender o sistema e o ritmo de atualização. Não muda a obrigação fiscal, nem quem responde por ela.

O que muda

Onde o sistema roda e quem o opera. Quais extensões são permitidas. Quando chega cada atualização da SAP e como o fiscal se prepara para ela.

O que não muda

A lei, a tese tributária, o enquadramento de cada operação, a guarda dos livros e a responsabilidade de entregar as obrigações no prazo.

O que precisa de dono

Cada regra fiscal do sistema atual, cada extensão que toca imposto e cada documento eletrônico: replicar, reconfigurar ou descontinuar.

Este é o ponto de vista do fiscal. O trabalho de migração tem páginas próprias: migração ECC para S/4HANA, fiscal no cutover do S/4HANA e clean core fiscal.

As duas ofertas

RISE e GROW partem de pontos diferentes, e o fiscal sente a diferença

Uma é caminho de migração para quem já tem SAP. A outra é porta de entrada na nuvem pública.

OfertaComo a SAP a descrevePara quem a SAP a indicaO que pesa no fiscal (julgamento nosso)
RISE with SAPCaminho guiado, com metodologia, orientação de especialistas e assistentes de migração, para levar o ERP em instalação própria à nuvem. O núcleo pode ser o SAP Cloud ERP ou o SAP Cloud ERP Private.Clientes SAP que migram de ECC, de S/4HANA ou de SAP ERP em ambiente próprio.O ponto de partida é o inventário do que já existe: regras, extensões e dados fiscais que precisam de decisão antes da mudança.
GROW with SAPPorta de entrada da SAP para o ERP em nuvem, construída sobre o SAP S/4HANA Cloud Public Edition, com práticas de mercado pré-configuradas e implantação padronizada com parceiros no formato GROW Fast.Empresas novas na SAP, ou em crescimento, que querem começar pela nuvem.O padrão pesa mais. Uma exigência brasileira que ele não cobre vira item de escopo, com dono e solução definidos.
Nomes que aparecem nos documentos

A SAP também usa os nomes SAP Cloud ERP (nuvem pública, gerenciada pela SAP) e SAP Cloud ERP Private (nuvem privada). Qual oferta comprar é decisão da empresa e do seu integrador. A DFSpro entra no fiscal, qualquer que seja a escolha, e a atuação é sempre a mesma: inventário, configuração, prova e acompanhamento.

Base oficial

Páginas da SAP sobre RISE with SAP, GROW with SAP e SAP Cloud ERP Private. As descrições acima são da SAP, e o que cada pacote inclui se confirma com a SAP e com o integrador.

Modelo de nuvem e de operação

A infraestrutura sai da sua mão, e a prova fiscal continua nela

O que a SAP publica sobre como cada oferta funciona e o que isso significa para quem cuida do imposto.

Nuvem gerenciada pela SAP

A SAP descreve o SAP Cloud ERP como um ERP em nuvem gerenciado por ela e o Cloud ERP Private como uma nuvem gerenciada pela SAP, em hiperescalar, data center privado ou nuvem soberana.

Ferramentas de projeto

O GROW Fast usa o SAP Central Business Configuration para implantar e manter a configuração e o SAP Cloud ALM para gerenciar o projeto, segundo a SAP.

Metodologia SAP Activate

A SAP organiza a implantação em fases: descobrir, preparar, explorar, realizar, implantar e operar. A análise fit-to-standard acontece na fase de explorar.

Assistentes de migração

No RISE, a SAP cita assistentes para análise do sistema, código próprio, dados, configuração, testes e rollout, com localização automatizada na comparação de modelos.

O que isso muda para o fiscal é a divisão de trabalho. A infraestrutura e parte do ciclo de vida do software passam para a SAP. A regra fiscal, os dados e a prova de que o resultado está certo continuam na empresa e em quem a implanta.

Julgamento nosso

Quanto de cada tarefa a SAP executa depende da oferta e do contrato de cada empresa. A DFSpro não descreve esse contrato. O fiscal precisa ler o escopo fechado e perguntar onde ele cita parametrização e teste fiscal por nome, inclusive quem é o responsável pela aceitação.

Base oficial

SAP.com: páginas de RISE with SAP, GROW, SAP Cloud ERP Private e SAP Activate.

Assistentes de migração da SAP

As ferramentas da SAP aceleram o levantamento, e o fiscal confere o resultado

Quatro dos assistentes que a SAP cita para o RISE e o que cada um pede do fiscal.

Assistente da SAPO que a SAP diz que ele fazO que o fiscal confere
Análise do sistemaConstrói uma linha de base do sistema do cliente, como ponto de partida claro.Se a linha de base enxerga as regras fiscais que a empresa realmente usa, e não só as que estão configuradas.
Código próprioModerniza o código próprio para reduzir dívida técnica e permitir um núcleo limpo.Se o código que calcula ou ajusta imposto foi tratado com teste de resultado, e não só com correção de sintaxe.
TesteAutomatiza escopo, dados e execução dos testes.Se o escopo automático inclui os cenários fiscais críticos e se a massa tem os casos de borda.
RolloutGerencia implantações globais, com comparação de modelos e localização automatizada.Se a comparação com o modelo-padrão considerou a exigência brasileira de cada unidade.
Julgamento nosso

A ferramenta acelera o levantamento, mas não conhece a tese tributária nem a regra de cada operação da empresa. O que ela sugere é candidato a decisão, e quem decide continua sendo uma pessoa da empresa.

Base oficial

Página da SAP sobre RISE with SAP, seção de aceleradores de migração e modernização.

Quatro pontos de partida

O esforço fiscal muda conforme o ponto de partida

A mesma oferta pede trabalhos diferentes, dependendo do que a empresa já tem.

ECC com muito código próprio

O fiscal mais antigo costuma ter mais exits, campos Z e relatórios próprios. O trabalho dominante é inventariar, decidir e reescrever no modelo permitido, com teste de cada regra.

S/4HANA já em operação

A empresa já convive com o modelo de dados novo, mas ainda pode ter extensões em níveis C e D. O trabalho é classificar cada uma e levar a regra ao nível limpo.

Empresa nova no SAP

Sem legado, o fiscal nasce no padrão. O risco muda: o que a operação brasileira exige e o padrão não cobre precisa entrar no escopo desde o início, com dono e solução.

Várias empresas e países

Um modelo-padrão precisa conviver com exigências locais. O rollout compara o modelo com cada unidade, e o fiscal brasileiro precisa estar nessa comparação.

As quatro situações pedem o mesmo método: inventário, decisão registrada, configuração no modelo permitido e prova. O que muda é onde está o esforço e quanto do fiscal já existe para ser levado. Para replicar o padrão em novas unidades, veja rollout fiscal no SAP.

Escopo de atendimento

A DFSpro faz implementação de SAP, inclusive para empresas que ainda não têm SAP, além de migração, rollout e governança fiscal.

Padrão da SAP e responsabilidade do cliente

O que é padrão da SAP e o que continua com o cliente e a implantadora

Seis temas do fiscal, lidos lado a lado: o que a SAP publica e o que a empresa e o integrador ainda precisam fazer.

Tema fiscalO que a SAP publicaO que fica com o cliente e com a implantadora
Localização BrasilVersões de localização com campos de nota fiscal, esquemas de cálculo e novidades por release, documentadas no SAP Help Portal.Confirmar, no escopo fechado, o que a localização cobre para as suas operações e quem cobre o resto.
Documentos eletrônicosNa Public Edition, o SAP Document and Reporting Compliance, outbound invoicing option for Brazil, é o único sistema de mensageria disponível.Habilitar a integração, cadastrar certificados e provar NF-e, CT-e e NFS-e em cada estabelecimento e município.
Cálculo de impostoNa Public Edition, o cálculo brasileiro usa motor externo, por condição de preço e integração com o SAP Integration Suite.Escolher o motor, validar o resultado contra a regra do cliente e manter a conferência a cada mudança de legislação.
Dado mestre fiscalO Business Partner (A2X) passou a ter campos brasileiros, como CNAE, CRT e regime de PIS/COFINS, segundo o release 2608.Definir o dono do dado, limpar a base e provar a carga antes da virada.
Extensões fiscaisModelos de extensão (key user, desenvolvedor e side-by-side) e níveis de clean core de A a D.Inventariar o que existe, decidir o que fica e reescrever no modelo permitido, com teste.
Tese e enquadramentoNão se aplica: a interpretação da lei não faz parte de nenhum sistema.Decidir. Tese e enquadramento fiscal de cada operação pertencem ao cliente, sem exceção.
Base oficial

SAP Help Portal (SAP Document and Reporting Compliance), SAP Community (releases 2508 e 2608 da Public Edition) e blog de especialista de produto da SAP sobre motor de cálculo externo.

Localização Brasil

A localização Brasil muda de forma conforme a oferta e a release

O que a SAP publica para o Brasil na nuvem pública e na privada.

Public Edition (base do GROW)

O blog de um especialista de produto da SAP diz que, na Public Edition, o cálculo brasileiro é feito por motor externo, ligado por condição de preço (TXSC) e pelo SAP Integration Suite. O item de escopo é o 43D.

Cloud Private Edition (RISE)

A SAP mantém documentação de novidades das localizações funcionais para o S/4HANA e para a Cloud Private Edition, com seção própria para o Brasil e itens sobre esquemas como o TAXBRA.

Release 2608 da Public Edition

A SAP informa itens de escopo novos para vários países, o Brasil entre eles. A lista por país está na nota 3720572 da SAP.

Localização como autoatendimento

Desde a release 2508, a SAP descreve a Configuration Localization Tool como disponível e cita configuração de autoatendimento para faturas de frete eletrônicas no Brasil.

Julgamento nosso

Cada oferta, cada release e cada país mudam o que está no padrão. Por isso a pergunta útil não é se o sistema tem localização Brasil, e sim quais operações, estados e documentos do seu negócio ela cobre hoje.

O comparativo entre cálculo nativo, motor externo e combinação está em cálculo de impostos e localização Brasil no SAP. A parametrização do modelo atual está em parametrização fiscal no SAP.

Base oficial

Posts da SAP Community sobre localização na Public Edition (28/08/2025 e 26/08/2026), blog de especialista de produto sobre motor de cálculo externo e documentação de novidades das localizações funcionais no SAP Help Portal.

Documentos fiscais eletrônicos

Na nuvem pública, a emissão de NF-e, CT-e e NFS-e passa por um canal único

O que a SAP documenta sobre emissão na Public Edition e o que sobra para cada empresa resolver.

AspectoO que a SAP documentaO que sobra para a empresa
Canal de mensageriaO único sistema de mensageria disponível para a Public Edition é o SAP Document and Reporting Compliance, outbound invoicing option for Brazil. Não dá para ligar um sistema de terceiros.Decidir o que acontece com a solução de emissão atual antes da migração.
Modelos cobertosNF-e (modelo 55), CT-e (modelo 57) e NFS-e de São Paulo e do Rio de Janeiro. Para as demais cidades, a SAP remete ao Partner Enablement.Mapear em quais municípios a empresa emite e quem cobre os que ficam fora.
HabilitaçãoPerfil de administrador, acordo de comunicação e token gerado pela SAP BTP, válido por 12 horas.Cuidar de certificados, acessos e acordos de comunicação, com dono definido.
Parâmetros por municípioPara as cidades fora de São Paulo e Rio de Janeiro, a SAP remete ao Partner Enablement.Cada prefeitura tem regras próprias de emissão. A tabela de parâmetros por município é entrega da DFSpro.

Quem hoje usa outra solução de emissão precisa decidir o que acontece com ela antes de migrar. O caminho de saída do GRC está em migração do GRC NF-e para o DRC, e as notas de entrada em entrada automática de NF-e, CT-e e eventos.

O que isso pede do fiscal

O que o fiscal precisa provar: que cada documento sai com o número, o XML e o evento certos em cada estabelecimento, e que a recepção funciona. Mais sobre o tema em documentos fiscais eletrônicos no SAP, NFS-e por município e NFS-e padrão nacional.

Base oficial

SAP Help Portal, documentação do SAP Document and Reporting Compliance, outbound invoicing option for Brazil.

Integrações fiscais na nuvem

Na nuvem, boa parte do fiscal passa por integrações que alguém precisa manter

Quatro pontos de conexão em que o fiscal costuma descobrir tarde que ninguém era o dono.

Motor de cálculo externo

Na Public Edition, o cálculo brasileiro depende de um motor de terceiro ligado pelo SAP Integration Suite. A integração precisa de monitoramento, e o resultado precisa de conferência contra a regra do cliente.

Canal de emissão

A comunicação com o SAP Document and Reporting Compliance passa por token gerado na SAP BTP e por acordos de comunicação. Certificado vencido ou acordo mal configurado interrompe a emissão.

Sistemas ao redor

Portal de fornecedor, WMS, TMS, e-commerce e banco conversam com o ERP por interfaces. Cada uma precisa usar API liberada, e quem a mantém precisa estar definido.

Registro e rastreio

Quando uma nota é rejeitada, alguém precisa enxergar onde parou: no ERP, no canal ou na prefeitura. O rastreio ponta a ponta é desenhado antes da virada, e não depois do primeiro erro.

O desenho das integrações fiscais, inclusive em SAP BTP, está em integração fiscal com SAP BTP, Integration Suite e API.

Base oficial

Documentação do SAP Help Portal sobre o canal de emissão e blog de um especialista de produto da SAP sobre o cálculo por motor externo.

Dado mestre fiscal

O cadastro de parceiro ganha campos fiscais, e o dono do dado continua sendo seu

Cliente, fornecedor e produto levam o imposto no sobrenome. Dado errado no cadastro vira imposto errado na nota.

O que a SAP acrescentou ao cadastro de parceiro

  • A API de Business Partner (A2X) ganhou campos fiscais brasileiros no release 2608 da Public Edition.
  • Para cliente e fornecedor: CNAE, porte da empresa, número do CRT e regime de declaração de PIS/COFINS.
  • Também contribuinte de ICMS, tipo principal de indústria e natureza jurídica.

O que continua sendo trabalho da empresa

  • Nomear o dono de cada campo fiscal do cadastro antes da carga.
  • Corrigir o que está errado na origem, em vez de levar o erro para o sistema novo.
  • Provar a carga com amostra conferida e registro de divergências.
  • Manter a regra de quem altera o dado depois da virada.

O detalhe do cadastro fiscal está em dados mestres fiscais no SAP.

Base oficial

SAP Community, post de localização do release 2608 da Public Edition, de 26/08/2026.

Extensibilidade e clean core

Na nuvem, estender o sistema tem regra, e o código fiscal próprio entra nela

Três modelos de extensão e quatro níveis de limpeza, na descrição da SAP.

Modelo de extensãoPara que serveQuem costuma fazerRelação com o núcleo
Key user (dentro do app)Campos próprios, lógica simples, ajustes de tela e relatórios, com ferramentas de baixo código.Especialista de negócio ou consultor.Acoplada ao núcleo, por APIs e pontos de extensão publicados.
Desenvolvedor (on-stack)Desenvolvimento em ABAP Cloud, como aplicativos Fiori próprios.Desenvolvedor ABAP.Acoplada ao núcleo, por APIs e pontos de extensão publicados.
Side-by-side (SAP BTP)Aplicações próprias fora do núcleo, ligadas por APIs remotas.Desenvolvedor com Java, Node.js ou ABAP.Fraca: o núcleo fica intacto.

Para o código próprio que já existe, a SAP classifica as extensões em quatro níveis de clean core, de A a D. A classificação e o plano de limpeza estão em clean core fiscal no S/4HANA.

O que isso pede do fiscal

Extensão fiscal costuma morar em pontos que o modelo novo restringe: ajuste de campos da nota, regra de cálculo, relatório de apuração. O trabalho do fiscal aqui é listar cada uma e dizer o que ela faz, para que o time técnico decida onde ela passa a morar. O tema a fundo está em clean core fiscal no S/4HANA.

Base oficial

SAP Community, posts de especialistas de produto da SAP sobre extensibilidade na Public Edition (15/08/2024) e sobre os níveis de clean core (25/08/2025).

O destino de cada extensão fiscal

O que perguntar a cada tipo de extensão fiscal

Inventário antes de escolher o modelo: sem ele, a extensão migra por inércia ou some sem aviso.

Campo próprio na nota fiscal

Existe um campo no cadastro ou na nota que o fiscal usa para algum cálculo ou relatório? Ele tem dono, e a extensão de campo do modelo novo o suporta?

Regra de cálculo escrita em código

Alguma regra de imposto vive em código próprio? A parametrização padrão ou o motor externo cobre a regra, ou ela continua pedindo extensão?

Relatório próprio de apuração

Quem usa o relatório? A auditoria ainda o pede? De qual fonte de dados ele passa a ler no modelo novo?

Interface com sistema externo

Prefeitura, motor de cálculo, banco ou portal: quem mantém a interface, e ela usa API liberada ou depende de acesso direto ao banco?

Formulário e impressão

O leiaute impresso da nota ou do documento auxiliar tem exigência legal? Quem o mantém no modelo novo?

Tela e fluxo de aprovação

O fluxo de aprovação fiscal depende de alguma tela customizada? Ele pode virar configuração, e não código?

Julgamento nosso

Cada linha termina com uma de três decisões: replicar, reconfigurar ou descontinuar. Quem decide é a empresa, e o registro com dono e data é o que a auditoria vai ler depois. O desenvolvimento é detalhado em ABAP e customização fiscal no SAP e integração fiscal com SAP BTP e API.

A janela de atualização

A SAP atualiza o sistema no calendário dela, e o fiscal precisa estar pronto

Em nuvem, a atualização deixa de ser projeto da empresa e vira rotina com data marcada.

Public Edition (base do GROW)

Duas atualizações maiores por ano, em fevereiro e agosto, com numeração por ano e mês: o release 2608, por exemplo, é de agosto de 2026. Entre elas, pacotes de correção a cada duas semanas.

Cloud Private Edition (RISE)

Ciclo de release de dois anos, com inovações liberadas a cada seis meses. Cada release recebe manutenção por sete anos, segundo a SAP.

O que a SAP descreve para a nuvem pública, ponto a ponto

PontoO que a SAP descreveO que isso pede do fiscal (julgamento nosso)
Aviso prévioA SAP avisa o contato de TI e publica evento cerca de seis semanas antes da atualização maior do ambiente de teste.Um nome do fiscal na lista de quem recebe o aviso, para o calendário não depender só da TI.
RegressãoA atualização leva de duas a quatro semanas entre o ambiente de teste e a produção, para o cliente testar antes de a produção ser atualizada.O teste fiscal cabe nessa janela, e por isso os cenários e a massa precisam estar prontos antes do aviso.
Correções quinzenaisEm fins de semana de manutenção, uma correção traz só ajustes e a seguinte traz também novidades.Quem acompanha o impacto fiscal das novidades que entram sem projeto.
TransportesSó é possível importar do release N para N ou N+1. Transporte antigo precisa ser recriado.Ajuste fiscal feito em desenvolvimento precisa chegar à produção no prazo, ou será refeito.
Fase de disponibilidadeNa semana da atualização, o sistema fica acessível, mas há limites: sem importação de transporte e sem migração de dados na produção.Virada ou carga fiscal na mesma semana de uma atualização exige plano, e não improviso.
Testes fiscais a cada release

Cada atualização da SAP pede um teste fiscal de regressão

Seis passos que repetem a cada release, com a evidência guardada.

  1. 01

    Lista de cenários fiscais

    Os cenários que a empresa não pode errar: emissão por estabelecimento, retorno, devolução, entrada, apuração do mês e escrituração.

  2. 02

    Massa de dados

    Documentos reais, mascarados quando preciso, com os casos de borda: substituição tributária, benefício, exportação, nota complementar.

  3. 03

    Regressão logo após a atualização

    Assim que o ambiente de teste é atualizado, os cenários rodam de novo, e cada diferença ganha causa e dono.

  4. 04

    Conferência dos documentos

    Número, XML, evento e retorno do canal de emissão, em cada tipo de documento e em cada estabelecimento.

  5. 05

    Conferência da apuração

    O saldo do mês bate com o do release anterior? Livros e contabilização contam a mesma história?

  6. 06

    Decisão de liberar

    A produção só é atualizada depois de a evidência existir. Quem decide a liberação é quem responde pelo fiscal na empresa.

O desenho dos cenários e da massa está em testes fiscais no SAP.

Dois calendários, um plano

O calendário fiscal e o calendário da SAP precisam estar na mesma folha

Cinco eventos em que as duas agendas se encontram.

EventoDo lado do fiscalDo lado da SAP na nuvem públicaPergunta para o plano
Fechamento do mêsA apuração e a conciliação do mês dependem de dados completos.Correções quinzenais podem cair em qualquer fim de semana.Alguma correção ou atualização cai nos dias de fechamento?
Entrega de obrigaçõesCada obrigação tem prazo de norma e base de dados própria.Atualização maior em fevereiro e agosto, com regressão de duas a quatro semanas.A janela de regressão se sobrepõe a algum prazo importante?
Mudança de legislaçãoUma norma nova pede ajuste de regra e de leiaute.A SAP afirma que a plataforma entrega atualizações regulatórias no calendário dela.Quem confere que o ajuste da SAP atende à norma da sua operação?
Virada ou cargaSaldos, numeração e pendências precisam de conferência.Na semana de atualização há limites para importar transporte e migrar dados.A carga fiscal coincide com a semana de uma atualização?
AuditoriaPede evidência de cada período.Cada release traz novidades e mudanças que a SAP lista na documentação do release.A evidência de cada release está guardada com data e dono?
Julgamento nosso

As duas agendas, a fiscal e a da SAP, precisam estar no mesmo calendário, com um dono. Quem olha só uma delas descobre a outra no meio de um fechamento.

Escopo e análise fit-to-standard

O fiscal entra na fase de explorar, quando as lacunas ainda são baratas

As fases do SAP Activate e o que o fiscal precisa ter pronto para cada uma.

Descobrir e preparar

Escopo e plano. O fiscal precisa estar na lista de participantes desde aqui, e não só na fase de testes.

Explorar

Análise fit-to-standard: o processo pré-configurado é comparado com o da empresa, as lacunas aparecem e as extensões necessárias são decididas.

Realizar

Iterações de configuração, dados e testes. O comportamento fiscal esperado precisa estar escrito antes do teste.

Implantar e operar

Testes finais, virada e adoção. Depois, o fiscal acompanha o primeiro fechamento e cada atualização.

O que o fiscal leva para a análise fit-to-standard

  • A lista de operações, estados, tipos de documento e regimes de cada estabelecimento, com volume aproximado.
  • Os cenários em que a regra da empresa difere do que o padrão assume, com a base legal de cada um.
  • As extensões fiscais atuais, com dono e uso recente.
  • As obrigações acessórias do primeiro período e as datas de cada uma.
  • O que a auditoria pede como evidência.
Julgamento nosso

Quando o fiscal só aparece na fase de testes, as lacunas já foram decididas sem ele. Cada lacuna fiscal aceita sem registro volta como diferença de apuração.

Base oficial

Página da SAP sobre a metodologia SAP Activate.

Seis riscos mais comuns

O fiscal costuma perder em seis pontos, e todos nascem no escopo

Riscos de projeto que a nuvem não elimina, e que o fiscal consegue antecipar.

Escopo sem o fiscal por nome

O contrato fala em localização Brasil, mas não diz quem parametriza, testa e prova o fiscal. O que ninguém assumiu vira defeito no primeiro fechamento.

Lacuna de padrão aceita sem registro

Uma operação que o padrão não cobre é aceita na reunião, sem dono. Meses depois, ninguém lembra por quê.

Extensão migrada sem teste

O código fiscal próprio é reescrito para o modelo novo e testado só como tela. A diferença de imposto aparece na apuração.

Atualização no mês errado

A atualização da SAP cai na semana de entrega de uma obrigação e ninguém tinha plano de contorno para a emissão.

Município fora do canal padrão

A empresa emite NFS-e em cidades que o canal padrão não cobre, e a interface alternativa não entrou no escopo.

Responsabilidade presumida

Cada parte acha que a outra cuida do fiscal. O resultado só aparece quando o primeiro fechamento tem diferença.

Julgamento nosso

Todos os seis são riscos de escopo e de dono. Nenhum depende do produto da SAP, e todos se resolvem antes da virada, com decisão registrada, dono nomeado e evidência arquivada para a auditoria.

Quem decide e quem prova

Quem decide, quem entrega e quem prova

O projeto escorrega quando duas partes supõem que a outra cuida do fiscal.

PapelO que decideO que entrega
Comitê do projetoSe uma virada ou atualização segue com pendência fiscal em aberto, e quem assume o risco.Datas de projeto que respeitam as datas fiscais.
Fiscal e tributário da empresaA tese, o enquadramento das operações e qual dado prevalece em caso de divergência.O resultado esperado de cada cenário e o aceite do que foi provado.
Contabilidade e controladoriaQual diferença a conciliação tolera e quais saldos de abertura valem.Saldos de abertura conferidos e conciliação do primeiro período.
TI da empresaAcesso, ambientes, certificados e guarda do histórico.Ambientes de teste e inventário de extensões.
Integrador ou implantadoraO desenho técnico da implantação e o cronograma.Configuração, carga e extensões no modelo permitido.
DFSproComo o fiscal será provado e quando se considera pronto.Inventário fiscal, cenários, regressão a cada release e acompanhamento do primeiro fechamento.
Perguntas antes de fechar o escopo

Três mesas e quinze perguntas antes de fechar o escopo

Cada mesa cobre um pedaço do risco, e respostas diferentes à mesma pergunta mostram onde falta alinhamento.

Ao integrador

  • Onde o escopo cita parametrização e teste fiscal por nome?
  • Quem prova NF-e, CT-e e NFS-e em cada estabelecimento?
  • Qual modelo de extensão cobre cada extensão fiscal atual?
  • Como o plano trata a atualização semestral da SAP?
  • Que apoio existe depois do go-live para o fiscal?

À SAP e ao parceiro de nuvem

  • Quais itens de escopo de localização Brasil valem para a minha oferta e release?
  • Como emitir NFS-e nas cidades fora do canal padrão?
  • Que motor de cálculo a minha oferta aceita?
  • Qual é o calendário de atualização do meu ambiente?
  • Que avisos e janelas de manutenção eu recebo?

Ao time interno

  • Quem representa o fiscal nas decisões do projeto?
  • Quem responde pelo cadastro fiscal de cliente, fornecedor e produto?
  • Que cenários o fiscal não pode errar?
  • Que obrigações vencem no mês da virada?
  • Que evidência a auditoria vai pedir?
Como a DFSpro atua

Do inventário fiscal à regressão a cada release

Quatro frentes que levam o fiscal ao sistema novo e o mantêm provado a cada release.

  1. 01

    Inventário fiscal

    Regras, extensões, dados e documentos do sistema atual são mapeados com a sua equipe, e cada item recebe uma decisão registrada.

  2. 02

    Desenho e configuração

    O comportamento fiscal esperado é escrito, e a parametrização e as extensões são construídas no modelo permitido pela oferta escolhida.

  3. 03

    Prova

    Os cenários que a empresa escolheu rodam com evidência, do documento à guia, no ambiente de teste e na produção.

  4. 04

    Regressão e governança

    A cada atualização da SAP, o teste fiscal se repete, e a governança do fiscal acompanha as mudanças de regra.

Onde acaba o nosso trabalho

A DFSpro não decide a oferta, não interpreta a lei pelo cliente e não substitui o integrador. O modelo de trabalho com o seu time está em como trabalhamos com o seu time.

Antes e depois

O Diagnóstico Fiscal SAP serve de ponto de partida quando o escopo ainda está nebuloso. Depois da virada, a rotina passa para o AMS Fiscal Consultivo de Governança.

Se o seu ambiente roda o GUEPARDO Tax (produto da NTT DATA), ele entra no inventário. Como Canal Autorizado da NTT DATA, a DFSpro comercializa a licença do produto, o implanta e responde pela governança dele.

Limite do nosso papel

O que a DFSpro prova e o que a empresa decide

O nosso trabalho termina onde começa a decisão tributária, que é sempre do cliente.

Limite do nosso papel

Entramos no fiscal da migração para a nuvem: desenhamos, configuramos e provamos. Escolher a oferta, definir a estratégia do projeto e tratar a tese tributária cabe à empresa e ao integrador.

A DFSpro prova

  • Que a parametrização e as extensões fiscais produzem o resultado combinado.
  • Que cada documento eletrônico sai e é recebido corretamente.
  • Que o teste fiscal se repete a cada atualização, com evidência.

A empresa decide

  • O raciocínio tributário por trás de cada operação.
  • Qual oferta contratar e com qual integrador.
  • Seguir ou não com pendência aberta na virada ou na atualização, e quem assume esse risco.
  • Que diferença é aceitável no primeiro fechamento.
Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre o fiscal no RISE e no GROW with SAP

Entender RISE e GROW no fiscal6 perguntas, 01 a 06

01A regra fiscal brasileira muda quando a empresa vai para a nuvem da SAP?+

Não. A regra é a da lei. Muda o modelo de nuvem, o jeito de estender o sistema, onde a regra é implementada e o ritmo de atualização. A responsabilidade por tese, dados e entrega das obrigações continua sendo da empresa.

02A localização Brasil já vem pronta na nuvem?+

Depende da oferta, do release e do escopo contratado. A SAP documenta, por exemplo, que na nuvem pública a emissão de NF-e, CT-e e NFS-e usa um canal único, e que o cálculo usa motor externo. O que cobre as suas operações se confirma no escopo.

03Qual a diferença entre RISE e GROW para o fiscal?+

No RISE, a empresa já tem SAP e o trabalho parte do inventário do que existe. No GROW, a empresa entra pelo padrão da nuvem pública, e o que a operação brasileira exige e o padrão não cobre vira item de escopo. Em ambos, a prova fiscal é indispensável, porque a obrigação não depende da escolha tecnológica.

04A DFSpro atende empresa que ainda não tem SAP?+

Sim, a DFSpro faz implementação de SAP. Também migra, faz rollout e governança. Em um projeto novo, o desenho do fiscal entra desde o início, para que a lacuna do padrão seja decidida cedo.

05Preciso refazer a parametrização fiscal ao migrar?+

Em geral é preciso revisar. Quem converte o sistema leva a parametrização existente, que precisa de decisão regra a regra. Quem parte de um padrão novo desenha o fiscal no padrão. Nos dois casos, cada decisão fica registrada, com um responsável.

06A reforma tributária muda algo para o fiscal na nuvem?+

O calendário e as regras de CBS e IBS seguem a legislação. Na nuvem, o que importa é que as atualizações chegam no calendário da SAP, e o teste fiscal precisa acompanhá-las a cada release.

Operar na nuvem6 perguntas, 07 a 12

07Minhas extensões fiscais atuais continuam funcionando?+

Só as que o modelo permitido suporta. O primeiro passo é inventariar cada extensão e dizer o que ela faz. O time técnico decide se ela vira configuração, extensão de key user, ABAP Cloud ou aplicação em BTP. A empresa decide se a regra continua existindo.

08O que muda na janela de atualização?+

Na nuvem pública, a SAP atualiza o sistema duas vezes por ano e aplica correções a cada duas semanas. A empresa precisa de plano de regressão fiscal para cada release e de calendário que evite o mês de entrega das obrigações.

09Quem testa o fiscal depois de cada atualização?+

A empresa responde pelo teste e pela aceitação. O time fiscal define os cenários, e a consultoria ou o integrador pode executar e registrar a evidência. A produção só deve ser atualizada depois de a regressão fiscal ser conferida.

10O fiscal precisa se preocupar com os assistentes de migração da SAP?+

Precisa conferir o resultado deles. A SAP cita assistentes para análise de sistema, código próprio, testes e rollout, e eles aceleram o levantamento. Mas nenhum conhece a tese tributária da empresa, então o que sugerem é candidato a decisão, e a validação é sempre humana, feita por quem conhece a operação e a regra.

11A nuvem pública aceita qualquer motor de cálculo de imposto?+

A SAP descreve a integração com motor externo por um mecanismo próprio, e um especialista de produto da SAP respondeu, em comentário na SAP Community de outubro de 2024, que procedimentos de cálculo criados pelo cliente não valem na nuvem pública. A resposta atual se confirma com a SAP e com o fornecedor do motor.

12E se uma atualização afetar a emissão de notas?+

O plano de contorno é escrito antes: quem decide a pausa, como a operação urgente segue e quem libera a volta. Por isso o teste de regressão acontece no ambiente de teste, antes de a produção ser atualizada.

Contratar e começar8 perguntas, 13 a 20

13Já tenho integrador. Ainda preciso da DFSpro?+

Depende do que o escopo dele diz. Há escopos em que o fiscal é tratado só como customização genérica. Vale conferir se parametrização e teste fiscal estão nomeados e quem responde pelo primeiro fechamento. A DFSpro reforça o fiscal e não substitui o integrador.

14A DFSpro decide se vale ir para RISE ou GROW?+

Não. A escolha da oferta é da empresa e do seu integrador. A DFSpro mostra o que muda no fiscal em cada caminho e prova o comportamento do sistema, mas a decisão tributária e a decisão de compra são do cliente.

15O que levar para a primeira conversa?+

O escopo ou a proposta do integrador, a lista de estabelecimentos e tipos de documento, o inventário de extensões fiscais, se existir, e o calendário fiscal do período da virada. Com isso a conversa trata do seu cenário, e não do genérico.

16Preciso do GUEPARDO Tax para esse trabalho?+

Não. O trabalho serve a qualquer ambiente SAP. Quem usa o GUEPARDO Tax, produto da NTT DATA, tem a integração incluída no inventário. Licença, implantação e governança do produto também podem ser feitas pela DFSpro, Canal Autorizado.

17Como é definido o escopo do trabalho fiscal?+

Pelo número de estabelecimentos, tipos de documento, extensões fiscais e releases que precisam ser provados. Preço e prazo se tratam em conversa direta, depois que o cenário é entendido.

18Quanto tempo antes da virada o fiscal precisa entrar?+

Desde a fase de explorar, quando as lacunas do padrão são decididas. Entrar na fase de testes é tarde: as decisões de escopo, de extensão e de dado já foram tomadas sem o fiscal, e cada uma volta como diferença de apuração.

19A DFSpro continua depois da virada?+

Pode continuar. O teste fiscal de regressão a cada release e a governança das regras fiscais seguem como rotina, por meio do AMS Fiscal Consultivo. A empresa decide se contrata essa continuidade ou se assume a rotina com o próprio time, conforme a capacidade e a preferência da área fiscal.

20Posso começar só por um diagnóstico?+

Pode. O diagnóstico mostra onde o fiscal está sem dono e o que precisa entrar no escopo antes da decisão. Ele é uma entrada independente, e a empresa decide o que fazer com o resultado.

Próximos passos

Leve o escopo do seu RISE ou GROW e aponte o que o fiscal ainda não cobre

Em conversa direta, vemos o escopo, as extensões fiscais e as datas da virada. Preço e prazo dependem do que for entendido ali.

Para aprofundar antes: migração ECC para S/4HANA e cálculo de impostos e localização Brasil.