Pular para o conteúdo

Fóruns / Workshop de Reforma Tributária no SAP: dúvidas e troca de ideias

A tabela de códigos é pública. Por que ainda é difícil escolher o código certo na operação real?

Como funciona este fórum

Moderado por Emanuel Kaufman. As três primeiras mensagens de cada pessoa passam por revisão e respondemos em até 1 dia útil.

Aqui se discute o comportamento do sistema. Decisão tributária é sempre da sua empresa, e ninguém neste fórum dá parecer.

Tudo o que você publicar é público e pode ser usado por terceiros, inclusive por sistemas de IA. Não publique dado de cliente, nome de empresa nem tela do produto.

Esta pergunta foi sinalizada

Sei que deve ser básico, porém: vou ao workshop de IBS e CBS nos documentos e a diretoria me pediu uma explicação. O argumento deles é que a tabela de códigos é pública, então escolher o código seria só achar a linha. Trabalho há 15 anos com fiscal e hoje estou numa migração de outro ERP para SAP, e o que vejo na operação é diferente:

  1. o mesmo produto sai com tratamentos diferentes conforme o cliente e a operação;
  2. o dado do produto nem sempre diz a que linha da tabela ele pertence;
  3. cada exceção vira um caso novo.

Pensando bem, tá, talvez eu esteja misturando duas dificuldades. Onde mora a dificuldade de verdade?


Atualização:

Obrigada. Levo ao workshop a ideia de dicionário e tradução, e a separação entre dado e interpretação que o André trouxe. Vou propor também a lista das operações mais frequentes, como o Túlio faz. Uma dúvida de seguimento: quando a empresa e o fornecedor discordam do código, quem registra a decisão e onde?

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

A tabela pública resolve a leitura dos códigos, não a escolha na operação.

  1. Dado: produto, cliente e operação precisam estar cadastrados de modo que a regra ache o código. A descrição do produto que consultamos diz que ele não corrige dado mestre ruim.
  2. Interpretação: o enquadramento da operação é decisão da empresa e fica registrado por escrito, com dono e data.
  3. Rotina: lista das operações mais frequentes já decididas, e revisão caso a caso das raras.

Para organizar os cadastros que alimentam a regra, veja dados mestres fiscais no SAP. Antes de fixar qualquer código, confirme com o tributário da empresa.

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

Vou direto: discordo de que a dificuldade seja só dado e governança. Olha, diga-se de passagem, parte dela é interpretação: duas pessoas do fiscal podem ler a mesma operação e chegar a códigos diferentes, e nenhum sistema decide isso. Vindo de serviços, aprendi que dado perfeito não elimina a dúvida de enquadramento. Por isso separo o que é dado, que o sistema pode validar, do que é interpretação, que a empresa decide por escrito. O manual que consultei diz que decisão de enquadramento, alíquota, redução e aproveitamento de crédito é do cliente.

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

Bom dia a todos. Agora, no meu time, o que funcionou foi uma lista curta das dez operações que mais saem, cada uma com o código decidido e o motivo. As operações raras ficam fora da lista e viram consulta caso a caso. Assim o analista não escolhe código do zero toda hora, e o gestor vê onde a decisão ainda está em aberto. Não é regra do sistema, é organização de trabalho.

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

Se a dúvida for repetida, desculpem, mas complemento com o que vejo na tela: operação sem regra definida para este produto. Um alerta, ó: no que vejo aqui, aviso assim costuma indicar falta do dado que liga produto e operação, e não tabela errada. A descrição do produto que li diz que ele não corrige dado mestre ruim e não substitui governança. Então a pergunta prática é qual dado falta e quem é o dono dele.

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

Dúvida pontual que virou outra abordagem. Veja, aqui na empresa a auditoria encontrou código escolhido por costume, não por regra. Em vez de revisar nota a nota, passamos a exigir que cada combinação de produto e operação tenha um dono e uma justificativa registrada com data. Código fora da combinação cadastrada sinaliza o documento para revisão. Dá trabalho no começo, mas a auditoria deixa de perguntar 'por que este código?' sem resposta. As notas de projeto que li pedem o mesmo princípio: dono por regra e dossiê com data, dono e vínculo com a regra.

Avatar
Cancelar
Melhor resposta

A dificuldade não está em ler a tabela, está em decidir a que linha a operação pertence. Olá a todos. No mês passado, ó, vi o mesmo produto sair por três caminhos porque a operação mudava: venda para revenda, venda para consumo e devolução. A tabela diz o que cada código significa; ela não diz qual é o da sua operação. Para a diretoria, o argumento é este: a tabela é o dicionário, a escolha do código é a tradução, e a tradução depende do dado do produto, do cliente e da operação.

Avatar
Cancelar

Sua resposta

Tente oferecer uma resposta substancial. Se quiser comentar sobre a pergunta ou resposta, basta utilizar a ferramenta de comentários. Lembre-se de que você sempre pode revisar suas respostas - Não há necessidade de responder à mesma pergunta duas vezes. Não esqueça de votar - Selecionar as melhores perguntas e respostas é realmente útil!

Publicações relacionadas Respostas Visualizações Atividade
5
out. 26
0
5
out. 26
0
4
out. 26
0
5
out. 26
0
5
out. 26
0