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Especialidade · Dados mestres e classificação

NCM e classificação fiscal no SAP: o cadastro que decide o imposto

No cadastro do material, a NCM enquadra a mercadoria na tabela oficial. Dela dependem o IPI, o tratamento na importação e a substituição tributária, e agora também a alíquota de IBS e CBS: padrão, reduzida ou zero.

Um código errado no material se repete em cada pedido, em cada nota e em cada arquivo do período.

Índice

Comece pelo seu papel

Um ponto de partida para cada papel.

01Fiscal e tributário

Onde a NCM decide o imposto, como a LC 214/2025 liga o benefício à classificação e o que a Receita orienta para classificar.

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02Cadastro de materiais

Onde a NCM vive no material, quem aprova código novo e como revisar o cadastro quando a tabela muda.

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03Comércio exterior e logística

A NCM na tarifa de importação, nos atributos do Portal Único, na multa por classificação incorreta e na declaração.

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04TI e integrador

NCM, CEST e GTIN na nota, as rejeições previsíveis e os pontos do SAP em que a NCM entra no cálculo.

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Links diretos
A resposta curta

Um código no cadastro, vários tributos

A resposta direta

A NCM é o código de oito dígitos gravado no cadastro do material, e é nele que o SAP, a nota fiscal e o fisco se apoiam para decidir o imposto. Ela rege IPI, importação e substituição tributária; com a reforma, também indica se o produto paga IBS e CBS na alíquota padrão, reduzida ou zero.

O que é a NCM

Nomenclatura adotada por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai desde 1995. Parte do Sistema Harmonizado (SH), mantido pela Organização Mundial das Alfândegas, e atribui um único código a cada mercadoria.

Oito dígitos, dois donos

O Sistema Harmonizado fixa os seis primeiros dígitos, por convenção internacional. O Mercosul define o sétimo e o oitavo. O cadastro do material guarda o código inteiro.

Uma tabela, várias tarifas

Somando à NCM as alíquotas do Imposto de Importação, tem-se a TEC. Somando as do IPI e os Ex tarifários, tem-se a TIPI. A classificação, nos dois casos, é a mesma.

A tabela por dentro

Da posição ao subitem: como o código se organiza

A tabela combina regras de interpretação, notas explicativas e uma lista em quatro níveis, e o código de oito dígitos é o nível final.

  1. 01

    Posição

    Os quatro primeiros dígitos agrupam mercadorias de mesma natureza, conforme o Sistema Harmonizado.

  2. 02

    Subposição

    O quinto e o sexto dígitos subdividem a posição e ainda seguem o Sistema Harmonizado.

  3. 03

    Item

    O sétimo dígito é o primeiro nível que o Mercosul define.

  4. 04

    Subitem

    O oitavo dígito completa o código. É o de 8 dígitos que o material guarda e que fixa as alíquotas.

Estrutura da tabela

O conjunto traz 6 Regras Gerais de Interpretação do SH e 2 Regras Gerais Complementares, além de notas de seção, de capítulo, de subposição e complementares. A lista de códigos cobre 21 seções e 96 capítulos, com pouco mais de 10.000 códigos.

Como consultar o código

A Receita mantém a NCM On-line dentro do Sistema Classif, que busca por código, por palavra ou pela árvore da nomenclatura. O botão IMP do mesmo sistema abre o tratamento do Imposto de Importação e do IPI.

Quando há dúvida de classificação

Quem classifica o produto é a própria empresa, aplicando as regras da nomenclatura. Se a dúvida persiste, a solução de consulta cabe à Receita Federal, mediante pedido escrito à unidade do domicílio fiscal do interessado.

Referência

Páginas da Receita Federal sobre a NCM e do Invest Export Brasil sobre o Sistema Harmonizado, a NCM e a TEC.

Regras gerais de interpretação

Seis regras que decidem em qual posição a mercadoria entra

O Sistema Harmonizado traz seis Regras Gerais de Interpretação, aplicadas em ordem. A NCM soma duas regras complementares.

01

Os títulos só indicam

Títulos de seções, capítulos e subcapítulos têm valor apenas indicativo. A classificação legal sai do texto das posições e das notas de seção e de capítulo.

02

Incompleto, desmontado, misturado

Artigo incompleto ou inacabado, com as características essenciais do completo, e artigo desmontado classificam-se como o artigo completo. Matéria misturada com outra segue lógica parecida.

03

Mais de uma posição cabível

Prevalece a posição mais específica. Se o empate persistir, vale a matéria ou o artigo que dá a característica essencial, e por último a posição que vem depois na ordem numérica.

04

O mais semelhante

O que as regras anteriores não resolvem vai para a posição dos artigos mais semelhantes, depois de comparar a mercadoria com outras parecidas.

05

Estojos e embalagens

Estojos feitos para um artigo e de uso prolongado, e embalagens do tipo normalmente usado, acompanham a mercadoria que contêm, salvo embalagem claramente reutilizável.

06

Subposições

Dentro de uma posição, valem os textos das subposições e das notas de subposição, e só se comparam subposições do mesmo nível.

Nesh, ditames e pareceres

As Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (Nesh) são a interpretação oficial do SH e explicam as regras, as notas e o alcance de cada posição. A versão atual vem da IN RFB 2.169/2023, publicada no DOU de 08/01/2024, e a consulta é feita no Sistema Classif. Os ditames do Mercosul e os pareceres da Organização Mundial das Alfândegas são de cumprimento obrigatório pela Receita e pelos demais intervenientes.

Referência

Receita Federal: Nesh, ditames de classificação do Mercosul e pareceres de classificação da OMA.

NCM, CEST, GTIN e NBS

Quatro códigos que convivem no mesmo item

O mesmo item pode carregar mais de um código de classificação, e cada um responde a uma pergunta diferente.

CódigoTamanhoO que identificaQuem defineOnde aparece
NCM8 dígitosA mercadoria, na nomenclatura do Mercosul.Mercosul e Camex, por Resolução Gecex.Campo NCM da NF-e, registro 0200 da EFD, declaração de importação.
CEST7 dígitosO bem sujeito à substituição tributária, ao lado da NCM e da descrição.Confaz, no Convênio ICMS 142/2018.Campo CEST da NF-e e registro 0200 da EFD.
GTIN8, 12, 13 ou 14 posiçõesO produto comercial, com a NCM e o CEST cadastrados.Dono da marca, no Cadastro Centralizado de GTIN.Campo cEAN da NF-e.
NBSCódigo próprioO serviço, o intangível ou a operação que varie o patrimônio.Portaria Conjunta RFB/SECEX 2.000/2018.NFS-e do padrão nacional e anexos de serviços da LC 214/2025.
A tabela em números

O tamanho da tabela que o cadastro acompanha

A tabela não é estática: o download oficial traz cada código com a data de início e o ato que o criou ou alterou.

96

capítulos

A tabela vigente vai do capítulo 01, animais vivos, ao 97, e cada capítulo reúne uma família de mercadorias.

10 mil

códigos de 8 dígitos

São os códigos que o cadastro do material guarda, pouco mais de dez mil na tabela em vigor.

13

atos de alteração

Resoluções Gecex e Camex, de 2022 a 2026, criaram ou mudaram códigos da tabela atual. A vigente em 16/10/2026 é a Resolução Gecex 926/2026, com efeitos desde 01/10/2026.

29, 84, 85

capítulos mais extensos

Química orgânica, máquinas e aparelhos mecânicos, e máquinas e materiais elétricos concentram o maior número de códigos.

Referência

Tabela NCM vigente no download oficial do Sistema Classif, em JSON, com o histórico de atos de cada código.

Onde a NCM trabalha hoje

Seis pontos em que o código errado gera custo fiscal

Mesmo sem a reforma, a NCM já serve de chave em vários tributos e obrigações. O quadro indica cada ponto e a norma que o sustenta.

OndePapel da NCMBase
ICMS com substituição tributáriaDescrição, NCM/SH e CEST (código de 7 dígitos) identificam os bens sujeitos ao regime. Quando a descrição do item difere da descrição da NCM, só entra no regime o bem que a descrição do convênio alcança.Convênio ICMS 142/2018 (cláusulas 6ª e 7ª)
IPIA TIPI toma a NCM como base. Se o Comitê-Executivo de Gestão da Camex alterar a NCM, a Receita pode ajustar a TIPI, contanto que nenhuma alíquota mude.Decreto 11.158/2022, arts. 2º e 4º
PIS e CofinsAlgumas posições da TIPI, como 30.03, 30.04 e 33.03 a 33.07, têm alíquotas próprias dessas contribuições. Vale conferir a redação vigente do dispositivo para cada produto.Lei 10.147/2000, art. 1º
Comércio exteriorA NCM completa define o Imposto de Importação e diversos tributos internos, e ainda orienta tratamentos administrativos e regimes aduaneiros especiais.Receita Federal, página NCM
NF-eNa NF-e da reforma, o campo de NCM do item (prod/NCM) participa de regras de validação. A CBS com alíquota zero entre contribuintes da mesma área incentivada só passa se a NCM não começar por 93, 24, 2203 a 2208, 8703 ou 33, salvo 3303 a 3307.NT 2025.002-RTC: UB56-10 e UB66a-20
EFD ICMS/IPI (SPED Fiscal)No registro 0200, cada item traz COD_NCM, EX_IPI e CEST. Industriais e equiparados, substitutos tributários e quem importa ou exporta precisam informar a NCM. Serviço não tem NCM. Um código de item nunca pode ser repetido nem reaproveitado, e a descrição genérica é proibida.Registro 0200 do Guia Prático da EFD ICMS/IPI, na versão fixada pelo Ato COTEPE/ICMS 44/18 (3.2.4 desde 10/09/2026).

Como o SAP usa esses campos na determinação do imposto está em Parametrização fiscal no SAP; o lado do documento eletrônico, em Documentos fiscais eletrônicos.

O que muda com a reforma

Na reforma, a classificação abre ou fecha o benefício

A LC 214/2025 concede alíquota reduzida e alíquota zero por listas de produtos, e cada lista usa a NCM/SH como chave. Para serviços, a chave é a NBS. Fora do código certo, o produto fica fora do benefício.

01

Alíquota zero por NCM

Cesta Básica Nacional (artigo 125, Anexo I), dispositivos médicos e de acessibilidade (artigos 144 e 145), itens de saúde menstrual (artigo 147) e hortícolas, frutas e ovos (artigo 148, Anexo XV).

02

Redução de 60%

Alcança dispositivos médicos e de acessibilidade (artigos 131 e 132), alimentos (135), higiene e limpeza (136), insumos agropecuários (138) e outros, cada qual com seu anexo.

03

Serviços por NBS

Serviços de educação e de saúde entram pela Nomenclatura Brasileira de Serviços, nos Anexos II e III. Já insumos agropecuários e produções culturais pedem NCM/SH e NBS ao mesmo tempo, nos artigos 138 e 139.

04

Imposto Seletivo

Atinge os bens cujos códigos da NCM/SH aparecem no Anexo XVII, nos artigos 409 e 419 a 422. Nesse caso, a NCM decide se há um tributo adicional.

A versão da tabela

A própria lei diz qual tabela vale: a Resolução Gecex nº 272/2021 para a NCM/SH e a Portaria Conjunta RFB/SECEX nº 2.000/2018 para a NBS (artigo 492). Mudança posterior que desloque um produto citado na lei não afeta o que já foi aplicado pela classificação antiga (§ 2º), e o Decreto 12.955/2026 repete a regra. O cadastro precisa registrar a versão da tabela em que o código foi escolhido.

Artigos e anexos

Os artigos da LC 214/2025 que usam NCM ou NBS

O quadro reúne os dispositivos que usam NCM ou NBS como chave. A relação de produtos de cada anexo se lê no próprio texto da lei, não de memória.

ArtigoAnexoChaveEfeito
125INCM/SHCesta Básica Nacional com alíquota zero. No Anexo I, leite em pó e fórmulas infantis dependem de conformidade com a legislação específica.
129IINBSServiços de educação pagam 60% a menos.
130IIINBSServiços de saúde pagam 60% a menos.
131IVNCM/SHDispositivos médicos pagam 60% a menos, mas só se regularizados na Anvisa (§ 1º).
132VNCM/SHDispositivos de acessibilidade pagam 60% a menos.
135 e 136VII e VIIINCM/SHAlimentos e itens de higiene e limpeza pagam 60% a menos.
138 e 139IX e XNCM/SH e NBSInsumos agropecuários e produções culturais pagam 60% a menos.
142XINBS e NCM/SHSegurança da informação e cibernética pagam 60% a menos. No inciso II, redigido pela LC 227/2026, a chave é só a NBS.
144 e 145XII e XIIINCM/SHDispositivos médicos e de acessibilidade com alíquota zero.
146VI (§ 2º)Registro sanitário (caput) e NCM/SH (§ 2º)Medicamentos registrados na Anvisa e destinados, conforme o registro sanitário, às finalidades do artigo ficam com alíquota zero. Um ato conjunto divulga a lista a cada 120 dias (§ 3º), e o Anexo XIV foi revogado pela LC 227/2026.
147sem anexoNCM/SH 9619.00.00Produtos de saúde menstrual ficam com alíquota zero, desde que cumpram a norma da Anvisa.
148XVNCM/SHHortícolas, frutas e ovos com alíquota zero.
409, 419 a 422XVIINCM/SHImposto Seletivo.
492sem anexoNCM/SH e NBSDefine as tabelas de referência e protege o que foi aplicado antes de uma mudança.

Algumas listas são revistas a cada 120 dias por ato conjunto, como as dos artigos 131, 132 e 138. O impacto da revisão da lista de medicamentos sobre o cadastro é o assunto de o texto sobre a alíquota zero do medicamento.

Base legal

Lei Complementar 214/2025 em sua versão compilada, já com a LC 227/2026.

Além da cesta e das reduções

Combustíveis, regimes aduaneiros e bens de capital também usam a NCM

O regulamento da CBS usa a NCM/SH em outros pontos além das listas de benefício. Cada um tem tabela e regra próprias.

Combustíveis, uma única etapa

A CBS incide uma só vez sobre gasolina, etanol, diesel, biodiesel, GLP, querosene de aviação e outros combustíveis (LC 214/2025, artigo 172, e Decreto 12.955/2026, artigo 259). No cálculo, o regulamento considera os códigos da ANP e da NCM/SH de cada combustível (artigo 261, § 1º).

Regimes com lista de NCM

Repetro (artigo 164), Reporto (artigo 186) e a suspensão para bens de capital (artigo 196) remetem a tabelas de bens com NCM/SH no próprio decreto. O cadastro do material precisa refletir o código da tabela do regime.

Máquinas agrícolas e veículos de carga

O artigo 197 zera a CBS de tratores, máquinas e implementos para produtor rural não contribuinte, e de veículos de carga para transportador autônomo pessoa física. Os bens vêm listados por NCM/SH nas Tabelas II e III do Anexo IV.

Base legal

Decreto 12.955/2026, regulamento da CBS, com remissão aos artigos da LC 214/2025.

Reforma na nota

Da NCM ao campo da nota

No documento, a NCM aparece acompanhada de dois outros códigos por item: o CST e o cClassTrib do IBS e da CBS, exigidos pela NT 2025.002-RTC. A versão 1.52 saiu em 01/10/2026 e, segundo o aviso de 05/10/2026 do Portal da NF-e, passa a valer em homologação em 26/10/2026 e em produção em 16/11/2026.

O que a NF-e pede

Cada código cClassTrib aponta para um dispositivo da LC 214/2025, de modo que o item declara com precisão como sofre IBS e CBS. A tabela com os códigos está no Portal Nacional da NF-e, na aba Documentos, opção Diversos. A NCM entra em regras de validação, como as que restringem a CBS com alíquota zero em área incentivada.

O que a NFS-e pede

Serviço não tem NCM: o classificador é a NBS. As Perguntas e Respostas da NFS-e a tratam como obrigatória em toda nota do padrão nacional, ressalvada a Emissão Simplificada do MEI. O sistema só aceita NBS da versão 2.0 da tabela nacional e devolve o erro E0316 nos demais casos. Cada NBS admite apenas certos cClassTrib, listados no Anexo VIII.

O campo de classificação da NFS-e é detalhado em um artigo do blog sobre classificação na NFS-e. As regras da nota de serviço estão em NFS-e padrão nacional no SAP.

NCM no documento fiscal

O que a nota confere sobre NCM, CEST e GTIN

A NF-e rejeita o item quando o código falta, não existe na tabela ou não combina com o cadastro de GTIN. O quadro lista as regras e os números de rejeição.

CampoRegraRejeiçãoBase
NCM (I05)Oito dígitos. Para serviço ou item sem produto, informa-se 00. A NF-e identifica as mercadorias pela NCM.777 sem NCM completo. 778 NCM inexistente na tabela. 471 NCM 00 indevido. 779 (NFC-e) NCM incompatível.Ajuste SINIEF 07/05, cláusula 3ª, V. MOC 7.0, Anexo I.
CEST (I05c)Sete dígitos. Obrigatório quando a mercadoria consta de convênio específico, esteja ou não sujeita à substituição tributária.806 operação com ICMS-ST sem CEST.Ajuste SINIEF 07/05, cláusula 3ª, VI. MOC 7.0, Anexo I.
GTIN (cEAN)Com prefixo 789 ou 790, validado no Cadastro Centralizado de GTIN, que guarda a NCM e o CEST de cada produto.890 GTIN inexistente no cadastro. 891 incompatível com a NCM. 892 incompatível com o CEST.Ajuste SINIEF 07/05, cláusula 3ª, VII. NT 2017.001.
Grupos da reformaA NT 2025.002-RTC liga o cClassTrib à tabela do Portal e exige o Imposto Seletivo para certas NCM.É exigido o uso do Imposto Seletivo para esta classificação da operação e esta NCM.NT 2025.002-RTC.

O Microempreendedor Individual preenche GTIN, CEST e NCM de forma facultativa, e a NCM só é obrigatória nas operações interestaduais e ao exterior (Ajuste SINIEF 07/05, cláusula 3ª, XII). Para os demais emitentes, o código no documento precisa ser o mesmo do cadastro.

Referência

Ajuste SINIEF 07/05 e Manual de Orientação do Contribuinte 7.0, Anexo I, no Portal da NF-e.

O lado do SAP

Em que campo do mestre de materiais a NCM fica

Segundo a documentação SAP da localização Brasil, o campo Control code, nas abas de comércio exterior de importação e de exportação, guarda a NCM do material.

O que a documentação do S/4HANA traz

  • O Control code, nas abas de comércio exterior de importação e de exportação, guarda a NCM.
  • O sistema usa a NCM para calcular os impostos, e ela é impressa na nota fiscal.
  • No Customizing, é possível atribuir NCM por grupo de mercadorias.
  • Categoria de CFOP, uso e origem do material alimentam a determinação do CFOP.

No pedido de compra

A aba Brasil do item mostra Material Usage, Material Origin, NCM Code, Material Category e Produced In-House, para materiais mantidos em centro no Brasil. Uma documentação de versão anterior do ERP descreve que o pedido usa a NCM do registro info de material e fornecedor quando ele existe. Se o seu ambiente mantém esse registro, cruze-o com o mestre de material.

i

O mesmo item com duas NCM

Quando o registro info e o mestre de material trazem códigos diferentes, o pedido usa um e o cadastro guarda outro. A divergência só surge ao comparar pedido, nota e cadastro. A análise da cesta básica chega à mesma conclusão: acertar a NCM não resolve se o anexo impõe condição de produto. No SAP, o roteiro de cadastro para esses itens está em outro artigo do blog.

Referência

SAP Help Portal, SAP S/4HANA, localização Brasil: dados mestres de material, pedido de compra, situação tributária de CBS e IBS e regras de ICMS-ST.

Do cadastro à nota no SAP

Onde o SAP usa a NCM do material até a nota

Quatro pontos do processo carregam a NCM do cadastro: o material, o pedido, a nota e as regras de ICMS-ST.

  1. 01

    Material

    Control code com a NCM nas abas de comércio exterior. Categoria de CFOP, uso e origem na aba Contabilidade 2.

  2. 02

    Pedido de compra

    A aba Brasil do item traz NCM e categoria do material, e o sistema calcula os impostos a partir deles.

  3. 03

    Nota fiscal

    A NCM entra no cálculo e sai impressa na nota, e a categoria do material determina o CFOP.

  4. 04

    Regra por NCM

    Na compra com ICMS-ST, a configuração de contribuintes aceita NCM ou EAN/UPC no lugar do número do material.

A reforma no SAP

A visão de códigos de imposto (J_1BTAXCODEV) ganhou a coluna de situação tributária de CBS e IBS para notas de entrada, com mapeamento do código de situação e do código de classificação tributária. A implantação segue o guia anexo à SAP Note 3646289 e vale para SAP S/4HANA e Private Edition.

Como classificar

O roteiro que a Receita indica para chegar ao código

A Receita descreve um caminho de quatro passos para classificar uma mercadoria. Quem decide o código final é o cliente.

  1. 01

    Entender o produto

    Identificar função principal, funções secundárias, princípio de funcionamento e uso da mercadoria.

  2. 02

    Ler as notas legais

    Ler as Notas de Seção e de Capítulo da posição eleita, porque elas completam o texto das posições.

  3. 03

    Comparar o mesmo nível

    Comparar os textos da NCM apenas entre desdobramentos do mesmo nível.

  4. 04

    Buscar ato de caráter geral

    Procurar parecer da OMA, ditame do Mercosul ou solução de consulta que classifique a mercadoria ou outra semelhante.

Sistema Classif

O Sistema Classif reúne a tabela NCM, as notas legais, as Nesh, as regras gerais de interpretação e mais de 30 mil decisões de classificação nacionais e internacionais. A consulta é gratuita e o histórico da NCM cobre os atos desde 1º de janeiro de 1996.

Referência

Receita Federal: orientação para classificar e Sistema Classif.

Consulta de classificação

Como pedir à Receita a solução de consulta sobre a NCM

Quando a dúvida persiste, a consulta escrita à Receita é o caminho oficial, e ela protege quem a formula enquanto aguarda.

01

Quem pode consultar

O sujeito passivo, um órgão da administração pública ou uma entidade representativa de categoria. A matriz formula, e os efeitos alcançam os demais estabelecimentos. Cada processo trata de um só produto.

02

O que descrever

Nome comercial e técnico, marca e modelo, forma, dimensões, composição, função, uso, processo de obtenção, imagens, catálogos, bulas e laudos. Do capítulo 27 ao 40, a composição e a fórmula química também.

03

Efeitos da solução

A consulta eficaz, feita antes do prazo de recolhimento, afasta multa de mora e juros e impede procedimento fiscal sobre a mercadoria por 30 dias após a ciência. A solução vincula a Receita e respalda qualquer sujeito passivo que a aplique.

04

Quando não produz efeito

Entre outros casos: consulta genérica, em tese, por filial, com litígio pendente sobre a classificação, com a classificação já definida em ato normativo ou em lei, ou sem caracterizar a mercadoria por completo.

A decisão é de instância única, sem recurso nem pedido de reconsideração, salvo recurso especial quando duas soluções divergem sobre a mesma mercadoria. A consulta não suspende o prazo de recolhimento nem a entrega de declarações.

Base legal

Instrução Normativa RFB 2.057/2021, que regulamenta a consulta sobre classificação fiscal de mercadorias, e página de consultas da Receita Federal.

Classificação errada e consequências

O que custa classificar a mercadoria no código errado

A classificação incorreta tem consequência direta na importação, no documento e no benefício.

ConsequênciaQuando ocorreBase
Multa de 1% do valor aduaneiroMercadoria importada classificada incorretamente na NCM, nas nomenclaturas complementares ou em outros detalhamentos de identificação.Decreto 6.759/2009, art. 711, I
Piso, base e teto da multaR$ 500,00 é o valor mínimo. Mercadorias distintas com a mesma classificação correta geram uma só multa, sobre a soma dos valores. O total das multas do artigo não passa de 10% do valor das mercadorias da declaração.Decreto 6.759/2009, art. 711, §§ 2º a 5º
Tributos e outras penalidades seguemA multa não dispensa a cobrança dos tributos, da multa por declaração inexata (art. 725) nem de outras penalidades administrativas.Decreto 6.759/2009, art. 711, § 6º
Rejeição da NF-eNCM ausente, inexistente na tabela, igual a 00 sem motivo ou incompatível com a NFC-e, e GTIN incompatível com a NCM cadastrada.MOC 7.0, Anexo I (777, 778, 471, 779, 891)
Benefício fora do alcanceOs benefícios da LC 214/2025 valem para os produtos relacionados em cada anexo, e o produto sem o código ou sem a condição do anexo fica na alíquota padrão.LC 214/2025, arts. 125 a 148
Base legal

Regulamento Aduaneiro, artigo 711, e Manual de Orientação do Contribuinte, Anexo I.

Comércio exterior

Da NCM do cadastro à declaração de importação

Na importação, o problema costuma começar no cadastro: com NCM diferente da declarada, tributo, crédito e custo saem errados em todas as operações.

A NCM fixa a tarifa

Do código de 8 dígitos saem as alíquotas do Imposto de Importação. No Sistema Classif, da Receita Federal, o botão IMP abre as abas do II e do IPI do código consultado.

Atributos por NCM

Quem importa passa a informar, para cada código NCM, atributos estruturados no Catálogo de Produtos, na Duimp e no LPCO. Segundo o Siscomex, eles substituirão as NVE, os destaques e os campos de descrição dos formulários de licenciamento. A relação sai em XML e JSON, trocada toda meia-noite.

Tratamento administrativo e tributário

O Classif mostra licenças, permissões e proibições da importação e da exportação, e simula alíquotas, preferências tarifárias, direitos antidumping e Ex-tarifários.

O que conferir no cadastro

  • Cadastro e declaração com a mesma NCM, item por item.
  • A unidade de medida precisa coincidir entre o material e a declaração.
  • Atributos que a NCM exige guardados junto ao cadastro ou ao Catálogo de Produtos.
  • Toda troca de NCM é registrada como mudança de cadastro: quando e por quem.

Duimp, valor aduaneiro, regimes especiais e exportação estão em Comércio exterior no SAP.

Referência

Portal Único Siscomex, página de atributos do Novo Processo de Importação, e Sistema Classif.

Linha do tempo

Da NCM de 1995 à tabela e à nota de 2026

A classificação mudou pouco por ano e muda sempre por ato oficial. A sequência mostra onde cada regra entrou.

  1. 01

    1995, a NCM no Mercosul

    Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai adotam a NCM, com base no Sistema Harmonizado, e a TEC passa a vigorar em 1º de janeiro.

  2. 02

    1997, a TIPI sobre a NCM

    A TIPI, com base na NCM, passa a vigorar em 1º de janeiro de 1997, por força do Decreto 2.092/1996.

  3. 03

    2022, a tabela da Resolução Gecex 272/2021

    A tabela hoje em vigor nasce dessa resolução, com efeitos desde 01/04/2022, e é a referência fixada na lei (LC 214/2025, artigo 492).

  4. 04

    2023 a 2026, ajustes pontuais

    Treze resoluções Gecex e Camex, de 2022 a 2026, criaram ou mudaram códigos da tabela, com efeitos em datas como 01/01/2023, 01/04/2024, 01/10/2024 e 01/02/2026.

  5. 05

    2024, Nesh e pareceres da OMA

    A IN RFB 2.169/2023 atualiza as Nesh (DOU de 08.01.2024), e a IN RFB 2.171/2024 atualiza os pareceres da OMA (DOU de 10.01.2024).

  6. 06

    2025, a LC 214

    A lei complementar de 16 de janeiro institui IBS, CBS e Imposto Seletivo e liga alíquotas reduzidas e zero a listas por NCM/SH e NBS.

  7. 07

    2026, o Decreto 12.955

    O decreto de 29 de abril regulamenta a CBS e repete, no artigo 3º, a tabela de referência da lei.

  8. 08

    Outubro de 2026, tabela e nota técnica

    Em 01/10/2026 entram a atualização da tabela de NCM e a NT 2025.002 v1.52, que vai a homologação em 26/10 e a produção em 16/11.

Referência

Receita Federal (NCM, Nesh, pareceres), Planalto (decretos e lei complementar) e Portal da NF-e (avisos e informes técnicos).

Mudança de tabela

A tabela muda, e o cadastro precisa acompanhar

Cada tributo reage de um jeito à mudança de NCM por ato oficial. Em todos eles, o cadastro tem de ser revisado.

IPI e TIPI

Se a Camex mudar a NCM, a Receita Federal pode ajustar a TIPI, desde que isso não altere alíquotas (Decreto 11.158/2022, art. 4º).

ICMS com substituição tributária

Reclassificar, agrupar ou desdobrar códigos não tira nem põe o bem no regime. A nota passa a levar a NCM vigente, com o tratamento anterior, e o CEST permanece (Convênio ICMS 142/2018, cláusula sétima, §§ 2º a 4º).

IBS e CBS

Se a NCM/SH ou a NBS mudar depois e alterar a classificação de um produto listado na lei, as regras aplicadas pela classificação antiga seguem valendo (LC 214/2025, art. 492, § 2º).

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Na nota fiscal

O Portal da NF-e anunciou em 03/09/2026 o Informe Técnico 2024.001 v2.40, que atualiza a tabela de NCM a partir de 01/10/2026. Material com código fora da tabela vigente deve ser revisto antes de emitir.

Erros comuns

Sinal, causa provável e verificação

Cada causa é provável, não certa: o que aparece varia de ambiente para ambiente.

SinalCausa provávelVerificação
O mesmo item aparece com NCMs distintas no material, no pedido e na notaO registro info tem código próprio, ou alguém trocou a NCM na nota sem corrigir o cadastro.Cruzar mestre, registro info e as últimas notas e pedidos do item, olhando só a NCM.
Alíquota ou CST fora do esperado após mudança de tabelaUm ato reclassificou, desdobrou ou agrupou códigos, e o cadastro ficou para trás.Ver se o código do cadastro ainda consta da tabela em vigor.
Muitos produtos distintos concentrados em uma NCM genéricaClassificação feita por comodidade, sem análise do produto.Contar quantos materiais há em cada NCM e revisar, por amostra de maior valor, as que concentram produtos diversos.
Substituição tributária aplicada, negada ou ausente sem motivo claroO par NCM e CEST não bate, ou o texto do item foge do texto do convênio.Buscar o par NCM e CEST do item no anexo correspondente do convênio.
Alíquota padrão em produto que teria benefício na reformaO código não está na lista do anexo, ou o cadastro não registra a condição exigida do produto, como o registro sanitário.Ler o anexo e o artigo da LC 214/2025 que tratam do produto e comparar com o cadastro.
NF-e rejeitada por classificação incompatívelA tabela do Portal não prevê a combinação de NCM, CST e cClassTrib do item.Refazer a combinação do item e testá-la na tabela publicada no Portal Nacional da NF-e.
Arquivo da EFD com item repetido, código reaproveitado ou descrição vaga no 0200Um código já usado voltou a ser atribuído e o histórico não foi gravado no 0205.Auditar os registros 0200 e 0205 segundo o Guia Prático da EFD ICMS/IPI.
A NFS-e volta com erro de NBS inexistente ou de combinação inválida com o cClassTribNBS que não corresponde ao serviço prestado, ou fora da versão 2.0 da tabela nacional.Procurar a NBS do serviço no Anexo VIII, que correlaciona NBS e cClassTrib.
GTIN rejeitado por incompatibilidade com a NCM ou o CESTO cadastro do material diverge do que o dono da marca registrou no Cadastro Centralizado de GTIN.Comparar NCM e CEST do material com os do cadastro de GTIN do produto.
Revisão e governança do cadastro

Seis passos para revisar o cadastro e a rotina que o mantém

Uma conferência pontual limpa o passivo. Quem sustenta o cadastro correto no tempo é a rotina de revisão, com registro de quem decidiu o quê.

  1. 01

    Extrair o cadastro

    Reunir material, registro info, grupo de mercadorias e as NCM dos últimos pedidos e notas de cada item.

  2. 02

    Priorizar

    Começar pelos materiais de maior valor, pelos que aparecem em anexos da reforma e pelos de ICMS-ST e de importação.

  3. 03

    Descrever o produto

    Registrar função, composição e uso de cada item, com a mesma lista que a consulta à Receita pede.

  4. 04

    Validar o código

    O fiscal valida a NCM, com o despachante ou com a consulta à Receita quando a dúvida persistir.

  5. 05

    Corrigir na origem

    Ajustar o cadastro e o processo que o alimenta, e guardar a evidência da decisão.

  6. 06

    Repetir a cada mudança

    Rodar a varredura quando mudar a NCM, a TIPI ou um anexo da lei, antes da vigência.

Um responsável

Cabe a uma pessoa da área fiscal aprovar qualquer NCM nova ou alterada, com substituto para as ausências. Quem cadastra cria o material, mas o código só vale depois da validação do fiscal.

Evidência por decisão

Cada escolha fica registrada com o motivo: o que o produto é tecnicamente, o parecer ou a consulta que a apoia, a data e quem decidiu. A auditoria pedirá esse histórico.

Código de item estável

O Guia Prático da EFD proíbe duplicar ou reutilizar código de item: característica nova pede código novo, e a mudança fica no registro 0205.

Como a DFSpro atua

Conferência do cadastro, com a decisão no cliente

O recorte é o comportamento do sistema: o que o cadastro guarda, o que a nota leva e o que o arquivo declara.

Em uma frase

A DFSpro confere o cadastro de NCM, mostra as divergências e prova como o sistema se comporta, e a decisão de classificar continua com o cliente.

O que a DFSpro faz

  • Escreve com o fiscal o critério de conferência de cada campo do cadastro, como NCM, origem, CEST e regime.
  • Colhe uma amostra e cruza material, registro info, pedido, nota e registro 0200.
  • Ordena as divergências por impacto fiscal e por volume de documentos.
  • Aponta a correção na origem, para o erro não se repetir.
  • Desenha a varredura do cadastro para cada mudança de tabela ou de anexo.

O que continua com o cliente

  • Classificar cada produto, com o despachante e, se houver dúvida, com a consulta à Receita Federal.
  • Aprovar a NCM por meio de um responsável do fiscal.
  • Fazer, no ambiente, a alteração do cadastro (cliente ou time técnico).
  • Sustentar a tese tributária de cada benefício.

O Diagnóstico Fiscal SAP inclui a conferência do dado mestre, e o cadastro do material por inteiro tem página própria: dados mestres fiscais.

Limite do nosso papel

Cabe a nós desenhar o critério de conferência, configurar o cadastro e provar o comportamento do SAP. Classificar o produto e decidir a tese tributária cabem ao cliente, com o despachante e, nos casos de dúvida, a consulta à Receita Federal.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre NCM e classificação fiscal no SAP

Entender a NCM4 perguntas, 01 a 04

01A NCM se aplica a serviços?+−

Não. Pelo Guia Prático da EFD ICMS/IPI, serviço não tem NCM. A lei classifica serviços pela NBS, e a NFS-e do padrão nacional pede a NBS na nota.

02Quem define a NCM de um produto?+−

A empresa classifica o produto, aplicando as regras da nomenclatura, e a Receita Federal responde às consultas de classificação. A DFSpro encontra as divergências do cadastro e sugere o ajuste, mas a decisão de classificar é do cliente.

03NCM, CEST e GTIN são a mesma coisa?+−

Não. A NCM classifica a mercadoria em oito dígitos. O CEST, de sete dígitos, identifica o bem sujeito à substituição tributária. O GTIN identifica o produto comercial e é validado no Cadastro Centralizado de GTIN, que guarda a NCM e o CEST de cada produto.

04Como saber qual é a NCM certa?+−

A Receita orienta entender a função e o uso do produto, ler as notas legais de seção e de capítulo, comparar apenas textos do mesmo nível e procurar parecer da OMA, ditame do Mercosul ou solução de consulta. A busca é feita no Sistema Classif, e a decisão é do cliente.

Documento fiscal e reforma6 perguntas, 05 a 10

05Estar na lista do anexo garante o benefício?+−

Nem sempre. Alguns itens têm condição própria: o leite em pó do Anexo I exige conformidade com a legislação específica, e os dispositivos médicos do Anexo IV precisam de regularização na Anvisa (art. 131, § 1º). Nos medicamentos, o artigo 146 olha a destinação indicada no registro sanitário. A NCM é necessária, mas não basta.

06E se a NCM for alterada por ato oficial?+−

O efeito varia conforme o tributo. Na substituição tributária, a reclassificação não inclui nem exclui o bem, e a nota leva a NCM vigente (Convênio ICMS 142/2018). Já a LC 214/2025 mantém a classificação anterior dos produtos que cita (artigo 492, § 2º). De qualquer forma, o cadastro deve ser revisto.

07Que rejeições da NF-e dependem da NCM?+−

O Manual de Orientação do Contribuinte lista a 777, para NCM sem os oito dígitos, a 778, para NCM inexistente na tabela, a 471, para NCM 00 sem motivo, e a 779, para NCM incompatível com a NFC-e. Há ainda as de GTIN incompatível com a NCM (891) e com o CEST (892), e a 806, para ICMS-ST sem CEST.

08Qual é a multa por classificar errado na importação?+−

O artigo 711 do Regulamento Aduaneiro prevê multa de 1% do valor aduaneiro da mercadoria classificada incorretamente na NCM, com piso de R$ 500,00 e teto de 10% do valor das mercadorias da declaração. A multa não dispensa os tributos nem outras penalidades.

09A reforma obriga a revisar o cadastro de NCM agora?+−

A lei liga as alíquotas reduzidas e a alíquota zero a listas por NCM/SH, e a NF-e da reforma pede CST e cClassTrib por item, com regras de validação que leem a NCM. A versão 1.52 da NT 2025.002 entra em 26/10/2026 em homologação e em 16/11/2026 em produção, e revisar antes evita rejeição e alíquota errada.

10Posso pedir à Receita que confirme a NCM do meu produto?+−

Sim, por consulta escrita sobre classificação fiscal, regulamentada pela IN RFB 2.057/2021. Cada processo trata de um produto, a decisão é de instância única e a solução vincula a Receita. A consulta feita antes do prazo de recolhimento afasta multa de mora e juros por 30 dias após a ciência.

No SAP3 perguntas, 11 a 13

11Em que campo do SAP a NCM fica?+−

Na documentação do S/4HANA para o Brasil, é o campo Control code, presente nas abas de importação e de exportação do comércio exterior do material. O sistema usa a NCM para calcular os impostos e a imprime na nota, e o que vale no seu ambiente se confirma nele.

12Por que a NCM do pedido difere da NCM do material?+−

Uma documentação de versão anterior do ERP descreve que o pedido usa a NCM do registro info de material e fornecedor, quando ele existe. Se o seu ambiente mantém esse registro e ele diverge do mestre, a diferença só aparece ao comparar pedido, nota e cadastro.

13O SAP confere se a NCM está certa?+−

Escolher o código certo para a mercadoria é decisão fiscal e cabe a quem conhece o produto. O que o sistema aceita ou recusa no cadastro depende da versão e da configuração, e a conferência por amostra mostra o que acontece no seu ambiente.

Com a DFSpro4 perguntas, 14 a 17

14Por onde começar a revisão do cadastro de NCM?+−

Comece por uma amostra que reúna os itens de maior valor e os citados nos anexos da reforma. Depois confira, item a item, se a NCM é a mesma no material, no registro info, nos pedidos e notas recentes e no registro 0200, e corrija a diferença onde ela nasceu.

15A DFSpro faz a correção no cadastro?+−

A DFSpro aponta as divergências e indica como corrigir. Mexer no cadastro do ambiente é tarefa do cliente ou do time técnico dele, assim como a classificação de cada produto.

16É só para quem tem GUEPARDO Tax?+−

Não. A conferência do dado mestre serve a qualquer ambiente SAP, com ou sem o GUEPARDO Tax, produto da NTT DATA.

17Quanto tempo leva uma conferência?+−

O prazo depende do volume de cadastros e do número de empresas, e a DFSpro não o promete sem conhecer o ambiente. A conversa de escopo parte de uma amostra dos materiais de maior volume.

Próximos passos

Comece pelos materiais que mais pesam no seu imposto

Uma amostra dos materiais de maior valor e dos que aparecem nos anexos da reforma já mostra se o cadastro de NCM acompanha a lei e a nota. A conversa com a DFSpro parte dessa amostra, sem preço e sem compromisso de prazo.