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Fóruns / Integração fiscal: BTP, APIs, ABAP e clean core

O que precisa estar pronto antes de configurar ABAP fiscal e customização fiscal no SAP?

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8 Respostas

Na sexta, tentei configurar um novo código de imposto e o teste de nota falhou. Agora, o bom é que o S/4HANA 2021 mostrou no log que o cálculo parou numa customização antiga, escrita em ABAP, que ninguém documentou. Eu já havia conferido o esquema de cálculo e os cadastros, e nada resolveu. Para quem vai mexer em ABAP fiscal, o que precisa estar pronto antes de configurar qualquer coisa nova? Documentação, ambiente de teste ou outra coisa que eu esteja deixando de lado?


Atualização:

Gustavo, obrigada pela pergunta, ela também era minha. Agora, o bom é que testei o rastreio de uso dos objetos no nosso ambiente de qualidade e ele achou duas rotinas que eu não conhecia. Documentei as duas e só então segui. Dúvida de seguimento: quanto tempo o time costuma reservar para essa etapa de levantamento num ajuste pequeno?

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O que precisa estar pronto, afinal? Antes de configurar qualquer item fiscal, a equipe deve saber o que já existe de customização, com dono e motivo, ao menos nos fluxos tocados, incluindo as dependências de dados. Defina casos de prova com resultado esperado, mantenha um ambiente de teste com dados recentes e registre quem decidiu o escopo de cada item. Em projeto grande, vale o levantamento completo; em ajuste pontual, o recorte com dependências basta. Guarde a evidência para auditoria e para quem assumir depois. A decisão tributária segue sendo do contribuinte; o sistema precisa refletir essa decisão com prova. Confirme com o tributário da empresa antes de aplicar.

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No ano passado, no nosso S/4HANA 1909 de energia, a gente tentou configurar tudo no desenvolvimento e só provar no fim, e deu errado. E aí, a prova é que a nota em produção divergia da de teste. Mudamos: cada customização ganha um caso de prova escrito antes de configurar, com entrada e resultado esperado. Vale quando o fiscal precisa assinar o resultado; para ajuste interno sem efeito na nota, basta teste simples. Dá mais trabalho no começo, mas o fechamento ficou mais calmo, e ninguém precisa adivinhar.

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Se a regra mista for adotada, Viviane, falta guardar a evidência de por que cada item ficou em cada grupo. Segundo o que li, ó, auditoria costuma pedir esse registro, e quem precisa mostrar depois é o time, não o sistema. Sugiro um registro simples com objeto, grupo, quem decidiu e data. Isso ajuda antes de configurar e também quando outra pessoa assumir a customização. Pede pouco esforço e evita retrabalho.

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Dois acordos de equipe resolvem boa parte do risco. De perto, ó, o que a gente faz é separar a customização em crítica e comum: na crítica, exige-se inventário completo e testes antes de configurar; na comum, basta o recorte. Quem decide em qual grupo cai é o responsável fiscal do projeto, e a revisão é registrada. Vale a regra mista quando há muitas customizações antigas; com poucas, o inventário completo é simples e já resolve. O time precisa aceitar esse critério desde o início.

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A fonte é, pois é, discordo de um ponto, Gisele. A origem é, pois é, que o recorte esconde dependência: a customização que parece fora do fluxo costuma alimentar um campo usado lá na frente. Por isso, antes de configurar, acho que o time precisa mapear pelo menos as dependências de dados, não só o fluxo. Com pressa de fechamento a tentação é pular, mas já vi perda maior que o tempo economizado.

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Concordo em parte com o Murilo, mas discordo de exigir o inventário completo antes de qualquer passo. Resumindo, pois é, em e-commerce com RISE o tempo é curto. Nossa equipe adotou outro caminho: levantar só a customização que toca o fluxo que vamos configurar, e deixar o resto para uma segunda rodada. Vale o inventário completo quando o projeto é grande ou há migração; para ajuste pontual, o recorte basta, desde que se saiba o que precisa ser testado.

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O risco que já vi no recorte é deixar de fora uma customização que afeta o fluxo sem aparecer. No fim das contas, viu, Gisele, como vocês decidem o que toca o fluxo? No nosso S/4HANA 1909 de varejo, uma rotina de ABAP fiscal chamava outra, e só descobrimos quando a nota quebrou. Vocês usam lista de objetos, rastreio de chamadas ou só a experiência do time antes de configurar? Precisa de alguma ferramenta?

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Inventário pronto? Batendo o olho, né, o que precisa estar pronto antes de configurar é uma lista de toda customização existente, com dono e motivo. Sem isso, a gente configura em cima de código velho e depois ninguém sabe por que a nota sai errada, como aconteceu com a Luciana. Depois da lista, vem ambiente de teste com cópia recente dos dados, casos de nota definidos e quem aprova. Eu sei que dá trabalho, mas pular essa etapa custa muito mais, e já perdi fim de semana por causa disso.

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