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Fóruns / Dúvidas do curso: Reforma Tributária do consumo: IBS, CBS e Imposto Seletivo, com ênfase no SAP

A emenda constitucional define princípios e a lei complementar define regras: onde termina um e começa o outro na prática do projeto?

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Boa tarde, colegas do fiscal. Peço desculpa se a dúvida for básica, sou consultor de vendas e cheguei há pouco. No projeto o time cita a Constituição para justificar uma regra de configuração que, pelo que entendi, está descrita em outro texto, uma lei complementar.

Isso vale na prática? A dica é, pois é, evitar justificativa com a fonte errada. Como saber, na hora de configurar, qual nível de norma sustenta a regra?


Atualização:

Entendi. O princípio orienta a leitura e o texto detalhado sustenta a configuração. Apliquei o teste da frase e duas justificativas do projeto não passaram. Pergunta de seguimento: devo avisar o fiscal ou resolver com o time de configuração?

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Fechando o tema:

  • O princípio guia a leitura. Quem sustenta o campo configurado é o texto que descreve a regra por inteiro.
  • Antes de aceitar a justificativa, resuma a regra numa frase e veja se o dispositivo citado a contém.
  • Auditoria refaz o caminho porque o requisito traz a norma e o chamado traz o requisito.
  • Dúvida de leitura passa pelo fiscal e pelo tributário da empresa antes de alguém mexer na configuração.

Para o time se localizar entre os níveis de norma, veja o panorama em legislação fiscal aplicada ao SAP.

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No nosso caso, viu, resolvemos avisando o fiscal primeiro. Ele confirma o dispositivo que sustenta e só depois o time mexe na configuração. Se mexer antes, o chamado já nasce com justificativa duvidosa e o retrabalho é certo.

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Bem, minha dica é discordar de um ponto: o princípio também importa na prática. Ele serve para decidir quando o texto detalhado deixa dúvida, e é aí que se retorna a ele.

Eu não trataria o princípio como inútil na configuração. Só diria que ele não basta para configurar. Para decisões de interpretação, o fiscal e o tributário da empresa dizem como ler o conjunto, e o projeto registra a decisão com data e nome.

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O cuidado é de rastreabilidade: o requisito precisa carregar o nome da norma e o dispositivo, e o chamado de configuração precisa carregar o requisito. Quando um auditor pergunta de onde veio o campo, o caminho se refaz em três cliques.

Sem essa cadeia, a equipe fica na memória de quem participou da reunião. Para o desenvolvedor, ter o dispositivo no cabeçalho da especificação evita a pergunta “de onde saiu isso?” no teste.

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Com a mão na massa, o teste que eu uso:

  1. Escreva a regra de configuração em uma frase.
  2. Procure no dispositivo citado as palavras que sustentam essa frase.
  3. Se não achar, a fonte é genérica ou é a errada.
  4. Volte ao requisito e peça outro dispositivo.

Fica rápido depois da primeira vez e evita retrabalho no teste.

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Como todo mundo sabe, é preciso distinguir o que a norma enuncia do que ela detalha. Um texto que só declara um princípio não diz qual campo preencher nem qual regra aplicar.

Em configuração, a justificativa deve apontar para o texto que descreve a regra com detalhe suficiente para ser implementada. Se o dispositivo citado é genérico demais para dizer o que configurar, procure outro texto que o detalhe antes de implementar.

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