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Fóruns / Dúvidas do curso: Workshop do checklist de 41 itens: prontidão fiscal no SAP

Como medir a qualidade do dado mestre antes de culpar a configuração?

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Moderado por Emanuel Kaufman. As três primeiras mensagens de cada pessoa passam por revisão e respondemos em até 1 dia útil.

Aqui se discute o comportamento do sistema. Decisão tributária é sempre da sua empresa, e ninguém neste fórum dá parecer.

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Vamos ao que interessa: todo erro de tributação aqui vira chamado de configuração, e o gestor do processo quer um conjunto pequeno de verificações do cadastro que corte metade dos chamados. Como já disse, tá, estamos migrando de outro ERP para o SAP, então o cadastro veio de lá. Que verificações simples medem a qualidade do dado mestre antes de abrir chamado de configuração?


Atualização:

Vou começar com as três perguntas da Carolina e a classificação de chamados da Nádia, com a regra da Bianca de evidência por quem não abriu o chamado. Já saiu uma primeira lista de materiais sem classificação para corrigir. Dúvida: de quanto em quanto tempo repetir a medição, todo mês junto com o fechamento, ou só depois de cada carga de cadastro?

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Antes de culpar a configuração, meça o cadastro em quatro frentes e repita a medição.

  1. Preenchimento: materiais ativos sem NCM, parceiros sem documento de identificação, itens movimentados sem classificação fiscal.
  2. Consistência: NCM que não existe na tabela vigente, CNPJ inválido, UF incompatível com o CEP.
  3. Causa dos chamados: classificar por quem não os abriu, com evidência do campo ou da regra.
  4. Entrada do dado: quem cria, o que é obrigatório e quem revisa antes de liberar.

Repita a cada fechamento e depois de cada carga em massa. A descrição do produto que consultamos diz que ele não corrige dado mestre ruim. Veja também dados mestres fiscais no SAP.

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Discordo da classificação feita depois pelo próprio time. De perto, o que vejo é que quem classifica o chamado fecha como configuração porque foi assim que ele entrou. Exija evidência: para fechar como cadastro ou regra, anexe o campo ou a regra que causou o erro. Sem isso, a estatística repete o preconceito. E combine que a classificação seja feita por quem não abriu o chamado.

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O ponto é que, é preciso olhar também quem cria o dado.

  1. Quem pode criar ou alterar material e parceiro?
  2. Há campo obrigatório na criação, ou o fiscal completa depois?
  3. O fiscal revisa antes da liberação para uso?

Se as respostas forem 'qualquer um', 'não' e 'não', a medição vai mostrar o mesmo problema todo mês. Aliás, a descrição que consultamos diz que o produto não corrige dado mestre ruim, então a entrada do dado é do processo.

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Veja, vamos lá: aqui a gente resolveu de outro jeito. Em vez de medir o cadastro inteiro, medimos só o que gerou erro. Pegamos os chamados de tributação errada do último trimestre, classificamos a causa final de cada um (cadastro, regra, dado do parceiro, outra) e contamos. A categoria dominante mostra onde investir. Saiu mais barato do que auditar milhares de registros, e o primeiro trimestre apontou para o cadastro de parceiro.

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Comece por três perguntas ao cadastro, cada uma respondida por uma consulta. Quantos materiais ativos estão sem NCM ou com NCM de tamanho errado? Quantos parceiros ativos estão sem CNPJ ou CPF, ou sem inscrição estadual onde deveriam ter? Quantos materiais movimentaram no último trimestre sem classificação fiscal preenchida? Agora, sem pressa: o total importa menos do que a lista, porque cada linha da lista é um registro que o fiscal consegue corrigir.

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Complemento com verificação de consistência, não só de preenchimento. Agora, na homologação, vimos campo preenchido porém errado: NCM de oito dígitos que não existe na tabela vigente, CNPJ com dígito verificador inválido, UF do parceiro diferente da UF do CEP. Essas três dá para checar por rotina, sem ler registro por registro. Preencher campo não prova qualidade; o que prova é bater com uma fonte de referência.

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