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Fóruns / Dúvidas do curso: Workshop do checklist de 41 itens: prontidão fiscal no SAP

O checklist tem 41 itens. Como decidir que um item não se aplica à minha empresa sem criar um ponto cego?

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Moderado por Emanuel Kaufman. As três primeiras mensagens de cada pessoa passam por revisão e respondemos em até 1 dia útil.

Aqui se discute o comportamento do sistema. Decisão tributária é sempre da sua empresa, e ninguém neste fórum dá parecer.

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Para situar vocês: estamos aplicando o checklist de 41 itens, e o time quer marcar como 'não se aplica' tudo o que parece distante da nossa operação. Agora, ano passado, um item que parecia distante virou problema no fechamento. Temo que a decisão de pular fique sem registro e sem dono. Como decidir que um item realmente não se aplica, sem criar um ponto cego?


Atualização:

Obrigado, ficou claro. Vamos adotar três estados, aplica, não aplica e não verificado, com motivo, dono e revisão a cada semestre, e um segundo nome que confere uma amostra dos descartados. Pergunta de seguimento: qual o tamanho razoável dessa amostra? Se descartamos 12 itens, conferimos todos ou só alguns, e como escolher quais?

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Um item só sai do checklist com motivo escrito e um fato que o sustenta.

  1. Use três estados: aplica, não aplica e não verificado. Sem fato, o item fica como não verificado.
  2. Cada descarte tem dono, data de revisão e um gatilho que o reabre quando a operação muda.
  3. Um segundo nome, de fora do time, confere os descartados: todos até 15 itens; acima disso, os de maior risco e alguns sorteados.

Um ponto cego nasce do descarte sem registro, não do descarte em si. Para medir onde a empresa está em cada item, veja avaliação de prontidão fiscal.

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Respondendo ao Pedro, do que vivi: no rollout, viu, a regra foi esta.

  1. Até 15 itens descartados, confira todos; dá meia hora.
  2. Acima disso, confira primeiro os de maior risco, os que tocam dado enviado ao Fisco ou valor de imposto.
  3. Sorteie alguns dos restantes, para o time saber que qualquer um pode ser conferido.

A amostra serve menos para achar erro e mais para manter o critério honesto.

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Discordo de aceitar o descarte só pela palavra do dono do item. E aí, puxando o fio: quem descarta é quase sempre quem tem interesse em encerrar a lista. Eu separo quem decide de quem confere: a decisão é do responsável pela área, mas um segundo nome, de fora do time, confere o motivo de uma amostra dos descartados. Sobre o produto: a descrição que consultamos diz que ele não substitui governança, então 'o produto já cobre' não serve de motivo de descarte sem confirmar com a NTT ou testar no ambiente.

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Para quem está começando, sugiro uma planilha de cinco colunas: item, situação (aplica, não aplica, não verificado), motivo, quem decidiu e quando revisar. Batendo o olho, qualquer pessoa vê quantos itens estão 'não verificados' e há quanto tempo. Se mais de um terço do checklist cair em 'não se aplica' logo na primeira rodada, desconfie: costuma ser pressa, e não a realidade da operação.

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Complemento: todo 'não se aplica' tem dono e data de revisão. Ao pé da letra, pois é, a decisão vale até o dia em que a operação muda: nova filial, novo produto, novo tipo de cliente. Combine uma data, por exemplo no início de cada semestre, e um gatilho: qualquer mudança de operação reabre os itens descartados que tocam o assunto. Sem isso a justificativa envelhece e ninguém percebe.

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Trate 'não se aplica' como decisão que precisa de prova, não como opção de preenchimento. Veja, em outras palavras: para cada item descartado, escreva uma frase com o motivo e um fato que o sustenta, por exemplo 'não operamos com exportação, confirmado pela lista de CFOP emitidos no trimestre'. Se não existe fato para citar, o item fica como 'não verificado', e não como 'não se aplica'. Esse segundo estado impede que a dúvida vire certeza só porque ninguém quis olhar.

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