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Fóruns / RISE, GROW with SAP e o fiscal na nuvem

O que precisa estar pronto antes de configurar fiscal no RISE e GROW with SAP?

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10 Respostas

Pessoal, olha, em geral a conversa sobre fiscal começa na configuração, mas no nosso caso o problema apareceu antes, na qualidade do cadastro. Estamos numa mineração com a versão nova do S/4HANA, e o time de projeto quer subir os impostos antes de fechar os cadastros. Na primeira rodada de teste, metade das notas saiu sem o tratamento esperado porque os códigos fiscais estavam incompletos e os cadastros de cliente tinham regiões erradas. Já separamos o trabalho em duas frentes, mas ainda não sabemos se a limpeza deve terminar antes da configuração ou em paralelo. O que vocês consideram obrigatório estar pronto antes de começar a configurar fiscal no RISE e GROW with SAP?


Atualização:

Quando a Ana e a Bianca responderam, eu testei a ordem que elas sugeriram num recorte pequeno. Olha, em geral, o cadastro foi o que mais errou, e isso bate com o que vocês disseram. Obrigada às duas. Agora fica a dúvida: quem decide quando o recorte já pode ir para a base inteira, e qual critério vocês usaram para dar esse passo?

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Qual trava mais, o cadastro ou a decisão sobre o escopo? Pelo que apareceu aqui, os dois andam juntos, e separar um do outro costuma ser o caminho mais curto. A ordem que ganhou força foi primeiro acertar quem é o dono de cada decisão tributária, depois limpar o cadastro que alimenta a apuração e só então configurar. Minha recomendação prática é fazer esse levantamento num recorte pequeno, com registro do que foi testado, do que faltou e de quem decidiu. Quando o recorte passar sem surpresa grande, aí sim faça a expansão para a base inteira.

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Thiago Araújo, você mencionou a necessidade de documentação de suporte robusta. No nosso setor, devido à variação dos tipos de serviço prestados, sentimos que essa documentação nem sempre está pronta antes de começarmos os testes de ponta a ponta. Como você equilibrou essa expectativa de detalhamento físico do fluxo tributário com a realidade do rápido avanço tecnológico do sistema?

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No meu trabalho, vimos que, dependendo da complexidade da operação fiscal, o ideal é não avançar na parametrização do sistema antes de termos um entendimento físico do fluxo tributário. Se a operação for muito simples, podemos avançar mais rápido. Contudo, se houver muitos detalhes envolvidos, como acontece em alguns setores, tentar avançar no sistema sem um mapeamento completo dos fatores que compõem o imposto só gera retrabalho. É preciso alinhar a profundidade do conhecimento tributário com a maturidade do processo.

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Rafael Pereira complementa que, além da clareza do regime impositivo, a documentação de suporte a essa aplicação precisa ser igualmente robusta. A verdade é que, ó, sem um detalhamento bem amarrado sobre como cada movimento gerará o documento fiscal final, qualquer tentativa de avançar na configuração corre o risco de apenas replicar inconsistências. É fundamental que termos como bases de cálculo e retenções estejam minuciosamente documentados antes de migrar para o novo arranjo.

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Emanuel Kaufman, concordo que a decisão sobre o escopo tributário merece atenção antes de tudo. No meu segmento, percebi que a clareza sobre o regime impositivo aplicado a cada transação é o grande gargalo. Se o entendimento comercial sobre a tributação não está consolidado, qualquer avanço técnico no sistema será paliativo. É crucial este alinhamento conceptual por parte do cliente.

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Pessoal, quero complementar a visão sobre a transição. Em outra vivência recente, nós focamos muito na padronização dos fluxos de negócio antes de tocar nos detalhes tributários avançados. Tínhamos um processo bem maduro, mas o mapeamento para o novo ERP exigiu mapear os pontos de contato fiscais primeiro. Depois dessa fase inicial, quando avançamos para o lançamento de produção, os ajustes finos ficaram muito mais rápidos, pois a estrutura de dados já estava alinhada. Bem, no fechamento, essa abordagem reduziu drasticamente o retrabalho.

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Bianca, concordo que o teste prático é decisivo, mas acho que diminuir a criticidade no ciclo de piloto pode ser arriscado. Esperar que o volume pequeno seja suficiente para validar tudo é um salto grande. E aí, com a mão na massa, o ideal é tentar simular o maior cenário possível o mais cedo possível, para que o log não seja apenas um espelho das nossas suposições iniciais.

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Na minha rotina de indústria química, o caso concreto é um piloto rodando em paralelo com o sistema atual por um ciclo inteiro. Bem, sem rodeio, a equipe adotou isso porque não dava para parar a produção para testar. A comparação das saídas mostra no próprio relatório o que falta no cadastro e na configuração. Esse caminho vale quando há ambiente antigo ainda operando e equipe para acompanhar as diferenças. Sem isso, o piloto vira só mais uma tela bonita e ninguém confia no resultado.

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O resultado que importa é que a nossa equipe não esperou o cadastro ficar perfeito. Agora, o teste é o que decide: rodamos um recorte de notas por tipo de operação e vimos no log quais campos estavam vazios. Quando o volume de material é pequeno e a base é limpa, vale fazer tudo de uma vez. Quando a base é grande e cheia de exceções, como foi o nosso caso, vale ir por recorte e corrigir o cadastro no mesmo ritmo do teste. Cada caminho depende do tamanho do problema, não de quem é mais experiente.

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Cadastro limpo vem antes. Bem, até onde sei, o mínimo é ter material, fornecedor e cliente com os dados fiscais validados, além do escopo de impostos definido pelo próprio cliente, porque a tese tributária não é do consultor. Sem isso, qualquer configuração vira tentativa e erro, e o teste mostra só o que já estava errado no cadastro. Eu também fecharia o plano de contas e os centros de custo antes de mexer em alíquota, porque a contabilidade reflete o que a apuração produz. Na prática, primeiro dados, depois regras, depois teste.

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